Divulgação ESG no Brasil: O que muda com os padrões IFRS S1 e S2?

IFRS S1 e S2 no Brasil: veja impactos, exigências da CVM e como preparar sua empresa para relatórios ESG padronizados. [...]
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Divulgação ESG no Brasil: O que muda com os padrões IFRS S1 e S2?

IFRS S1 e S2 no Brasil: veja impactos, exigências da CVM e como preparar sua empresa para relatórios ESG padronizados.
IFRS S1 e S2 no Brasil

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A pauta da sustentabilidade empresarial está entrando em uma nova fase no Brasil. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que, a partir de 2026, empresas de capital aberto deverão seguir os padrões internacionais IFRS S1 e IFRS S2, que elevam o ESG ao mesmo nível das informações financeiras. Essa mudança
não é apenas regulatória: ela redefine como o mercado avalia riscos, oportunidades e a credibilidade das organizações.

  • IFRS S1: estabelece diretrizes gerais para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, abrangendo aspectos ambientais, sociais e de governança.
  • IFRS S2: foca em riscos e oportunidades ligados às mudanças climáticas, incluindo emissões de carbono, metas de transição e cenários climáticos.


Esses padrões foram incorporados no Brasil por meio dos CBPS 01 e 02, tornando o país pioneiro na adoção local das normas internacionais.

  • Obrigatoriedade: empresas de capital aberto devem adotar os padrões a partir de 2026; outras entidades reguladas podem aderir voluntariamente.
  • Transparência: relatórios ESG passam a ser auditáveis e comparáveis internacionalmente.
  • Competitividade: companhias que estruturarem seus dados ESG de forma clara terão maior confiança do mercado e acesso facilitado a capital.
  • Governança: integração dos indicadores ESG à estratégia financeira fortalece a gestão corporativa.

Transformar a obrigação em oportunidade pode gerar benefícios como:

  • Atração de investidores globais que buscam relatórios padronizados.
  • Redução de riscos e maior resiliência frente às mudanças climáticas.
  • Fortalecimento da marca como referência em sustentabilidade empresarial.
  • Adaptação tecnológica: será essencial investir em sistemas de coleta, análise e integração de dados ESG.
  • Profissionais capacitados: capacite profissionais de finanças, sustentabilidade e compliance para compreenderem os padrões IFRS S1 e S2 e aplicá-los corretamente na sua empresa.
  • Investidores globais: relatórios padronizados aumentam a competitividade no mercado internacional.

A adoção dos padrões IFRS S1 e S2 marca uma nova era de transparência e responsabilidade corporativa no Brasil. As empresas que se prepararem desde já estarão não apenas em conformidade, mas também posicionadas para liderar em um mercado cada vez mais exigente.

Mais do que uma obrigação, o ESG já se consolidou como um fator estratégico para atrair investidores e fortalecer a reputação das empresas.

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Advogada (OAB MG 224.448) e pós-graduada em Direito Ambiental, ESG e Sustentabilidade Corporativa, também é auditora interna em SGI e ESG, e atualmente integra o time de consultoria jurídica da Ius.

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