O risco invisível que não aparece nos relatórios financeiros: o impacto da NR-1 no resultado da sua empresa

Transforme a NR-1 em estratégia com a Ius: capacitação, prevenção de riscos e proteção do seu negócio. [...]
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O risco invisível que não aparece nos relatórios financeiros: o impacto da NR-1 no resultado da sua empresa

Transforme a NR-1 em estratégia com a Ius: capacitação, prevenção de riscos e proteção do seu negócio.
adequação à NR-1

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Como CEO, você está habituado a monitorar de perto o EBITDA, as margens de lucro e os riscos operacionais do seu negócio. No entanto, uma nova frente de risco silenciosa, técnica e potencialmente milionária está se formando, e ela não aparecerá nos seus relatórios financeiros até que seja tarde demais.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que torna obrigatória a gestão de riscos psicossociais, transformou a saúde mental de uma pauta institucional do RH para uma rigorosa obrigação jurídica e financeira.

A partir de maio de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciará as autuações com base nessas novas exigências. O que muitos executivos ainda não perceberam é que a gestão inadequada do ambiente de trabalho tem um impacto direto e severo no resultado da companhia, expondo a organização a um tripé de riscos reais: autuações, passivos trabalhistas e ações regressivas. Confira neste artigo mais detalhes sobre este tema e se aprofundar nesse tema tão importante para as organizações. Boa leitura!


O impacto financeiro imediato começa pelas multas administrativas. Em caso de descumprimento da NR-1, as penalidades podem chegar a R$ 100 mil, dependendo do porte da empresa e da reincidência das infrações [1]. Mais grave ainda é o risco operacional: se a fiscalização identificar uma situação de risco grave e iminente à saúde dos trabalhadores, a legislação permite medidas extremas, como a paralisação de setores inteiros ou o embargo de atividades.

Contudo, o verdadeiro dreno financeiro reside na nova onda de passivos trabalhistas. A NR-1 exige que as empresas gerenciem fatores como sobrecarga, pressão excessiva e assédio organizacional. Como esses
conceitos são abertos e contextuais, a ausência de um processo estruturado e documentado de gestão faz com que o próprio Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa se transforme em prova contra ela mesma em disputas judiciais.


A era das fiscalizações isoladas e manuais chegou ao fim. Atualmente, o governo opera com uma sofisticada malha fina digital que realiza o cruzamento contínuo de dados entre o E-Social, o INSS e o Ministério do Trabalho.

Se a sua empresa apresenta um volume atípico de afastamentos por transtornos mentais que hoje já representam 33% de todos os afastamentos por doença no Brasil, o sistema identifica automaticamente o padrão epidemiológico. Esse cruzamento de informações torna impossível ocultar falhas sistêmicas na gestão de pessoas, transformando dados que antes ficavam restritos ao departamento médico em gatilhos automáticos para auditorias e autuações.

Talvez o risco financeiro mais subestimado pelos conselhos de administração seja a Ação Regressiva Acidentária. Fundamentada no artigo 120 da Lei nº 8.213/1991, essa medida estabelece que, se o INSS conceder um benefício
(como auxílio-doença ou pensão) decorrente de adoecimento ocupacional e constatar negligência da empresa no cumprimento das normas de segurança, a autarquia processará a companhia para reaver todos os valores gastos.

Isso significa que a negligência na gestão de riscos psicossociais pode fazer a empresa pagar a conta duas vezes: primeiro, arcando com as indenizações na esfera trabalhista; segundo, ressarcindo os cofres públicos por todas as despesas previdenciárias geradas pelo afastamento do colaborador. Vale ressaltar que o simples recolhimento dos tributos patronais (como o SAT/GILRAT) não exime a empresa dessa responsabilidade civil.

A adequação à NR-1 não é mais uma questão de “fazer o certo” pelo bem-estar da equipe; trata-se de uma medida crítica de governança corporativa e proteção do caixa. O risco não está apenas na obrigação de gerir, mas em ser acusado de não ter gerido o suficiente.

Para blindar a organização, é imperativo que a alta gestão garanta que um inventário de riscos psicossociais tecnicamente embasado seja desenvolvido por profissionais especializados, com métricas claras de avaliação e
implementação de canais de escuta efetivos. No atual ambiente regulatório, a documentação estruturada é a sua principal linha de defesa. A preparação para 2026 já começou, e o custo da inércia será cobrado com juros.

A atualização da NR-1 inaugura uma nova lógica de risco para as empresas: invisível no curto prazo, mas altamente mensurável e penalizável, no médio e longo prazo. O que antes era tratado como uma agenda de cultura e bem-estar passa a exigir rigor técnico, governança e capacidade de comprovação. Ignorar esse movimento não é apenas uma falha operacional, mas uma decisão estratégica que pode comprometer diretamente o caixa, a reputação e a continuidade do negócio. Em um cenário de fiscalização orientada por dados e responsabilização ampliada, preparar-se deixou de ser diferencial competitivo e se tornou uma condição mínima de sustentabilidade empresarial.

A Ius apoia sua empresa muito além da interpretação da NR-1, oferecendo uma abordagem prática e estratégica para transformar a exigência legal em um processo estruturado de gestão. Por meio de capacitação com especialistas, metodologia aplicada e suporte técnico contínuo, a empresa orienta desde a identificação dos riscos psicossociais até a implementação de medidas efetivas de prevenção e controle, garantindo conformidade jurídica, redução de passivos e melhoria do ambiente organizacional. Com o apoio da Ius, sua gestão deixa de ser reativa e passa a atuar de forma preventiva, com segurança, eficiência e embasamento técnico em todas as etapas da adequação à norma. Clique no banner abaxo para participar do nosso bate-papo sobre as atualizações da NR 1.

*Este conteúdo foi escrito em parceria com Isis Carvalho e Núbia D’arc.

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Administradora, Analista de Sistemas e Advogada, com especialização em Neurociência do Comportamento e Saúde Mental. Palestrante, autora na área de saúde mental, estresse, ansiedade e regulação emocional e fundadora do Programa Online: Jornada Antiestresse, Ansiedade e Burnout. Certificada em inúmeros cursos de Riscos Psicossociais e NR1, como pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, PUC-Paraná, Instituto ILG, Curso NR1 Felipe Maronesi, Curso NR1 Isabella Carmargo, atualmente cursa MBA em NR1 pela EB Educação. Atua como consultora estratégica em gestão de riscos psicossociais, com foco na estruturação de programas de conformidade à NR-1 (GRO/PGR), integrando aspectos jurídicos, organizacionais e de saúde mental corporativa. É fundadora do Instituto de Educação Emocional e parceira da Sapienza Consultoria, onde desenvolvem projetos voltados à identificação, análise e mitigação de riscos psicossociais nas organizações, com ênfase na redução de passivos trabalhistas, afastamentos por transtornos mentais (CID F) e impactos financeiros relacionados aos mesmos.

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15/04/2026 às 14h30

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