História do ESG: da Revolução Industrial às exigências atuais para as empresas

A história do ESG começa bem antes de 2004, quando a sigla foi criada no relatório Who Cares Wins, da ONU. Ela nasce com a poluição da Revolução Industrial e

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A história do ESG começa bem antes de 2004, ano em que a sigla apareceu pela primeira vez. Ela começa nas fábricas inglesas do século XVIII, quando a produção mecanizada passou a consumir carvão, água e matéria-prima em uma escala que o mundo nunca tinha visto. Rios contaminados, ar irrespirável nas cidades e florestas derrubadas eram tratados como preço inevitável do progresso.

Esse entendimento mudou aos poucos. Primeiro vieram crises locais de saúde pública. Depois, livros, desastres industriais e descobertas científicas mostraram que a degradação ambiental atravessa fronteiras. Na segunda metade do século XX, o tema chegou às conferências da ONU, aos tratados internacionais e, por fim, aos sistemas de gestão das empresas e às decisões de investimento.

Neste artigo, você vai ver os principais marcos dessa trajetória em ordem cronológica, entender como o Brasil se encaixa nela e saber o que o histórico ensina para quem precisa gerir riscos ambientais, sociais e de governança hoje.

O que é ESG e por que ele tem uma história tão longa?

ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança): um conjunto de critérios usado para avaliar como uma organização gerencia seus impactos no meio ambiente, sua relação com pessoas e comunidades e a qualidade da sua gestão. O termo foi cunhado em 2004 no relatório Who Cares Wins, uma iniciativa do Pacto Global da ONU com instituições financeiras.

A preocupação que o ESG organiza, porém, tem mais de 150 anos. Ela nasceu como reação à poluição da Revolução Industrial, ganhou base científica no século XX, virou política internacional a partir de 1972 e chegou à gestão empresarial nos anos 1990. O ESG é a etapa mais recente desse processo: a fase em que impacto ambiental e social passou a ser medido como risco financeiro.

Linha do tempo: os principais marcos da agenda ambiental até o ESG

A tabela abaixo reúne os eventos que mais influenciaram a forma como governos e empresas tratam o meio ambiente.

AnoMarcoPor que importa
1760 a 1840Revolução Industrial (Inglaterra)Muda a escala da intervenção humana sobre a natureza
1858Grande Fedor de LondresLiga poluição, saneamento e saúde pública
1863Alkali Act (Reino Unido)Uma das primeiras leis de controle da poluição industrial
1952Grande Smog de LondresMilhares de mortes; leva ao Clean Air Act de 1956
1962Primavera Silenciosa (Rachel Carson)Introduz a visão sistêmica dos ecossistemas
1972Conferência de EstocolmoPrimeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente; cria o PNUMA
1984Desastre de Bhopal (Índia)Expõe o risco industrial e a responsabilidade empresarial
1987Protocolo de Montreal e Relatório BrundtlandCooperação global bem-sucedida e conceito de desenvolvimento sustentável
1992Rio-92Convenções do Clima e da Biodiversidade, Agenda 21
1996ISO 14001Primeiro padrão internacional de sistema de gestão ambiental
1997Protocolo de KyotoMetas de redução de emissões para países desenvolvidos
2004Relatório Who Cares WinsNasce a sigla ESG
2015Agenda 2030 (ODS) e Acordo de ParisMetas globais de sustentabilidade e clima
2025COP30 em BelémBrasil sedia a conferência do clima da ONU
2026ISO 14001:2026Nova edição da norma de gestão ambiental

Como a Revolução Industrial mudou a relação entre sociedade e natureza?

A Revolução Industrial começou na Inglaterra, entre aproximadamente 1760 e 1840, e substituiu a força humana, animal, hidráulica e eólica pela energia mecanizada. A capacidade de produção cresceu muito, e com ela a demanda por matérias-primas, energia e água. Resíduos e emissões passaram a ser gerados em volumes até então desconhecidos.

As cidades industriais cresceram sem saneamento adequado, e a natureza era vista como fonte inesgotável de recursos e depósito gratuito de resíduos. Dois episódios britânicos mostram quando essa visão começou a ser questionada:

•       Grande Fedor de Londres (1858): o acúmulo de esgoto no rio Tâmisa gerou um odor tão forte que atrapalhou o funcionamento do Parlamento britânico. O episódio acelerou a construção de infraestrutura sanitária na cidade.

•       Alkali Act (1863): a lei britânica fixou limites para as emissões das indústrias químicas e é considerada uma das primeiras normas voltadas especificamente ao controle da poluição industrial.

A partir daí, a degradação ambiental começou a ser vista como problema que exige intervenção pública, e não apenas como efeito colateral do crescimento.

Quais episódios formaram a consciência ambiental moderna?

A reação à industrialização também veio da literatura e da filosofia. Poetas românticos como William Wordsworth e William Blake escreveram sobre a destruição das paisagens. Nos Estados Unidos, Henry David Thoreau defendeu, em Walden, uma convivência mais próxima entre ser humano e natureza.

No fim do século XIX, duas correntes moldaram as primeiras políticas de áreas protegidas. John Muir defendia a preservação da natureza pelo seu valor próprio. Gifford Pinchot defendia o conservacionismo, isto é, o uso racional e científico dos recursos. Essa divisão entre preservar e usar com critério continua presente no debate ambiental.

O Grande Smog de Londres (1952)

Entre 5 e 9 de dezembro de 1952, a fumaça da queima de carvão ficou presa sobre Londres por causa de uma inversão térmica. A névoa tóxica causou milhares de mortes e uma onda de doenças respiratórias (Fonte: Met Office). A resposta regulatória foi o Clean Air Act de 1956, que restringiu o uso de carvão em áreas urbanas. O caso mostrou, com números de mortalidade, que poluição atmosférica é questão de saúde coletiva.

Por que Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, é um marco do ambientalismo?

Depois da Segunda Guerra Mundial, a indústria química cresceu rápido e pesticidas como o DDT passaram a ser aplicados em larga escala. O produto era celebrado como avanço no combate a insetos transmissores de doenças, mas permanecia no ambiente e se acumulava ao longo das cadeias alimentares.

Em 1962, a bióloga norte-americana Rachel Carson publicou Silent Spring (Primavera Silenciosa), denunciando os efeitos do uso indiscriminado de pesticidas. A principal contribuição do livro foi mostrar a interdependência entre solo, água, animais, plantas e seres humanos: contaminar um ponto do ecossistema pode afetar organismos distantes e, no fim, a própria população humana.

Primavera Silenciosa colocou em dúvida a ideia de que toda inovação tecnológica é progresso. A partir dela, ficou mais claro que os benefícios de uma tecnologia precisam ser avaliados junto com seus efeitos ambientais, lógica que hoje está na base da avaliação de impacto e da gestão de riscos.

Como o meio ambiente entrou na agenda internacional?

A década de 1970 mudou a escala do debate. A fotografia Earthrise, que mostrou a Terra vista do espaço, reforçou a ideia de um planeta limitado e compartilhado. Em 1970, o primeiro Earth Day mobilizou milhões de pessoas nos Estados Unidos.

Conferência de Estocolmo (1972)

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em 1972, foi a primeira grande conferência internacional dedicada às questões ambientais globais. Dela resultaram princípios para orientar a relação entre desenvolvimento e proteção ambiental e a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Estocolmo também expôs uma tensão que nunca saiu da mesa: os países industrializados queriam conter a poluição acumulada em décadas de crescimento, enquanto os países em desenvolvimento defendiam seu direito de crescer e combater a pobreza.

Bhopal (1984) e Protocolo de Montreal (1987)

Em dezembro de 1984, um vazamento de gás tóxico em uma fábrica de pesticidas em Bhopal, na Índia, causou mortes, expôs milhares de pessoas e deixou impactos ambientais de longo prazo. O desastre levantou questões sobre segurança industrial, responsabilidade das empresas e desigualdade na proteção ambiental entre países.

Três anos depois, o Protocolo de Montreal mostrou o lado oposto: um acordo que funcionou. O tratado previu a eliminação gradual das substâncias que destroem a camada de ozônio e hoje tem 198 partes, o que o torna um dos poucos acordos ambientais com ratificação universal (Fonte: Coleção de Tratados da ONU). O resultado provou que negociação internacional, mecanismos financeiros e participação da indústria podem gerar ganhos ambientais concretos.

O que é desenvolvimento sustentável e qual foi o papel da Rio-92?

Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades. A definição está no Relatório Brundtland, publicado em 1987 com o título Nosso Futuro Comum pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, presidida por Gro Harlem Brundtland.

O conceito tirou o debate do falso dilema entre crescer e preservar. Se a degradação compromete os recursos dos quais a economia depende, proteger o ambiente é condição para o desenvolvimento continuar.

A Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) levou o conceito à prática. Seus principais resultados foram:

•       Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima;

•       Convenção sobre Diversidade Biológica;

•       Agenda 21;

•       Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que consolidou princípios como o da precaução e o do poluidor-pagador.

A conferência também ampliou a participação de ONGs, cientistas e movimentos sociais e firmou o meio ambiente como tema permanente da governança global.

Quando as empresas passaram a gerir o meio ambiente de forma estruturada?

Nos anos 1990. Até então, a postura predominante era reagir a multas e acidentes. A virada veio em 1996, quando a Organização Internacional de Normalização (ISO) publicou a ISO 14001, primeiro padrão internacional para sistemas de gestão ambiental. A norma passou a exigir que as organizações identificassem seus impactos, estabelecessem objetivos ambientais, cumprissem suas obrigações legais e buscassem melhoria contínua.

A ISO 14001 também criou uma linguagem comum entre empresas de diferentes países e transformou a gestão ambiental em critério nas cadeias de fornecedores. A norma segue viva: em abril de 2026 foi publicada a ISO 14001:2026, quarta edição do padrão, que reforça temas como gestão de mudanças, cadeia de valor e mudança do clima. Veja o que muda na prática em ISO 14001:2026: o que sua empresa precisa avaliar antes das próximas auditorias.

Outros marcos do período aproximaram a agenda ambiental do setor produtivo:

•  Protocolo de Kyoto(1997): fixou metas de redução de gases de efeito estufa para países desenvolvidos, transformando a preocupação climática em compromissos mensuráveis.

•  Pacto Global e Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2000): aproximaram as Nações Unidas do setor empresarial.

•  Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (2001): reforçou o controle de substâncias que persistem no ambiente, se acumulam nos organismos e percorrem longas distâncias.

A ISO 14001 exige que a empresa identifique e avalie periodicamente o atendimento aos seus requisitos legais. Conheça o CAL®, sistema da Ius para gestão de requisitos legais ambientais, de saúde e segurança e ESG.

Quando surgiu o termo ESG e o que ele mudou?

O termo ESG surgiu em 2004, no relatório Who Cares Wins, conduzido pelo Pacto Global da ONU com instituições financeiras. A pergunta central do documento era como incorporar fatores ambientais, sociais e de governança à análise de investimentos.

Com o ESG, sustentabilidade entrou na conta do mercado financeiro. Impacto ambiental passou a ser analisado como risco, oportunidade e fator de valor da empresa, além de obrigação ética ou regulatória.

Qual a diferença entre sustentabilidade e ESG?

Sustentabilidade é o objetivo amplo de equilibrar desenvolvimento econômico, sociedade e meio ambiente. ESG é a forma de medir parte desse objetivo: traduz a agenda em critérios e indicadores usados para avaliar organizações e orientar decisões financeiras.

A evolução do comportamento empresarial pode ser resumida em três etapas:

EtapaPostura da empresaFoco
Reativa (até os anos 1980)Responde a multas e acidentesEvitar sanções
Gestão ambiental (anos 1990)Estrutura sistemas como a ISO 14001Controlar impactos e cumprir a lei
ESG (a partir de 2004)Integra fatores ambientais, sociais e de governança à estratégiaRisco, valor e relação com investidores

ODS e Acordo de Paris (2015)

Em 2015, a Agenda 2030 estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estendendo a responsabilidade pelo desenvolvimento sustentável a governos, empresas e sociedade civil. No mesmo ano, o Acordo de Paris fixou a meta de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2 °C, com esforços para limitá-lo a 1,5 °C. O acordo criou as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), metas climáticas que cada país define para si.

Como o Brasil se insere na história da preocupação ambiental?

O Brasil construiu uma base legal ambiental extensa, em parte acompanhando a agenda internacional. Os principais marcos são:

AnoNormaO que estabelece
1981Lei nº 6.938/1981Política Nacional do Meio Ambiente; cria o Sisnama e o licenciamento ambiental como instrumento
1988Constituição Federal, art. 225Direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado
1998Lei nº 9.605/1998Lei de Crimes Ambientais; permite responsabilizar pessoas jurídicas
2000Lei nº 9.985/2000Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)
2012Lei nº 12.651/2012Código Florestal; regras de proteção da vegetação nativa e uso do solo

No plano internacional, o Brasil ratificou o Protocolo de Kyoto (sem metas obrigatórias de redução, por ser país em desenvolvimento) e assumiu metas próprias no Acordo de Paris. Em novembro de 2025, Belém sediou a COP30, que terminou com a adoção do Pacote Político de Belém, centrado na decisão chamada Mutirão Global.

O mercado de capitais também entrou na agenda. Em 2023, a Resolução CVM 193 trouxe ao Brasil os padrões do ISSB (IFRS S1 e S2) para relatórios de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, com previsão de obrigatoriedade para companhias abertas a partir de 2026. Em maio de 2026, a Resolução CVM 244 revogou essa obrigatoriedade e manteve a adoção voluntária. Para entender o cenário de reporte, leia Regulação e padrões de reporte ESG.

A pressão por rastreabilidade das cadeias produtivas e pelo fim do desmatamento ilegal mostra que, no caso brasileiro, a questão ambiental tem peso direto sobre acesso a mercados e competitividade.

O licenciamento ambiental, previsto desde a Lei nº 6.938/1981, segue como uma das obrigações mais complexas para as empresas. Conheça a Onegreen, solução da Ius para gestão de licenças, condicionantes e prazos.

Quais são os desafios do ESG hoje?

A agenda ambiental atual é organizada em torno da chamada tripla crise planetária: mudança do clima, perda de biodiversidade e poluição. Os três problemas estão conectados e se reforçam.

Para as empresas, isso se traduz em cobrança por dados. Investidores, clientes e órgãos reguladores querem ver, com indicadores, como a organização gerencia impactos ambientais, relações sociais e estruturas de governança. Esses fatores influenciam investimento, acesso a mercados, reputação e continuidade do negócio.

Três desafios se destacam:

•       Credibilidade: declarações sem lastro em dados expõem a empresa a acusações de greenwashing. Entenda o tema em Greenwashing e a Taxonomia Sustentável Brasileira.

•       Conformidade legal como base: nenhum programa ESG se sustenta se a empresa descumpre a legislação ambiental, trabalhista ou de saúde e segurança aplicável.

•       Desigualdade entre países: os países partiram de condições econômicas diferentes e têm responsabilidades históricas diferentes, o que continua travando negociações internacionais, como mostrou a ausência de um roteiro para os combustíveis fósseis no texto final da COP30.

Para transformar compromisso em prática, veja boas práticas ESG para reduzir riscos e criar valor.

Perguntas frequentes sobre a história do ESG

Quando surgiu o ESG?

A sigla ESG foi usada pela primeira vez em 2004, no relatório Who Cares Wins, uma iniciativa do Pacto Global da ONU com instituições financeiras para incluir fatores ambientais, sociais e de governança na análise de investimentos.

Qual foi o primeiro marco da preocupação ambiental?

Os primeiros marcos ligados à poluição industrial são britânicos: o Grande Fedor de Londres, em 1858, e o Alkali Act, de 1863, uma das primeiras leis de controle de emissões industriais.

Qual a diferença entre ESG e sustentabilidade?

Sustentabilidade é o objetivo de equilibrar economia, sociedade e meio ambiente. ESG é um conjunto de critérios para medir e avaliar como uma organização contribui para esse objetivo, usado principalmente por investidores e pelo mercado.

Qual a relação entre a ISO 14001 e o ESG?

A ISO 14001 estrutura a gestão ambiental da empresa, incluindo o cumprimento de obrigações legais. Ela fornece dados e controles que sustentam o pilar ambiental (E) do ESG. A edição mais recente é a ISO 14001:2026.

O relatório de sustentabilidade é obrigatório no Brasil?

Para companhias abertas, não. A Resolução CVM 244, de maio de 2026, revogou a obrigatoriedade prevista na Resolução CVM 193. Quem publicar relatório de informações financeiras de sustentabilidade deve seguir os padrões do CBPS e do ISSB.

O que a história do ESG ensina às empresas

A história do ESG mostra uma sequência clara: problemas locais de poluição viraram questões de saúde pública, depois de política internacional, depois de gestão empresarial e, por fim, de análise de investimento. A cada etapa, as exigências ficaram mais técnicas e mais verificáveis.

O ESG não marca o início da preocupação ambiental. Ele é o ponto atual de um processo de mais de 150 anos, e herda dele uma lição prática: compromissos só têm valor quando viram rotina de gestão, com obrigações mapeadas, prazos controlados e evidências disponíveis para auditoria. A Ius trabalha há quase 40 anos com requisitos legais, ESG e compliance e acompanha cada mudança dessa agenda.

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Ana Luiza Moreira é advogada, pós-graduada em Auditoria e Perícia Ambiental e MBA em Auditoria, Compliance e Gestão de Riscos. Atua na área de ESG, requisitos legais e conformidade regulatória, com experiência de mais de cinco anos em monitoramento legislativo e gestão de requisitos ambientais, trabalhistas, de saúde e segurança ocupacional e responsabilidade social. Atualmente integra a equipe da Ius, contribuindo para a gestão de requisitos legais e conformidade corporativa.

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