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	<title>Ana Moreira, Colunista em ESG em Dia</title>
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	<description>O portal da Ius sobre Sustentabilidade e Gestão Legal</description>
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	<title>Ana Moreira, Colunista em ESG em Dia</title>
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	<item>
		<title>História do ESG: da Revolução Industrial às exigências atuais para as empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 14:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-1015x1024.jpg 1015w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-768x775.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m.jpg 1200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A história do ESG começa bem antes de 2004, quando a sigla foi criada no relatório Who Cares Wins, da ONU. Ela nasce com a poluição da Revolução Industrial e passa por vários marcos: o Grande Fedor de Londres (1858), o Grande Smog (1952), Primavera Silenciosa (1962), a Conferência de Estocolmo (1972), Bhopal (1984), o Protocolo de Montreal e o Relatório Brundtland (1987) e a Rio-92. Nos anos 1990, a ISO 14001 levou a gestão ambiental para dentro das empresas. Com o ESG, impacto ambiental e social passou a ser medido como risco financeiro. O artigo mostra essa trajetória em ordem cronológica e explica como o Brasil se insere nela, da Lei nº 6.938/1981 à COP30 em Belém. Também traz o que mudou em 2026, com a ISO 14001:2026 e a Resolução CVM 244.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-1015x1024.jpg 1015w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-768x775.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m.jpg 1200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />
<p class="wp-block-paragraph">A <strong>história do ESG</strong> começa bem antes de 2004, ano em que a sigla apareceu pela primeira vez. Ela começa nas fábricas inglesas do século XVIII, quando a produção mecanizada passou a consumir carvão, água e matéria-prima em uma escala que o mundo nunca tinha visto. Rios contaminados, ar irrespirável nas cidades e florestas derrubadas eram tratados como preço inevitável do progresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse entendimento mudou aos poucos. Primeiro vieram crises locais de saúde pública. Depois, livros, desastres industriais e descobertas científicas mostraram que a degradação ambiental atravessa fronteiras. Na segunda metade do século XX, o tema chegou às conferências da ONU, aos tratados internacionais e, por fim, aos sistemas de gestão das empresas e às decisões de investimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, você vai ver os principais marcos dessa trajetória em ordem cronológica, entender como o Brasil se encaixa nela e saber o que o histórico ensina para quem precisa gerir riscos ambientais, sociais e de governança hoje.</p>



<h2 id="h-o-que-e-esg-e-por-que-ele-tem-uma-historia-tao-longa" class="wp-block-heading"><strong>O que é ESG e por que ele tem uma história tão longa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança)</strong>: um conjunto de critérios usado para avaliar como uma organização gerencia seus impactos no meio ambiente, sua relação com pessoas e comunidades e a qualidade da sua gestão. O termo foi cunhado em 2004 no relatório <a href="https://www.unglobalcompact.org/docs/issues_doc/Financial_markets/who_cares_who_wins.pdf">Who Cares Wins</a>, uma iniciativa do Pacto Global da ONU com instituições financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação que o ESG organiza, porém, tem mais de 150 anos. Ela nasceu como reação à poluição da Revolução Industrial, ganhou base científica no século XX, virou política internacional a partir de 1972 e chegou à gestão empresarial nos anos 1990. O ESG é a etapa mais recente desse processo: a fase em que impacto ambiental e social passou a ser medido como risco financeiro.</p>



<h2 id="h-linha-do-tempo-os-principais-marcos-da-agenda-ambiental-ate-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Linha do tempo: os principais marcos da agenda ambiental até o ESG</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela abaixo reúne os eventos que mais influenciaram a forma como governos e empresas tratam o meio ambiente.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Ano</strong></td><td><strong>Marco</strong></td><td><strong>Por que importa</strong></td></tr><tr><td>1760 a 1840</td><td>Revolução Industrial (Inglaterra)</td><td>Muda a escala da intervenção humana sobre a natureza</td></tr><tr><td>1858</td><td>Grande Fedor de Londres</td><td>Liga poluição, saneamento e saúde pública</td></tr><tr><td>1863</td><td>Alkali Act (Reino Unido)</td><td>Uma das primeiras leis de controle da poluição industrial</td></tr><tr><td>1952</td><td>Grande Smog de Londres</td><td>Milhares de mortes; leva ao Clean Air Act de 1956</td></tr><tr><td>1962</td><td>Primavera Silenciosa (Rachel Carson)</td><td>Introduz a visão sistêmica dos ecossistemas</td></tr><tr><td>1972</td><td>Conferência de Estocolmo</td><td>Primeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente; cria o PNUMA</td></tr><tr><td>1984</td><td>Desastre de Bhopal (Índia)</td><td>Expõe o risco industrial e a responsabilidade empresarial</td></tr><tr><td>1987</td><td>Protocolo de Montreal e Relatório Brundtland</td><td>Cooperação global bem-sucedida e conceito de desenvolvimento sustentável</td></tr><tr><td>1992</td><td>Rio-92</td><td>Convenções do Clima e da Biodiversidade, Agenda 21</td></tr><tr><td>1996</td><td>ISO 14001</td><td>Primeiro padrão internacional de sistema de gestão ambiental</td></tr><tr><td>1997</td><td>Protocolo de Kyoto</td><td>Metas de redução de emissões para países desenvolvidos</td></tr><tr><td>2004</td><td>Relatório Who Cares Wins</td><td>Nasce a sigla ESG</td></tr><tr><td>2015</td><td>Agenda 2030 (ODS) e Acordo de Paris</td><td>Metas globais de sustentabilidade e clima</td></tr><tr><td>2025</td><td>COP30 em Belém</td><td>Brasil sedia a conferência do clima da ONU</td></tr><tr><td>2026</td><td>ISO 14001:2026</td><td>Nova edição da norma de gestão ambiental</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 id="h-como-a-revolucao-industrial-mudou-a-relacao-entre-sociedade-e-natureza" class="wp-block-heading"><strong>Como a Revolução Industrial mudou a relação entre sociedade e natureza?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Revolução Industrial começou na Inglaterra, entre aproximadamente 1760 e 1840, e substituiu a força humana, animal, hidráulica e eólica pela energia mecanizada. A capacidade de produção cresceu muito, e com ela a demanda por matérias-primas, energia e água. Resíduos e emissões passaram a ser gerados em volumes até então desconhecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cidades industriais cresceram sem saneamento adequado, e a natureza era vista como fonte inesgotável de recursos e depósito gratuito de resíduos. Dois episódios britânicos mostram quando essa visão começou a ser questionada:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Grande Fedor de Londres (1858):</strong> o acúmulo de esgoto no rio Tâmisa gerou um odor tão forte que atrapalhou o funcionamento do Parlamento britânico. O episódio acelerou a construção de infraestrutura sanitária na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Alkali Act (1863):</strong> a lei britânica fixou limites para as emissões das indústrias químicas e é considerada uma das primeiras normas voltadas especificamente ao controle da poluição industrial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir daí, a degradação ambiental começou a ser vista como problema que exige intervenção pública, e não apenas como efeito colateral do crescimento.</p>



<h2 id="h-quais-episodios-formaram-a-consciencia-ambiental-moderna" class="wp-block-heading"><strong>Quais episódios formaram a consciência ambiental moderna?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reação à industrialização também veio da literatura e da filosofia. Poetas românticos como William Wordsworth e William Blake escreveram sobre a destruição das paisagens. Nos Estados Unidos, Henry David Thoreau defendeu, em Walden, uma convivência mais próxima entre ser humano e natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim do século XIX, duas correntes moldaram as primeiras políticas de áreas protegidas. John Muir defendia a preservação da natureza pelo seu valor próprio. Gifford Pinchot defendia o conservacionismo, isto é, o uso racional e científico dos recursos. Essa divisão entre preservar e usar com critério continua presente no debate ambiental.</p>



<h3 id="h-o-grande-smog-de-londres-1952" class="wp-block-heading"><strong>O Grande Smog de Londres (1952)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 5 e 9 de dezembro de 1952, a fumaça da queima de carvão ficou presa sobre Londres por causa de uma inversão térmica. A névoa tóxica causou milhares de mortes e uma onda de doenças respiratórias (Fonte: <a href="https://weather.metoffice.gov.uk/learn-about/weather/case-studies/great-smog">Met Office</a>). A resposta regulatória foi o Clean Air Act de 1956, que restringiu o uso de carvão em áreas urbanas. O caso mostrou, com números de mortalidade, que poluição atmosférica é questão de saúde coletiva.</p>



<h2 id="h-por-que-primavera-silenciosa-de-rachel-carson-e-um-marco-do-ambientalismo" class="wp-block-heading"><strong>Por que Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, é um marco do ambientalismo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da Segunda Guerra Mundial, a indústria química cresceu rápido e pesticidas como o DDT passaram a ser aplicados em larga escala. O produto era celebrado como avanço no combate a insetos transmissores de doenças, mas permanecia no ambiente e se acumulava ao longo das cadeias alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1962, a bióloga norte-americana Rachel Carson publicou Silent Spring (Primavera Silenciosa), denunciando os efeitos do uso indiscriminado de pesticidas. A principal contribuição do livro foi mostrar a interdependência entre solo, água, animais, plantas e seres humanos: contaminar um ponto do ecossistema pode afetar organismos distantes e, no fim, a própria população humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primavera Silenciosa colocou em dúvida a ideia de que toda inovação tecnológica é progresso. A partir dela, ficou mais claro que os benefícios de uma tecnologia precisam ser avaliados junto com seus efeitos ambientais, lógica que hoje está na base da avaliação de impacto e da gestão de riscos.</p>



<h2 id="h-como-o-meio-ambiente-entrou-na-agenda-internacional" class="wp-block-heading"><strong>Como o meio ambiente entrou na agenda internacional?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A década de 1970 mudou a escala do debate. A fotografia Earthrise, que mostrou a Terra vista do espaço, reforçou a ideia de um planeta limitado e compartilhado. Em 1970, o primeiro Earth Day mobilizou milhões de pessoas nos Estados Unidos.</p>



<h3 id="h-conferencia-de-estocolmo-1972" class="wp-block-heading"><strong>Conferência de Estocolmo (1972)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.un.org/en/conferences/environment/stockholm1972">Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano</a>, realizada em Estocolmo em 1972, foi a primeira grande conferência internacional dedicada às questões ambientais globais. Dela resultaram princípios para orientar a relação entre desenvolvimento e proteção ambiental e a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estocolmo também expôs uma tensão que nunca saiu da mesa: os países industrializados queriam conter a poluição acumulada em décadas de crescimento, enquanto os países em desenvolvimento defendiam seu direito de crescer e combater a pobreza.</p>



<h3 id="h-bhopal-1984-e-protocolo-de-montreal-1987" class="wp-block-heading"><strong>Bhopal (1984) e Protocolo de Montreal (1987)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 1984, um vazamento de gás tóxico em uma fábrica de pesticidas em Bhopal, na Índia, causou mortes, expôs milhares de pessoas e deixou impactos ambientais de longo prazo. O desastre levantou questões sobre segurança industrial, responsabilidade das empresas e desigualdade na proteção ambiental entre países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três anos depois, o Protocolo de Montreal mostrou o lado oposto: um acordo que funcionou. O tratado previu a eliminação gradual das substâncias que destroem a camada de ozônio e hoje tem 198 partes, o que o torna um dos poucos acordos ambientais com ratificação universal (Fonte: <a href="https://treaties.un.org/doc/Publication/MTDSG/Volume%20II/Chapter%20XXVII/XXVII-2-a.fr.pdf">Coleção de Tratados da ONU</a>). O resultado provou que negociação internacional, mecanismos financeiros e participação da indústria podem gerar ganhos ambientais concretos.</p>



<h2 id="h-o-que-e-desenvolvimento-sustentavel-e-qual-foi-o-papel-da-rio-92" class="wp-block-heading"><strong>O que é desenvolvimento sustentável e qual foi o papel da Rio-92?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades.</strong> A definição está no <a href="https://sustainabledevelopment.un.org/content/documents/5987our-common-future.pdf">Relatório Brundtland</a>, publicado em 1987 com o título Nosso Futuro Comum pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, presidida por Gro Harlem Brundtland.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito tirou o debate do falso dilema entre crescer e preservar. Se a degradação compromete os recursos dos quais a economia depende, proteger o ambiente é condição para o desenvolvimento continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.un.org/en/conferences/environment/rio1992">Rio-92</a> (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) levou o conceito à prática. Seus principais resultados foram:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Convenção sobre Diversidade Biológica;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Agenda 21;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que consolidou princípios como o da precaução e o do poluidor-pagador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conferência também ampliou a participação de ONGs, cientistas e movimentos sociais e firmou o meio ambiente como tema permanente da governança global.</p>



<h2 id="h-quando-as-empresas-passaram-a-gerir-o-meio-ambiente-de-forma-estruturada" class="wp-block-heading"><strong>Quando as empresas passaram a gerir o meio ambiente de forma estruturada?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1990. Até então, a postura predominante era reagir a multas e acidentes. A virada veio em 1996, quando a Organização Internacional de Normalização (ISO) publicou a ISO 14001, primeiro padrão internacional para sistemas de gestão ambiental. A norma passou a exigir que as organizações identificassem seus impactos, estabelecessem objetivos ambientais, cumprissem suas obrigações legais e buscassem melhoria contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ISO 14001 também criou uma linguagem comum entre empresas de diferentes países e transformou a gestão ambiental em critério nas cadeias de fornecedores. A norma segue viva: em abril de 2026 foi publicada a <a href="https://www.iso.org/standard/14001">ISO 14001:2026</a>, quarta edição do padrão, que reforça temas como gestão de mudanças, cadeia de valor e mudança do clima. Veja o que muda na prática em <a href="https://blog.iusnatura.com.br/iso-14001-2026/">ISO 14001:2026: o que sua empresa precisa avaliar antes das próximas auditorias</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros marcos do período aproximaram a agenda ambiental do setor produtivo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">•  <strong><a href="https://unfccc.int/kyoto_protocol">Protocolo de Kyoto</a>(1997):</strong> fixou metas de redução de gases de efeito estufa para países desenvolvidos, transformando a preocupação climática em compromissos mensuráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">•  <strong>Pacto Global e Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2000):</strong> aproximaram as Nações Unidas do setor empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">•  <strong><a href="https://www.pops.int">Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes</a> (2001):</strong> reforçou o controle de substâncias que persistem no ambiente, se acumulam nos organismos e percorrem longas distâncias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A ISO 14001 exige que a empresa identifique e avalie periodicamente o atendimento aos seus requisitos legais. Conheça o</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal"><strong></strong><strong>CAL®</strong></a><strong>, sistema da Ius para gestão de requisitos legais ambientais, de saúde e segurança e ESG.</strong></p>



<h2 id="h-quando-surgiu-o-termo-esg-e-o-que-ele-mudou" class="wp-block-heading"><strong>Quando surgiu o termo ESG e o que ele mudou?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo ESG surgiu em 2004, no relatório Who Cares Wins, conduzido pelo Pacto Global da ONU com instituições financeiras. A pergunta central do documento era como incorporar fatores ambientais, sociais e de governança à análise de investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o ESG, sustentabilidade entrou na conta do mercado financeiro. Impacto ambiental passou a ser analisado como risco, oportunidade e fator de valor da empresa, além de obrigação ética ou regulatória.</p>



<h3 id="h-qual-a-diferenca-entre-sustentabilidade-e-esg" class="wp-block-heading"><strong>Qual a diferença entre sustentabilidade e ESG?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sustentabilidade</strong> é o objetivo amplo de equilibrar desenvolvimento econômico, sociedade e meio ambiente. <strong>ESG</strong> é a forma de medir parte desse objetivo: traduz a agenda em critérios e indicadores usados para avaliar organizações e orientar decisões financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução do comportamento empresarial pode ser resumida em três etapas:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Etapa</strong></td><td><strong>Postura da empresa</strong></td><td><strong>Foco</strong></td></tr><tr><td>Reativa (até os anos 1980)</td><td>Responde a multas e acidentes</td><td>Evitar sanções</td></tr><tr><td>Gestão ambiental (anos 1990)</td><td>Estrutura sistemas como a ISO 14001</td><td>Controlar impactos e cumprir a lei</td></tr><tr><td>ESG (a partir de 2004)</td><td>Integra fatores ambientais, sociais e de governança à estratégia</td><td>Risco, valor e relação com investidores</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 id="h-ods-e-acordo-de-paris-2015" class="wp-block-heading"><strong>ODS e Acordo de Paris (2015)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2015, a <a href="https://brasil.un.org/pt-br/sdgs">Agenda 2030</a> estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estendendo a responsabilidade pelo desenvolvimento sustentável a governos, empresas e sociedade civil. No mesmo ano, o <a href="https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement">Acordo de Paris</a> fixou a meta de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2 °C, com esforços para limitá-lo a 1,5 °C. O acordo criou as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), metas climáticas que cada país define para si.</p>



<h2 id="h-como-o-brasil-se-insere-na-historia-da-preocupacao-ambiental" class="wp-block-heading"><strong>Como o Brasil se insere na história da preocupação ambiental?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil construiu uma base legal ambiental extensa, em parte acompanhando a agenda internacional. Os principais marcos são:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Ano</strong></td><td><strong>Norma</strong></td><td><strong>O que estabelece</strong></td></tr><tr><td>1981</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei nº 6.938/1981</a></td><td>Política Nacional do Meio Ambiente; cria o Sisnama e o licenciamento ambiental como instrumento</td></tr><tr><td>1988</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição Federal, art. 225</a></td><td>Direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado</td></tr><tr><td>1998</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998</a></td><td>Lei de Crimes Ambientais; permite responsabilizar pessoas jurídicas</td></tr><tr><td>2000</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm">Lei nº 9.985/2000</a></td><td>Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)</td></tr><tr><td>2012</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm">Lei nº 12.651/2012</a></td><td>Código Florestal; regras de proteção da vegetação nativa e uso do solo</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No plano internacional, o Brasil ratificou o Protocolo de Kyoto (sem metas obrigatórias de redução, por ser país em desenvolvimento) e assumiu metas próprias no Acordo de Paris. Em novembro de 2025, Belém sediou a COP30, que terminou com a adoção do <a href="https://unfccc.int/cop30/belem-political-package">Pacote Político de Belém</a>, centrado na decisão chamada Mutirão Global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de capitais também entrou na agenda. Em 2023, a <a href="https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol193.html">Resolução CVM 193</a> trouxe ao Brasil os padrões do ISSB (IFRS S1 e S2) para relatórios de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, com previsão de obrigatoriedade para companhias abertas a partir de 2026. Em maio de 2026, a <a href="https://www.mattosfilho.com.br/unico/cvm-obrigatoriedade-relatorio-sustentabilidade/">Resolução CVM 244</a> revogou essa obrigatoriedade e manteve a adoção voluntária. Para entender o cenário de reporte, leia <a href="https://blog.iusnatura.com.br/esg-as-mudancas-que-estao-redesenhando-a-sustentabilidade-corporativa/">Regulação e padrões de reporte ESG</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão por rastreabilidade das cadeias produtivas e pelo fim do desmatamento ilegal mostra que, no caso brasileiro, a questão ambiental tem peso direto sobre acesso a mercados e competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O licenciamento ambiental, previsto desde a Lei nº 6.938/1981, segue como uma das obrigações mais complexas para as empresas. Conheça a</strong> <a href="https://onegreen.com.br/"><strong></strong><strong>Onegreen</strong></a><strong>, solução da Ius para gestão de licenças, condicionantes e prazos.</strong></p>



<h2 id="h-quais-sao-os-desafios-do-esg-hoje" class="wp-block-heading"><strong>Quais são os desafios do ESG hoje?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A agenda ambiental atual é organizada em torno da chamada <a href="https://unfccc.int/news/what-is-the-triple-planetary-crisis">tripla crise planetária</a>: mudança do clima, perda de biodiversidade e poluição. Os três problemas estão conectados e se reforçam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas, isso se traduz em cobrança por dados. Investidores, clientes e órgãos reguladores querem ver, com indicadores, como a organização gerencia impactos ambientais, relações sociais e estruturas de governança. Esses fatores influenciam investimento, acesso a mercados, reputação e continuidade do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três desafios se destacam:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Credibilidade:</strong> declarações sem lastro em dados expõem a empresa a acusações de greenwashing. Entenda o tema em <a href="https://blog.iusnatura.com.br/greenwashing-e-a-taxonomia-sustentavel-regulamentacao/">Greenwashing e a Taxonomia Sustentável Brasileira</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Conformidade legal como base:</strong> nenhum programa ESG se sustenta se a empresa descumpre a legislação ambiental, trabalhista ou de saúde e segurança aplicável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Desigualdade entre países:</strong> os países partiram de condições econômicas diferentes e têm responsabilidades históricas diferentes, o que continua travando negociações internacionais, como mostrou a ausência de um roteiro para os combustíveis fósseis no texto final da COP30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para transformar compromisso em prática, veja <a href="https://blog.iusnatura.com.br/boas-praticas-esg/">boas práticas ESG para reduzir riscos e criar valor</a>.</p>



<h2 id="h-perguntas-frequentes-sobre-a-historia-do-esg" class="wp-block-heading"><strong>Perguntas frequentes sobre a história do ESG</strong></h2>



<h3 id="h-quando-surgiu-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Quando surgiu o ESG?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A sigla ESG foi usada pela primeira vez em 2004, no relatório Who Cares Wins, uma iniciativa do Pacto Global da ONU com instituições financeiras para incluir fatores ambientais, sociais e de governança na análise de investimentos.</p>



<h3 id="h-qual-foi-o-primeiro-marco-da-preocupacao-ambiental" class="wp-block-heading"><strong>Qual foi o primeiro marco da preocupação ambiental?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros marcos ligados à poluição industrial são britânicos: o Grande Fedor de Londres, em 1858, e o Alkali Act, de 1863, uma das primeiras leis de controle de emissões industriais.</p>



<h3 id="h-qual-a-diferenca-entre-esg-e-sustentabilidade" class="wp-block-heading"><strong>Qual a diferença entre ESG e sustentabilidade?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sustentabilidade é o objetivo de equilibrar economia, sociedade e meio ambiente. ESG é um conjunto de critérios para medir e avaliar como uma organização contribui para esse objetivo, usado principalmente por investidores e pelo mercado.</p>



<h3 id="h-qual-a-relacao-entre-a-iso-14001-e-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Qual a relação entre a ISO 14001 e o ESG?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A ISO 14001 estrutura a gestão ambiental da empresa, incluindo o cumprimento de obrigações legais. Ela fornece dados e controles que sustentam o pilar ambiental (E) do ESG. A edição mais recente é a ISO 14001:2026.</p>



<h3 id="h-o-relatorio-de-sustentabilidade-e-obrigatorio-no-brasil" class="wp-block-heading"><strong>O relatório de sustentabilidade é obrigatório no Brasil?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para companhias abertas, não. A Resolução CVM 244, de maio de 2026, revogou a obrigatoriedade prevista na Resolução CVM 193. Quem publicar relatório de informações financeiras de sustentabilidade deve seguir os padrões do CBPS e do ISSB.</p>



<h2 id="h-o-que-a-historia-do-esg-ensina-as-empresas" class="wp-block-heading"><strong>O que a história do ESG ensina às empresas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>história do ESG</strong> mostra uma sequência clara: problemas locais de poluição viraram questões de saúde pública, depois de política internacional, depois de gestão empresarial e, por fim, de análise de investimento. A cada etapa, as exigências ficaram mais técnicas e mais verificáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ESG não marca o início da preocupação ambiental. Ele é o ponto atual de um processo de mais de 150 anos, e herda dele uma lição prática: compromissos só têm valor quando viram rotina de gestão, com obrigações mapeadas, prazos controlados e evidências disponíveis para auditoria. A Ius trabalha há quase 40 anos com requisitos legais, ESG e compliance e acompanha cada mudança dessa agenda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Precisa estruturar ou revisar a agenda ESG da sua empresa? Conheça os</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg"><strong></strong><strong>Serviços ESG da Ius</strong></a> <strong>ou</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente"><strong></strong><strong>solicite uma proposta</strong></a><strong>.</strong></p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/historia-do-esg-da-revolucao-industrial-as-exigencias-atuais-para-as-empresas/">História do ESG: da Revolução Industrial às exigências atuais para as empresas</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nova NR-10: principais mudanças e o que sua empresa deve fazer antes de junho de 2027</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/nova-nr-10-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 19:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualizações Legislativas]]></category>
		<category><![CDATA[Conformidade Legal]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e Segurança do Trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25046</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/27509-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Rede de energia elétrica" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>A Portaria MTE nº 737/2026 aprovou a nova NR-10, com vigência em junho de 2027. Entenda as mudanças no GRO, arco elétrico, treinamentos, PIE e documentação. </p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/nova-nr-10-2026/">Nova NR-10: principais mudanças e o que sua empresa deve fazer antes de junho de 2027</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/27509-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Rede de energia elétrica" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/maio/mte-moderniza-nr-10-e-instala-mesa-estadual-do-trabalho-decente-no-meio-rural-em-sp">Portaria MTE nº 737, de 29 de maio de 2026</a>, publicada no Diário Oficial da União em 1º de junho de 2026, aprovou a nova redação da NR-10 — Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal"><strong>Mantenha sua empresa atualizada sobre mudanças legislativas em SST e meio ambiente com o CAL.</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova redação substitui integralmente os textos anteriores estabelecidos pelas Portarias MTE nº 598/2004 e MTPS nº 508/2016. Ela entra em vigor em <strong>1º de junho de 2027</strong>, com período de transição de 12 meses para que as organizações realizem os ajustes necessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão é a quinta desde a publicação original da norma, em 1978 (<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-10-nr-10">Portaria MTb nº 3.214</a>), e a segunda de revisão estrutural ampla, sendo a anterior de 2004.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atualização abrange:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>tratamento formal do risco elétrico no escopo do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)</li>



<li>critérios específicos para arco elétrico</li>



<li>reorganização das exigências de capacitação</li>



<li>fortalecimento das medidas de proteção coletiva</li>



<li>ampliação do controle documental</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a vigência seja em 2027, o prazo de transição deve ser tratado como janela de preparação. Iniciar o diagnóstico agora reduz custos de adequação e evita ajustes emergenciais próximos ao prazo final.</p>



<figure class="wp-block-image size-large has-custom-border"><a href="https://conteudo.iusnatura.com.br/ius-ebook-nova-nr-10"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="225" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/eBook-Decodificando-a-Nova-NR-10-1024x225.png" alt="Baixe nosso ebook gratuito Decodificando a Nova NR-10" class="wp-image-25142" style="border-top-left-radius:21px;border-top-right-radius:21px;border-bottom-left-radius:21px;border-bottom-right-radius:21px" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/eBook-Decodificando-a-Nova-NR-10-1024x225.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/eBook-Decodificando-a-Nova-NR-10-300x66.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/eBook-Decodificando-a-Nova-NR-10-768x169.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/eBook-Decodificando-a-Nova-NR-10-1536x338.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/06/eBook-Decodificando-a-Nova-NR-10.png 1601w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 id="h-o-que-muda-na-nr-10-visao-geral-das-alteracoes" class="wp-block-heading"><strong>O que muda na NR-10: visão geral das alterações</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças se organizam em cinco eixos principais, detalhados a seguir.</p>



<h3 id="h-1-integracao-ao-gerenciamento-de-riscos-ocupacionais-gro" class="wp-block-heading"><strong>1. Integração ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A principal mudança conceitual da nova NR-10 é a <strong>integração formal dos riscos elétricos ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)</strong>, previsto na <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-1">NR-1 — Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de junho de 2027, os perigos de choque elétrico e arco elétrico precisam ser identificados, avaliados e controlados dentro do <strong>Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)</strong> da organização, e não mais tratados de forma isolada da gestão de SST.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que o risco elétrico entra na mesma lógica de hierarquia de controles já estabelecida na NR-1:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>eliminação</li>



<li>proteção coletiva</li>



<li>medidas administrativas&nbsp;</li>



<li>proteção individual</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">A prioridade pela <strong>desenergização</strong> das instalações antes do início das atividades é reforçada como medida primária. Já os casos em que o trabalho em condições energizadas é aceito passam a exigir justificativa técnica e controles documentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a maioria das organizações, isso implica revisar o PGR existente para verificar se os riscos elétricos estão contemplados com o nível de detalhe exigido.</p>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:16%">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500">Leia também:</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:80%">
<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph" style="font-size:16px;font-style:normal;font-weight:400;text-decoration:underline"><a href="https://blog.iusnatura.com.br/gro-e-pgr-na-nr1/">Veja como estruturar esse processo no artigo GRO e PGR na NR-1: o papel decisivo do levantamento de perigos e riscos.</a></p>
</div>
</div>



<h3 id="h-2-tratamento-especifico-para-o-risco-de-arco-eletrico" class="wp-block-heading"><strong>2. Tratamento específico para o risco de arco elétrico</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A nova NR-10 passa a tratar o <strong>arco elétrico como um perigo distinto</strong>, com exigências próprias de avaliação e controle.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma admite a realização de estudos de energia incidente para determinar as medidas de proteção adequadas em cada ponto da instalação. Ela também estabelece critérios mais objetivos para a <strong>seleção de EPIs com capacidade de proteção contra os efeitos térmicos do arco</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma não torna obrigatório o estudo de arco elétrico para todas as instalações, mas <strong>exige que o risco de arco seja considerado na identificação e avaliação de riscos do GRO</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instalações com características que favorecem a ocorrência de arco (como painéis de média e alta tensão, sistemas sem proteção adequada de coordenação) tendem a demandar estudo específico para suportar a escolha dos EPIs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova redação também reorganiza a classificação de tensões, criando uma faixa de <strong>média tensão</strong> — o que altera a categorização de algumas instalações que antes eram classificadas apenas como alta tensão.</p>



<h3 id="h-3-reestruturacao-dos-treinamentos-e-da-capacitacao" class="wp-block-heading"><strong>3. Reestruturação dos treinamentos e da capacitação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura de capacitação prevista na NR-10 foi ampliada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova redação define <strong>modalidades específicas de treinamento por contexto de atuação</strong>:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>trabalhos em baixa, média e alta tensão</li>



<li>trabalhos em áreas classificadas&nbsp;</li>



<li>atividades relacionadas ao Sistema Elétrico de Potência (SEP)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as exigências de forma, a norma fixa para os treinamentos de reciclagem uma <strong>carga horária mínima de 16 horas</strong>, mantendo a periodicidade bienal.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, reforça os requisitos de conteúdo programático definido, acompanhamento por profissional legalmente habilitado e documentação formal de registro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas, isso exige <strong>verificar se os programas de treinamento atuais atendem aos novos parâmetros</strong> e <strong>se os profissionais atualmente autorizados continuam habilitados </strong>conforme os critérios da nova redação.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:16%">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500">Leia também:</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:80%">
<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-2 wp-block-paragraph" style="font-size:16px;font-style:normal;font-weight:400;text-decoration:underline"><a href="https://blog.iusnatura.com.br/aproveitamento-de-treinamentos-de-nrs-economia-para-as-empresas/">O artigo Aproveitamento de treinamentos de NRs: eficiência e economia para as empresas traz orientações sobre como gerenciar esse processo.</a></p>
</div>
</div>



<h3 id="h-4-fortalecimento-das-medidas-de-protecao-coletiva" class="wp-block-heading"><strong>4. Fortalecimento das medidas de proteção coletiva</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A nova NR-10 detalha os critérios para adoção de medidas de proteção coletiva quando a desenergização não for possível, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dispositivos de proteção contra choque elétrico</strong></li>



<li><strong>sistemas de aterramento</strong></li>



<li><strong>proteção contra sobretensões e descargas atmosféricas</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ela também trata de medidas específicas para redução do risco de arco elétrico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto de atenção prático é a ampliação das situações em que o <strong>Dispositivo Diferencial Residual (DDR)</strong> passa a ser exigido como <strong>medida adicional de proteção</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda inclui, com<strong> prazo específico adicional de um ano</strong> após a vigência geral,<strong> determinados circuitos de tomadas em edificações não residenciais</strong> existentes (conforme a alínea &#8220;e&#8221; do subitem 10.6.4 da Portaria MTE nº 737/2026).</p>



<h3 id="h-5-reorganizacao-da-documentacao-e-do-controle-de-atividades" class="wp-block-heading"><strong>5. Reorganização da documentação e do controle de atividades</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A nova redação reorganiza e detalha os documentos exigidos para comprovação da conformidade legal, com ênfase em:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>registros de qualificação e treinamento</strong></li>



<li><strong>procedimentos de trabalho</strong></li>



<li><strong>análises de risco</strong></li>



<li><strong>permissões de trabalho&nbsp;</strong></li>



<li><strong>controles de acesso a instalações elétricas</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Prontuário das Instalações Elétricas (PIE)</strong> é reforçado como instrumento de rastreabilidade técnica em determinadas situações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma <strong>admite explicitamente a manutenção da documentação em formato digital</strong>, desde que atualizada e disponível para consulta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ponto torna a qualidade dos sistemas de gestão documental um fator diretamente relevante para a conformidade.</p>



<p class="has-white-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-3 wp-block-paragraph" style="border-top-left-radius:14px;border-top-right-radius:14px;border-bottom-left-radius:14px;border-bottom-right-radius:14px;background-color:#83b81a"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Com o CAL® da Ius, sua empresa tem uma vantagem na manutenção e rastreabilidade dessas evidências. Ele centraliza obrigações, registros e planos de ação em um único ambiente auditável.<br></a><br><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Conheça o CAL®</a></span></strong></p>



<h2 id="h-a-quem-se-aplica-a-nova-nr-10" class="wp-block-heading"><strong>A quem se aplica a nova NR-10</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A NR-10 se aplica a qualquer organização que <strong>mantenha instalações ou serviços em eletricidade</strong>, independentemente de essa ser ou não a atividade principal, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>indústrias</li>



<li>hospitais</li>



<li>hotéis</li>



<li>centros comerciais</li>



<li>plataformas offshore&nbsp;</li>



<li>prestadores de serviços de manutenção elétrica</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A norma alcança também quem <strong>contrata serviços em instalações elétricas</strong>, o que inclui a responsabilidade de verificar se os profissionais e empresas terceirizadas atendem às exigências de capacitação e autorização previstas no novo texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Organizações que já gerenciam a conformidade legal de SST com algum nível de estrutura, mas que tratam os riscos elétricos de forma isolada (fora do GRO/PGR), precisarão revisar essa abordagem.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-columns has-border-color has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7f4fe6f5 wp-block-columns-is-layout-flex" style="border-color:#d4d4d8;border-style:solid;border-width:1px;border-radius:8px;background-color:#f5f5f5;margin-top:32px;margin-bottom:40px;padding-top:24px;padding-right:32px;padding-bottom:24px;padding-left:32px">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:16%">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;font-style:normal;font-weight:500">Leia também:</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:80%">
<p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph" style="font-size:16px;font-style:normal;font-weight:400;text-decoration:underline"><a href="https://blog.iusnatura.com.br/a-importancia-do-acompanhamento-de-requisitos-legais-em-saude-e-seguranca-do-trabalho-nas-empresas/">O artigo Como o acompanhamento de requisitos legais em SST pode proteger sua empresa contextualiza os riscos do monitoramento fragmentado.</a></p>
</div>
</div>



<h2 id="h-contexto-normativo-o-que-levou-a-revisao-da-nr-10" class="wp-block-heading"><strong>Contexto normativo: o que levou à revisão da NR-10</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão foi construída de forma tripartite (governo, trabalhadores e empregadores) no âmbito da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) do <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-10-nr-10">Ministério do Trabalho e Emprego</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação foi comunicada pelo MTE em <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/maio/mte-moderniza-nr-10-e-instala-mesa-estadual-do-trabalho-decente-no-meio-rural-em-sp">nota oficial de 29 de maio de 2026</a> e publicada no DOU, Edição 101, Seção 1, p. 167, em 1º de junho de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atualização reflete uma tendência consolidada na legislação brasileira de SST:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">a substituição de modelos de conformidade baseados em documentação formal por <strong>sistemas estruturados de gestão preventiva</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A NR-1, atualizada em 2024 (<a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/sst-portarias/2024/portaria-mte-no-1-419-nr-01-gro-nova-redacao.pdf/view">Portaria MTE nº 1.419/2024</a>), já havia consolidado essa lógica ao tornar o GRO o eixo central de toda a gestão de SST. A nova NR-10 traz os riscos elétricos para dentro dessa estrutura.</p>



<h2 id="h-como-o-cal-te-apoio-na-adequacao-a-nova-nr-10" class="wp-block-heading"><strong>Como o CAL te apoio na adequação à nova NR-10</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Gerenciar a conformidade com a NR-10 envolve obrigações de natureza distinta:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>treinamentos com validade</li>



<li>manutenção de documentação técnica atualizada</li>



<li>planos de ação vinculados ao GRO</li>



<li>controle de autorizações individuais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conjunto de exigências é difícil de rastrear manualmente, especialmente em <strong>organizações com múltiplas unidades ou equipes externas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL® (Sistema de Gestão de Requisitos Legais da Ius)</a> centraliza esses controles em um ambiente único, com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>banco de normas atualizado diariamente</li>



<li>alertas de prazo</li>



<li>gestão de evidências</li>



<li>módulos de AIPR (Análise Integrada de Perigos e Riscos)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para organizações que já utilizam o CAL®, a adequação à nova NR-10 pode ser gerenciada diretamente na plataforma, com rastreabilidade completa para auditorias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sua empresa está preparada para a nova NR-10?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Solicite uma demonstração do CAL® e veja como estruturar a gestão de requisitos legais com rastreabilidade e eficiência:&nbsp;</p>



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</div>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A nova NR-10 (Portaria MTE nº 737/2026) representa a atualização mais significativa da norma desde 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças não se limitam a ajustes pontuais: a integração ao GRO, os critérios específicos para arco elétrico, a reestruturação dos treinamentos e a reorganização documental configuram uma revisão de escopo, não apenas de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que começarem a adequação durante o período de transição (mapeando lacunas, revisando o PGR, ajustando treinamentos e reorganizando a documentação) chegam a junho de 2027 em conformidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquelas que aguardarem o prazo final terão menos tempo para tratar as não conformidades identificadas e maior risco de interrupção operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conformidade com a nova NR-10 é o resultado de uma gestão de SST que trata o risco elétrico com o mesmo rigor analítico aplicado a outros riscos ocupacionais. Esse é o padrão que a norma passou a exigir.</p>



<h2 id="h-sobre-a-ius-natura" class="wp-block-heading"><strong>Sobre a Ius Natura</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.iusnatura.com.br/">Ius</a> é uma empresa especializada em tecnologia e consultoria para gestão de requisitos legais, certificada nas normas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por meio do <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL®</a>, oferece um sistema de gestão integrada de obrigações legais de SST, meio ambiente e ESG, com banco de normas atualizado diariamente e módulos de auditoria, AIPR e gestão documental.&nbsp;</p>



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</div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/nova-nr-10-2026/">Nova NR-10: principais mudanças e o que sua empresa deve fazer antes de junho de 2027</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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