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	<title>ESG - ESG em Dia</title>
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	<description>O portal da Ius sobre Sustentabilidade e Gestão Legal</description>
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	<title>ESG - ESG em Dia</title>
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		<title>História do ESG: da Revolução Industrial às exigências atuais para as empresas</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/historia-do-esg-da-revolucao-industrial-as-exigencias-atuais-para-as-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 14:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-1015x1024.jpg 1015w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-768x775.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m.jpg 1200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A história do ESG começa bem antes de 2004, quando a sigla foi criada no relatório Who Cares Wins, da ONU. Ela nasce com a poluição da Revolução Industrial e passa por vários marcos: o Grande Fedor de Londres (1858), o Grande Smog (1952), Primavera Silenciosa (1962), a Conferência de Estocolmo (1972), Bhopal (1984), o Protocolo de Montreal e o Relatório Brundtland (1987) e a Rio-92. Nos anos 1990, a ISO 14001 levou a gestão ambiental para dentro das empresas. Com o ESG, impacto ambiental e social passou a ser medido como risco financeiro. O artigo mostra essa trajetória em ordem cronológica e explica como o Brasil se insere nela, da Lei nº 6.938/1981 à COP30 em Belém. Também traz o que mudou em 2026, com a ISO 14001:2026 e a Resolução CVM 244.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-150x150.jpg 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-1015x1024.jpg 1015w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m-768x775.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Gemini_Generated_Image_y90mh7y90mh7y90m.jpg 1200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />
<p class="wp-block-paragraph">A <strong>história do ESG</strong> começa bem antes de 2004, ano em que a sigla apareceu pela primeira vez. Ela começa nas fábricas inglesas do século XVIII, quando a produção mecanizada passou a consumir carvão, água e matéria-prima em uma escala que o mundo nunca tinha visto. Rios contaminados, ar irrespirável nas cidades e florestas derrubadas eram tratados como preço inevitável do progresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse entendimento mudou aos poucos. Primeiro vieram crises locais de saúde pública. Depois, livros, desastres industriais e descobertas científicas mostraram que a degradação ambiental atravessa fronteiras. Na segunda metade do século XX, o tema chegou às conferências da ONU, aos tratados internacionais e, por fim, aos sistemas de gestão das empresas e às decisões de investimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, você vai ver os principais marcos dessa trajetória em ordem cronológica, entender como o Brasil se encaixa nela e saber o que o histórico ensina para quem precisa gerir riscos ambientais, sociais e de governança hoje.</p>



<h2 id="h-o-que-e-esg-e-por-que-ele-tem-uma-historia-tao-longa" class="wp-block-heading"><strong>O que é ESG e por que ele tem uma história tão longa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança)</strong>: um conjunto de critérios usado para avaliar como uma organização gerencia seus impactos no meio ambiente, sua relação com pessoas e comunidades e a qualidade da sua gestão. O termo foi cunhado em 2004 no relatório <a href="https://www.unglobalcompact.org/docs/issues_doc/Financial_markets/who_cares_who_wins.pdf">Who Cares Wins</a>, uma iniciativa do Pacto Global da ONU com instituições financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A preocupação que o ESG organiza, porém, tem mais de 150 anos. Ela nasceu como reação à poluição da Revolução Industrial, ganhou base científica no século XX, virou política internacional a partir de 1972 e chegou à gestão empresarial nos anos 1990. O ESG é a etapa mais recente desse processo: a fase em que impacto ambiental e social passou a ser medido como risco financeiro.</p>



<h2 id="h-linha-do-tempo-os-principais-marcos-da-agenda-ambiental-ate-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Linha do tempo: os principais marcos da agenda ambiental até o ESG</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tabela abaixo reúne os eventos que mais influenciaram a forma como governos e empresas tratam o meio ambiente.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Ano</strong></td><td><strong>Marco</strong></td><td><strong>Por que importa</strong></td></tr><tr><td>1760 a 1840</td><td>Revolução Industrial (Inglaterra)</td><td>Muda a escala da intervenção humana sobre a natureza</td></tr><tr><td>1858</td><td>Grande Fedor de Londres</td><td>Liga poluição, saneamento e saúde pública</td></tr><tr><td>1863</td><td>Alkali Act (Reino Unido)</td><td>Uma das primeiras leis de controle da poluição industrial</td></tr><tr><td>1952</td><td>Grande Smog de Londres</td><td>Milhares de mortes; leva ao Clean Air Act de 1956</td></tr><tr><td>1962</td><td>Primavera Silenciosa (Rachel Carson)</td><td>Introduz a visão sistêmica dos ecossistemas</td></tr><tr><td>1972</td><td>Conferência de Estocolmo</td><td>Primeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente; cria o PNUMA</td></tr><tr><td>1984</td><td>Desastre de Bhopal (Índia)</td><td>Expõe o risco industrial e a responsabilidade empresarial</td></tr><tr><td>1987</td><td>Protocolo de Montreal e Relatório Brundtland</td><td>Cooperação global bem-sucedida e conceito de desenvolvimento sustentável</td></tr><tr><td>1992</td><td>Rio-92</td><td>Convenções do Clima e da Biodiversidade, Agenda 21</td></tr><tr><td>1996</td><td>ISO 14001</td><td>Primeiro padrão internacional de sistema de gestão ambiental</td></tr><tr><td>1997</td><td>Protocolo de Kyoto</td><td>Metas de redução de emissões para países desenvolvidos</td></tr><tr><td>2004</td><td>Relatório Who Cares Wins</td><td>Nasce a sigla ESG</td></tr><tr><td>2015</td><td>Agenda 2030 (ODS) e Acordo de Paris</td><td>Metas globais de sustentabilidade e clima</td></tr><tr><td>2025</td><td>COP30 em Belém</td><td>Brasil sedia a conferência do clima da ONU</td></tr><tr><td>2026</td><td>ISO 14001:2026</td><td>Nova edição da norma de gestão ambiental</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 id="h-como-a-revolucao-industrial-mudou-a-relacao-entre-sociedade-e-natureza" class="wp-block-heading"><strong>Como a Revolução Industrial mudou a relação entre sociedade e natureza?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Revolução Industrial começou na Inglaterra, entre aproximadamente 1760 e 1840, e substituiu a força humana, animal, hidráulica e eólica pela energia mecanizada. A capacidade de produção cresceu muito, e com ela a demanda por matérias-primas, energia e água. Resíduos e emissões passaram a ser gerados em volumes até então desconhecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cidades industriais cresceram sem saneamento adequado, e a natureza era vista como fonte inesgotável de recursos e depósito gratuito de resíduos. Dois episódios britânicos mostram quando essa visão começou a ser questionada:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Grande Fedor de Londres (1858):</strong> o acúmulo de esgoto no rio Tâmisa gerou um odor tão forte que atrapalhou o funcionamento do Parlamento britânico. O episódio acelerou a construção de infraestrutura sanitária na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Alkali Act (1863):</strong> a lei britânica fixou limites para as emissões das indústrias químicas e é considerada uma das primeiras normas voltadas especificamente ao controle da poluição industrial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir daí, a degradação ambiental começou a ser vista como problema que exige intervenção pública, e não apenas como efeito colateral do crescimento.</p>



<h2 id="h-quais-episodios-formaram-a-consciencia-ambiental-moderna" class="wp-block-heading"><strong>Quais episódios formaram a consciência ambiental moderna?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reação à industrialização também veio da literatura e da filosofia. Poetas românticos como William Wordsworth e William Blake escreveram sobre a destruição das paisagens. Nos Estados Unidos, Henry David Thoreau defendeu, em Walden, uma convivência mais próxima entre ser humano e natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim do século XIX, duas correntes moldaram as primeiras políticas de áreas protegidas. John Muir defendia a preservação da natureza pelo seu valor próprio. Gifford Pinchot defendia o conservacionismo, isto é, o uso racional e científico dos recursos. Essa divisão entre preservar e usar com critério continua presente no debate ambiental.</p>



<h3 id="h-o-grande-smog-de-londres-1952" class="wp-block-heading"><strong>O Grande Smog de Londres (1952)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 5 e 9 de dezembro de 1952, a fumaça da queima de carvão ficou presa sobre Londres por causa de uma inversão térmica. A névoa tóxica causou milhares de mortes e uma onda de doenças respiratórias (Fonte: <a href="https://weather.metoffice.gov.uk/learn-about/weather/case-studies/great-smog">Met Office</a>). A resposta regulatória foi o Clean Air Act de 1956, que restringiu o uso de carvão em áreas urbanas. O caso mostrou, com números de mortalidade, que poluição atmosférica é questão de saúde coletiva.</p>



<h2 id="h-por-que-primavera-silenciosa-de-rachel-carson-e-um-marco-do-ambientalismo" class="wp-block-heading"><strong>Por que Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, é um marco do ambientalismo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da Segunda Guerra Mundial, a indústria química cresceu rápido e pesticidas como o DDT passaram a ser aplicados em larga escala. O produto era celebrado como avanço no combate a insetos transmissores de doenças, mas permanecia no ambiente e se acumulava ao longo das cadeias alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1962, a bióloga norte-americana Rachel Carson publicou Silent Spring (Primavera Silenciosa), denunciando os efeitos do uso indiscriminado de pesticidas. A principal contribuição do livro foi mostrar a interdependência entre solo, água, animais, plantas e seres humanos: contaminar um ponto do ecossistema pode afetar organismos distantes e, no fim, a própria população humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primavera Silenciosa colocou em dúvida a ideia de que toda inovação tecnológica é progresso. A partir dela, ficou mais claro que os benefícios de uma tecnologia precisam ser avaliados junto com seus efeitos ambientais, lógica que hoje está na base da avaliação de impacto e da gestão de riscos.</p>



<h2 id="h-como-o-meio-ambiente-entrou-na-agenda-internacional" class="wp-block-heading"><strong>Como o meio ambiente entrou na agenda internacional?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A década de 1970 mudou a escala do debate. A fotografia Earthrise, que mostrou a Terra vista do espaço, reforçou a ideia de um planeta limitado e compartilhado. Em 1970, o primeiro Earth Day mobilizou milhões de pessoas nos Estados Unidos.</p>



<h3 id="h-conferencia-de-estocolmo-1972" class="wp-block-heading"><strong>Conferência de Estocolmo (1972)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.un.org/en/conferences/environment/stockholm1972">Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano</a>, realizada em Estocolmo em 1972, foi a primeira grande conferência internacional dedicada às questões ambientais globais. Dela resultaram princípios para orientar a relação entre desenvolvimento e proteção ambiental e a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estocolmo também expôs uma tensão que nunca saiu da mesa: os países industrializados queriam conter a poluição acumulada em décadas de crescimento, enquanto os países em desenvolvimento defendiam seu direito de crescer e combater a pobreza.</p>



<h3 id="h-bhopal-1984-e-protocolo-de-montreal-1987" class="wp-block-heading"><strong>Bhopal (1984) e Protocolo de Montreal (1987)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 1984, um vazamento de gás tóxico em uma fábrica de pesticidas em Bhopal, na Índia, causou mortes, expôs milhares de pessoas e deixou impactos ambientais de longo prazo. O desastre levantou questões sobre segurança industrial, responsabilidade das empresas e desigualdade na proteção ambiental entre países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três anos depois, o Protocolo de Montreal mostrou o lado oposto: um acordo que funcionou. O tratado previu a eliminação gradual das substâncias que destroem a camada de ozônio e hoje tem 198 partes, o que o torna um dos poucos acordos ambientais com ratificação universal (Fonte: <a href="https://treaties.un.org/doc/Publication/MTDSG/Volume%20II/Chapter%20XXVII/XXVII-2-a.fr.pdf">Coleção de Tratados da ONU</a>). O resultado provou que negociação internacional, mecanismos financeiros e participação da indústria podem gerar ganhos ambientais concretos.</p>



<h2 id="h-o-que-e-desenvolvimento-sustentavel-e-qual-foi-o-papel-da-rio-92" class="wp-block-heading"><strong>O que é desenvolvimento sustentável e qual foi o papel da Rio-92?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades.</strong> A definição está no <a href="https://sustainabledevelopment.un.org/content/documents/5987our-common-future.pdf">Relatório Brundtland</a>, publicado em 1987 com o título Nosso Futuro Comum pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, presidida por Gro Harlem Brundtland.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito tirou o debate do falso dilema entre crescer e preservar. Se a degradação compromete os recursos dos quais a economia depende, proteger o ambiente é condição para o desenvolvimento continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.un.org/en/conferences/environment/rio1992">Rio-92</a> (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) levou o conceito à prática. Seus principais resultados foram:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Convenção sobre Diversidade Biológica;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Agenda 21;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que consolidou princípios como o da precaução e o do poluidor-pagador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conferência também ampliou a participação de ONGs, cientistas e movimentos sociais e firmou o meio ambiente como tema permanente da governança global.</p>



<h2 id="h-quando-as-empresas-passaram-a-gerir-o-meio-ambiente-de-forma-estruturada" class="wp-block-heading"><strong>Quando as empresas passaram a gerir o meio ambiente de forma estruturada?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos 1990. Até então, a postura predominante era reagir a multas e acidentes. A virada veio em 1996, quando a Organização Internacional de Normalização (ISO) publicou a ISO 14001, primeiro padrão internacional para sistemas de gestão ambiental. A norma passou a exigir que as organizações identificassem seus impactos, estabelecessem objetivos ambientais, cumprissem suas obrigações legais e buscassem melhoria contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ISO 14001 também criou uma linguagem comum entre empresas de diferentes países e transformou a gestão ambiental em critério nas cadeias de fornecedores. A norma segue viva: em abril de 2026 foi publicada a <a href="https://www.iso.org/standard/14001">ISO 14001:2026</a>, quarta edição do padrão, que reforça temas como gestão de mudanças, cadeia de valor e mudança do clima. Veja o que muda na prática em <a href="https://blog.iusnatura.com.br/iso-14001-2026/">ISO 14001:2026: o que sua empresa precisa avaliar antes das próximas auditorias</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros marcos do período aproximaram a agenda ambiental do setor produtivo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">•  <strong><a href="https://unfccc.int/kyoto_protocol">Protocolo de Kyoto</a>(1997):</strong> fixou metas de redução de gases de efeito estufa para países desenvolvidos, transformando a preocupação climática em compromissos mensuráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">•  <strong>Pacto Global e Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2000):</strong> aproximaram as Nações Unidas do setor empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">•  <strong><a href="https://www.pops.int">Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes</a> (2001):</strong> reforçou o controle de substâncias que persistem no ambiente, se acumulam nos organismos e percorrem longas distâncias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A ISO 14001 exige que a empresa identifique e avalie periodicamente o atendimento aos seus requisitos legais. Conheça o</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal"><strong></strong><strong>CAL®</strong></a><strong>, sistema da Ius para gestão de requisitos legais ambientais, de saúde e segurança e ESG.</strong></p>



<h2 id="h-quando-surgiu-o-termo-esg-e-o-que-ele-mudou" class="wp-block-heading"><strong>Quando surgiu o termo ESG e o que ele mudou?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo ESG surgiu em 2004, no relatório Who Cares Wins, conduzido pelo Pacto Global da ONU com instituições financeiras. A pergunta central do documento era como incorporar fatores ambientais, sociais e de governança à análise de investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o ESG, sustentabilidade entrou na conta do mercado financeiro. Impacto ambiental passou a ser analisado como risco, oportunidade e fator de valor da empresa, além de obrigação ética ou regulatória.</p>



<h3 id="h-qual-a-diferenca-entre-sustentabilidade-e-esg" class="wp-block-heading"><strong>Qual a diferença entre sustentabilidade e ESG?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sustentabilidade</strong> é o objetivo amplo de equilibrar desenvolvimento econômico, sociedade e meio ambiente. <strong>ESG</strong> é a forma de medir parte desse objetivo: traduz a agenda em critérios e indicadores usados para avaliar organizações e orientar decisões financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução do comportamento empresarial pode ser resumida em três etapas:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Etapa</strong></td><td><strong>Postura da empresa</strong></td><td><strong>Foco</strong></td></tr><tr><td>Reativa (até os anos 1980)</td><td>Responde a multas e acidentes</td><td>Evitar sanções</td></tr><tr><td>Gestão ambiental (anos 1990)</td><td>Estrutura sistemas como a ISO 14001</td><td>Controlar impactos e cumprir a lei</td></tr><tr><td>ESG (a partir de 2004)</td><td>Integra fatores ambientais, sociais e de governança à estratégia</td><td>Risco, valor e relação com investidores</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 id="h-ods-e-acordo-de-paris-2015" class="wp-block-heading"><strong>ODS e Acordo de Paris (2015)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2015, a <a href="https://brasil.un.org/pt-br/sdgs">Agenda 2030</a> estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estendendo a responsabilidade pelo desenvolvimento sustentável a governos, empresas e sociedade civil. No mesmo ano, o <a href="https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement">Acordo de Paris</a> fixou a meta de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2 °C, com esforços para limitá-lo a 1,5 °C. O acordo criou as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), metas climáticas que cada país define para si.</p>



<h2 id="h-como-o-brasil-se-insere-na-historia-da-preocupacao-ambiental" class="wp-block-heading"><strong>Como o Brasil se insere na história da preocupação ambiental?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil construiu uma base legal ambiental extensa, em parte acompanhando a agenda internacional. Os principais marcos são:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Ano</strong></td><td><strong>Norma</strong></td><td><strong>O que estabelece</strong></td></tr><tr><td>1981</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei nº 6.938/1981</a></td><td>Política Nacional do Meio Ambiente; cria o Sisnama e o licenciamento ambiental como instrumento</td></tr><tr><td>1988</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição Federal, art. 225</a></td><td>Direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado</td></tr><tr><td>1998</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998</a></td><td>Lei de Crimes Ambientais; permite responsabilizar pessoas jurídicas</td></tr><tr><td>2000</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm">Lei nº 9.985/2000</a></td><td>Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)</td></tr><tr><td>2012</td><td><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm">Lei nº 12.651/2012</a></td><td>Código Florestal; regras de proteção da vegetação nativa e uso do solo</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No plano internacional, o Brasil ratificou o Protocolo de Kyoto (sem metas obrigatórias de redução, por ser país em desenvolvimento) e assumiu metas próprias no Acordo de Paris. Em novembro de 2025, Belém sediou a COP30, que terminou com a adoção do <a href="https://unfccc.int/cop30/belem-political-package">Pacote Político de Belém</a>, centrado na decisão chamada Mutirão Global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de capitais também entrou na agenda. Em 2023, a <a href="https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol193.html">Resolução CVM 193</a> trouxe ao Brasil os padrões do ISSB (IFRS S1 e S2) para relatórios de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, com previsão de obrigatoriedade para companhias abertas a partir de 2026. Em maio de 2026, a <a href="https://www.mattosfilho.com.br/unico/cvm-obrigatoriedade-relatorio-sustentabilidade/">Resolução CVM 244</a> revogou essa obrigatoriedade e manteve a adoção voluntária. Para entender o cenário de reporte, leia <a href="https://blog.iusnatura.com.br/esg-as-mudancas-que-estao-redesenhando-a-sustentabilidade-corporativa/">Regulação e padrões de reporte ESG</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão por rastreabilidade das cadeias produtivas e pelo fim do desmatamento ilegal mostra que, no caso brasileiro, a questão ambiental tem peso direto sobre acesso a mercados e competitividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O licenciamento ambiental, previsto desde a Lei nº 6.938/1981, segue como uma das obrigações mais complexas para as empresas. Conheça a</strong> <a href="https://onegreen.com.br/"><strong></strong><strong>Onegreen</strong></a><strong>, solução da Ius para gestão de licenças, condicionantes e prazos.</strong></p>



<h2 id="h-quais-sao-os-desafios-do-esg-hoje" class="wp-block-heading"><strong>Quais são os desafios do ESG hoje?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A agenda ambiental atual é organizada em torno da chamada <a href="https://unfccc.int/news/what-is-the-triple-planetary-crisis">tripla crise planetária</a>: mudança do clima, perda de biodiversidade e poluição. Os três problemas estão conectados e se reforçam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas, isso se traduz em cobrança por dados. Investidores, clientes e órgãos reguladores querem ver, com indicadores, como a organização gerencia impactos ambientais, relações sociais e estruturas de governança. Esses fatores influenciam investimento, acesso a mercados, reputação e continuidade do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três desafios se destacam:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Credibilidade:</strong> declarações sem lastro em dados expõem a empresa a acusações de greenwashing. Entenda o tema em <a href="https://blog.iusnatura.com.br/greenwashing-e-a-taxonomia-sustentavel-regulamentacao/">Greenwashing e a Taxonomia Sustentável Brasileira</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Conformidade legal como base:</strong> nenhum programa ESG se sustenta se a empresa descumpre a legislação ambiental, trabalhista ou de saúde e segurança aplicável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Desigualdade entre países:</strong> os países partiram de condições econômicas diferentes e têm responsabilidades históricas diferentes, o que continua travando negociações internacionais, como mostrou a ausência de um roteiro para os combustíveis fósseis no texto final da COP30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para transformar compromisso em prática, veja <a href="https://blog.iusnatura.com.br/boas-praticas-esg/">boas práticas ESG para reduzir riscos e criar valor</a>.</p>



<h2 id="h-perguntas-frequentes-sobre-a-historia-do-esg" class="wp-block-heading"><strong>Perguntas frequentes sobre a história do ESG</strong></h2>



<h3 id="h-quando-surgiu-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Quando surgiu o ESG?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A sigla ESG foi usada pela primeira vez em 2004, no relatório Who Cares Wins, uma iniciativa do Pacto Global da ONU com instituições financeiras para incluir fatores ambientais, sociais e de governança na análise de investimentos.</p>



<h3 id="h-qual-foi-o-primeiro-marco-da-preocupacao-ambiental" class="wp-block-heading"><strong>Qual foi o primeiro marco da preocupação ambiental?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros marcos ligados à poluição industrial são britânicos: o Grande Fedor de Londres, em 1858, e o Alkali Act, de 1863, uma das primeiras leis de controle de emissões industriais.</p>



<h3 id="h-qual-a-diferenca-entre-esg-e-sustentabilidade" class="wp-block-heading"><strong>Qual a diferença entre ESG e sustentabilidade?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Sustentabilidade é o objetivo de equilibrar economia, sociedade e meio ambiente. ESG é um conjunto de critérios para medir e avaliar como uma organização contribui para esse objetivo, usado principalmente por investidores e pelo mercado.</p>



<h3 id="h-qual-a-relacao-entre-a-iso-14001-e-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Qual a relação entre a ISO 14001 e o ESG?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A ISO 14001 estrutura a gestão ambiental da empresa, incluindo o cumprimento de obrigações legais. Ela fornece dados e controles que sustentam o pilar ambiental (E) do ESG. A edição mais recente é a ISO 14001:2026.</p>



<h3 id="h-o-relatorio-de-sustentabilidade-e-obrigatorio-no-brasil" class="wp-block-heading"><strong>O relatório de sustentabilidade é obrigatório no Brasil?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para companhias abertas, não. A Resolução CVM 244, de maio de 2026, revogou a obrigatoriedade prevista na Resolução CVM 193. Quem publicar relatório de informações financeiras de sustentabilidade deve seguir os padrões do CBPS e do ISSB.</p>



<h2 id="h-o-que-a-historia-do-esg-ensina-as-empresas" class="wp-block-heading"><strong>O que a história do ESG ensina às empresas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>história do ESG</strong> mostra uma sequência clara: problemas locais de poluição viraram questões de saúde pública, depois de política internacional, depois de gestão empresarial e, por fim, de análise de investimento. A cada etapa, as exigências ficaram mais técnicas e mais verificáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ESG não marca o início da preocupação ambiental. Ele é o ponto atual de um processo de mais de 150 anos, e herda dele uma lição prática: compromissos só têm valor quando viram rotina de gestão, com obrigações mapeadas, prazos controlados e evidências disponíveis para auditoria. A Ius trabalha há quase 40 anos com requisitos legais, ESG e compliance e acompanha cada mudança dessa agenda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Precisa estruturar ou revisar a agenda ESG da sua empresa? Conheça os</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg"><strong></strong><strong>Serviços ESG da Ius</strong></a> <strong>ou</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente"><strong></strong><strong>solicite uma proposta</strong></a><strong>.</strong></p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/historia-do-esg-da-revolucao-industrial-as-exigencias-atuais-para-as-empresas/">História do ESG: da Revolução Industrial às exigências atuais para as empresas</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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		<title>Saúde Mental e ESG: por que o bem-estar virou vantagem competitiva</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/saude-mental-e-esg-por-que-o-bem-estar-virou-vantagem-competitiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kênia Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:55:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25865</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/medium-shot-woman-stretching-work-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Saúde mental é indicador ESG e risco ocupacional pela NR-1. Veja como integrar bem-estar à estratégia da empresa.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/saude-mental-e-esg-por-que-o-bem-estar-virou-vantagem-competitiva/">Saúde Mental e ESG: por que o bem-estar virou vantagem competitiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/medium-shot-woman-stretching-work-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Empresa que trata saúde mental como assunto só do RH está olhando para metade do problema. Desde que a NR-1 passou a exigir a gestão de riscos psicossociais, o tema virou também obrigação técnica de segurança do trabalho e indicador que aparece direto no pilar Social do ESG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo você entende:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Por que saúde mental e ESG estão conectados</li>



<li>O que a legislação brasileira já exige das empresas </li>



<li>Quais ações práticas (sem virar um programa inflado) ajudam a reduzir risco e fortalecer a reputação</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-e-a-relacao-entre-saude-mental-e-esg" class="wp-block-heading"><strong>O que é a relação entre saúde mental e ESG?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde mental entra no pilar Social do ESG porque é um indicador direto de como a empresa trata quem trabalha nela.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Programas de apoio psicológico, prevenção ao burnout e políticas de combate ao assédio já aparecem em relatórios de sustentabilidade como métrica social, ao lado de diversidade e segurança no trabalho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ignorar o tema não é só uma lacuna reputacional no Brasil, mas legal.</p>



<h2 id="h-por-que-ignorar-riscos-psicossociais-custa-caro-para-a-empresa" class="wp-block-heading"><strong>Por que ignorar riscos psicossociais custa caro para a empresa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 26 de maio de 2026, o item 1.5.3.1.4 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) exige que os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho sejam identificados, avaliados e tratados dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com o mesmo nível de descrição exigido para riscos físicos, químicos e ergonômicos (item de inventário sujeito a fiscalização).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O custo de ignorar isso já aparece nos números. Segundo o Ministério da Previdência Social, 472.328 benefícios por incapacidade temporária foram concedidos em 2024 por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, um aumento de 68% em relação a 2023 (Fonte: Ministério da Previdência Social, <a href="https://www.gov.br/previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/Dados-estatisticos-previdencia-social-e-inss/boletins-da-previdencia-social">Boletim Estatístico da Previdência Social</a>). Ansiedade e episódios depressivos lideram essas concessões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender como a NR-1 trata especificamente esses riscos, veja também <a href="https://blog.iusnatura.com.br/nr-1-riscos-psicossociais/">Atualização da NR 1 e a Gestão dos Riscos Psicossociais nas Organizações</a>, aqui no blog da Ius.</p>



<h2 id="h-como-a-saude-mental-entra-nos-indicadores-esg" class="wp-block-heading"><strong>Como a saúde mental entra nos indicadores ESG?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O pilar Social do ESG inclui práticas de bem-estar, diversidade e segurança, e relatórios de sustentabilidade já incorporam métricas como programas de apoio psicológico, prevenção ao burnout e políticas de inclusão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas iniciativas fortalecem a cultura organizacional e aumentam a confiança de investidores, clientes e candidatos a vaga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale reforçar: o objetivo da gestão de riscos psicossociais não é avaliar a saúde mental individual de cada colaborador, mas as condições em que o trabalho é organizado (carga, prazos, clareza de papéis, relações no ambiente de trabalho).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mapear onde a empresa está hoje em relação a esses indicadores é o primeiro passo. O <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL®</a> organiza as obrigações da NR-1 relacionadas a riscos psicossociais junto com as demais exigências de SST, evitando que o tema fique solto fora do PGR.</p>



<h2 id="h-que-acoes-praticas-fortalecem-saude-mental-e-esg-na-empresa" class="wp-block-heading"><strong>Que ações práticas fortalecem saúde mental e ESG na empresa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sem transformar isso em um programa gigante, algumas ações concentram a maior parte do resultado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Canais de escuta confidenciais,</strong> para identificar sobrecarga e assédio antes que virem afastamento.</li>



<li><strong>Treinamento de lideranças</strong> para reconhecer sinais de esgotamento e agir cedo, não só depois do diagnóstico.</li>



<li><strong>Revisão de metas e jornadas</strong> nas áreas com maior rotatividade ou afastamento, já que esses dois indicadores costumam apontar onde o risco psicossocial está concentrado.</li>



<li><strong>Registro formal</strong> de cada ação dentro do PGR, com responsável e prazo. Ação sem registro, para efeito de fiscalização, não aconteceu.</li>
</ul>



<h2 id="h-reputacao-e-valor-de-mercado" class="wp-block-heading"><strong>Reputação e valor de mercado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Empresa que trata saúde mental com seriedade reduz custo com afastamento e rotatividade, e isso aparece tanto na conta quanto na imagem. Investidor e cliente que avaliam critérios ESG olham cada vez mais para como a empresa cuida de quem trabalha nela, não só para o discurso institucional.</p>



<h2 id="h-perguntas-frequentes" class="wp-block-heading"><strong>Perguntas frequentes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saúde mental é um indicador ESG?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, entra no pilar Social, ao lado de diversidade e segurança no trabalho, e já aparece em relatórios de sustentabilidade como métrica de programas de apoio psicológico e prevenção ao burnout.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A NR-1 obriga as empresas a tratar riscos psicossociais?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Desde 26 de maio de 2026, o item 1.5.3.1.4 da NR-1 exige que esses fatores estejam no inventário de riscos do PGR, com o mesmo nível de descrição de outros riscos ocupacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quantas pessoas se afastam do trabalho por saúde mental no Brasil?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, foram 472.328 benefícios por incapacidade temporária concedidos por transtornos mentais e comportamentais, alta de 68% frente a 2023 (Fonte: Ministério da Previdência Social).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investir em saúde mental gera retorno financeiro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2016 na revista The Lancet Psychiatry, estimou que cada US$ 1 investido na ampliação global de tratamento de depressão e ansiedade gera um retorno de US$ 4 em saúde e capacidade de trabalho.</p>



<h2 id="h-proximo-passo" class="wp-block-heading"><strong>Próximo passo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde mental parou de ser só discurso de RH: virou item de PGR fiscalizável e indicador que o mercado observa no pilar Social do ESG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida é sempre o mesmo, mapear onde a exposição está concentrada e registrar as ações tomadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer saber como estruturar isso na sua empresa? <a href="https://www.iusnatura.com.br/analise-maturidade-esg">Conheça a Análise de Maturidade ESG da Ius Natura</a> e comece pelo diagnóstico da sua situação atual.</p>
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		<title>Gestão de Riscos Climáticos na Energia: como proteger operações contra enchentes, secas e ondas de calor</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/gestao-de-riscos-climaticos-na-energia-como-proteger-operacoes-contra-enchentes-secas-e-ondas-de-calor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kênia Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:50:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25862</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/weather-effects-collage-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Enchentes, secas e ondas de calor afetam a energia elétrica no Brasil. Veja como gerir riscos climáticos e proteger sua operação.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/gestao-de-riscos-climaticos-na-energia-como-proteger-operacoes-contra-enchentes-secas-e-ondas-de-calor/">Gestão de Riscos Climáticos na Energia: como proteger operações contra enchentes, secas e ondas de calor</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/weather-effects-collage-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">O setor de energia é um dos mais expostos a eventos climáticos extremos. Enchente compromete infraestrutura e logística, seca reduz a geração hidrelétrica e onda de calor aumenta a demanda no pico. Para uma empresa que depende de fornecimento contínuo, cada um desses eventos vira risco operacional e financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo você entende:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que é gestão de riscos climáticos aplicada à energia</li>



<li>Quais eventos mais pesam no Brasil nos últimos anos</li>



<li>Como estruturar isso dentro da matriz de risco corporativa, sem transformar o tema em um projeto interminável</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-e-gestao-de-riscos-climaticos-no-setor-de-energia" class="wp-block-heading"><strong>O que é gestão de riscos climáticos no setor de energia?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Gestão de riscos climáticos é o processo de identificar, avaliar e tratar dois tipos de exposição:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o <strong>risco físico</strong> (dano direto de eventos como enchente, seca e onda de calor sobre ativos e operação) </li>



<li>o <strong>risco de transição</strong> (custo de se adaptar a uma economia de baixo carbono, como novas normas de emissão ou mudança na demanda por energia limpa). </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa divisão em <strong>risco físico</strong> e risco de transição é a mesma usada pela norma internacional IFRS S2, referência para divulgação de informações climáticas por empresas.</p>



<h2 id="h-quais-os-principais-riscos-climaticos-para-o-setor-eletrico-brasileiro" class="wp-block-heading"><strong>Quais os principais riscos climáticos para o setor elétrico brasileiro?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Três eventos concentram a maior parte da exposição hoje:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Seca:</strong> o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classificou o período 2023-2024 como um dos mais secos da série histórica iniciada em 1950, com a estiagem chegando a cobrir cerca de 59% do território nacional (Fonte: Cemaden, <a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/monitoramento/notas-tecnicas">notas técnicas de monitoramento de secas</a>). Como a matriz elétrica brasileira depende fortemente de hidrelétricas, esse tipo de evento pressiona o operador do sistema a acionar mais termelétricas, o que encarece a energia.</li>



<li><strong>Enchente:</strong> as chuvas de abril e maio de 2024 no Rio Grande do Sul afetaram ativos do Sistema Interligado Nacional (linhas de transmissão e usinas hidrelétricas na região), segundo nota técnica do Cemaden sobre o desastre (Fonte: Cemaden, <a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/monitoramento/notas-tecnicas">Nota Técnica nº 469/2024/SEI-CEMADEN</a>).</li>



<li><strong>Onda de calor:</strong> picos de temperatura elevam o uso de ar-condicionado e equipamentos de refrigeração, empurrando a demanda por eletricidade para novos recordes em curtos períodos, o que exige capacidade extra de geração exatamente quando o sistema já está sob pressão.</li>
</ul>



<h2 id="h-como-integrar-riscos-climaticos-a-matriz-de-risco-corporativa" class="wp-block-heading"><strong>Como integrar riscos climáticos à matriz de risco corporativa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo é parar de tratar clima como assunto de sustentabilidade isolado e cruzá-lo com a matriz de risco que a empresa já usa para risco financeiro, operacional e regulatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa mapear, para cada ativo ou operação crítica, <strong>a exposição a seca, enchente e onda de calor</strong>, e <strong>conectar esse mapeamento a um plano de contingência</strong> com responsável e prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas de capital aberto também precisam acompanhar de perto o tema no radar regulatório: a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) chegou a tornar obrigatório, a partir de 2026, o reporte de informações climáticas com base na norma internacional IFRS S2, mas a Resolução CVM nº 244/2026 alterou esse cenário e encerrou o caráter obrigatório do relatório.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda o que mudou em <a href="https://blog.iusnatura.com.br/resolucao-244-relatorio-sustentabilidade/">Resolução CVM 244: fim do reporte de sustentabilidade obrigatório e o que isso significa para sua empresa</a>, aqui no blog da Ius.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para organizar esse cruzamento entre exposição climática e obrigações legais, o <a href="https://onegreen.com.br/">Onegreen</a> ajuda a estruturar a gestão ambiental e de sustentabilidade da empresa em um só lugar.</p>



<h2 id="h-como-transformar-resiliencia-climatica-em-diferencial-competitivo" class="wp-block-heading"><strong>Como transformar resiliência climática em diferencial competitivo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Empresa que já mapeou sua exposição a seca, enchente e onda de calor consegue negociar contratos de energia com mais previsibilidade, reduzir custo com manutenção emergencial e responder mais rápido a interrupções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso também vira argumento de venda: cliente e investidor cada vez mais perguntam como a operação se comporta diante de um evento climático extremo, não apenas quais são as metas de longo prazo.</p>



<h2 id="h-perguntas-frequentes" class="wp-block-heading"><strong>Perguntas frequentes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que são risco físico e risco de transição climática?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Risco físico é o dano direto de um evento climático (enchente, seca, onda de calor) sobre ativos e operação. Risco de transição é o custo de se adaptar a uma economia de baixo carbono, como novas normas de emissão. Os dois compõem a mesma matriz de risco climático usada por normas como a IFRS S2.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Empresas no Brasil são obrigadas a reportar riscos climáticos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A obrigatoriedade prevista pela CVM para 2026 (com base na IFRS S2) foi alterada pela Resolução CVM nº 244/2026, que encerrou o caráter obrigatório do relatório de sustentabilidade. Vale acompanhar o tema, já que a regulamentação sobre divulgação climática segue em movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como a seca afeta o preço da energia elétrica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em período de seca prolongada, a geração hidrelétrica cai e o sistema passa a depender mais de termelétricas, que têm custo de geração mais alto, o que pressiona o preço da energia no mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que uma empresa pode fazer para se proteger de apagões e enchentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversificar fontes de energia (incluindo geração distribuída própria), mapear ativos críticos expostos a risco climático e manter um plano de contingência atualizado, com responsável e prazo definidos para cada cenário.</p>



<h2 id="h-proximo-passo" class="wp-block-heading"><strong>Próximo passo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Gestão de riscos climáticos na energia não é sobre prever o próximo desastre, mas sobre estar pronto quando ele acontecer. Isso significa ter a exposição mapeada, o plano de contingência testado e a operação com múltiplas fontes de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer saber como estruturar essa gestão na sua empresa? <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Agende uma consultoria especializada com a Ius Natura</a> e comece pelo diagnóstico da sua exposição climática atual.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>
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		<title>Energia Sustentável: como a transição energética reduz custos e riscos para as empresas</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/energia-sustentavel-como-a-transicao-energetica-reduz-custos-e-riscos-para-as-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kênia Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:44:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25859</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/wind-power-plant-solar-pannels-low-angle-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>A transição energética reduz custos, riscos regulatórios e fortalece o ESG das empresas. Veja como aplicar na sua operação</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/wind-power-plant-solar-pannels-low-angle-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Empresa presa a uma única fonte de energia sente primeiro qualquer alta no preço da luz ou mudança na regulação. A transição energética (a troca gradual de combustíveis fósseis por fontes renováveis e por ganhos de eficiência no consumo) pesa direto na planilha de custos e no apetite de investidores e clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo você entende:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que muda na prática ao diversificar a matriz energética da empresa</li>



<li>Quais políticas e linhas de financiamento apoiam esse movimento no Brasi</li>



<li>Como conectar a transição energética à estratégia ESG sem parar a operação</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-e-transicao-energetica-para-uma-empresa" class="wp-block-heading"><strong>O que é transição energética para uma empresa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Transição energética corporativa é o processo de substituir, total ou parcialmente, fontes fósseis (diesel, óleo combustível, parte da energia comprada da rede convencional) por fontes renováveis e por eficiência energética nos processos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, aparece em três frentes:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>geração própria (solar, eólica)</li>



<li>contratação no mercado livre de energia com fonte incentivada </li>



<li>redução do consumo por meio de eficiência energética</li>
</ul>



<h2 id="h-por-que-a-matriz-energetica-pesa-no-risco-corporativo" class="wp-block-heading"><strong>Por que a matriz energética pesa no risco corporativo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Empresa dependente de uma única fonte carrega volatilidade de preço e exposição regulatória.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em anos de seca prolongada, por exemplo, o sistema elétrico passa a acionar mais termelétricas para compensar a queda na geração hidrelétrica, o que encarece a energia entregue à rede.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversificar a matriz reduz essa exposição e dá mais previsibilidade orçamentária, principalmente para empresas de consumo intensivo.</p>



<h2 id="h-como-a-transicao-energetica-se-conecta-a-agenda-esg" class="wp-block-heading"><strong>Como a transição energética se conecta à agenda ESG?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada fonte renovável adotada significa menos emissão de gases de efeito estufa, o que fortalece diretamente o pilar ambiental do ESG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa conexão ficou ainda mais explícita com a revisão da <a href="https://blog.iusnatura.com.br/nova-versao-iso-14001/">ISO 14001, prevista para 2026</a>, que passa a cobrar das organizações maior capacidade de antecipar riscos climáticos e de reduzir emissões ao longo de toda a cadeia de valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de escolher a nova fonte de energia, vale mapear quais exigências (ambientais, tributárias, de licenciamento) incidem sobre ela. O <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL®</a> centraliza esse mapeamento e avisa a empresa sempre que a legislação aplicável muda.</p>



<h2 id="h-que-politica-e-financiamento-sustentam-a-transicao-energetica-no-brasil" class="wp-block-heading"><strong>Que política e financiamento sustentam a transição energética no Brasil?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Três movimentos concretos dão base a esse processo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Política Nacional de Transição Energética (PNTE):</strong> instituída pela <a href="https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/mme-lanca-consulta-publica-do-plano-nacional-de-transicao-energetica">Resolução CNPE nº 5, de 26 de agosto de 2024</a>, que criou também o Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) para orientar a descarbonização da matriz energética nacional.</li>



<li><strong>Fundo Clima (BNDES):</strong> linha de financiamento dedicada a projetos de transição energética (geração solar e eólica, biomassa, eficiência energética), com taxas que variam conforme o tipo de projeto (Fonte: BNDES).</li>



<li><strong>Mercado de carbono:</strong> a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-15042-11-dezembro-2024-796690-normaatualizada-pl.pdf">Lei nº 15.042, de 11 de dezembro de 2024</a> instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), que passa a regular instalações que emitem acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano e cria um caminho para empresas gerarem créditos a partir de projetos de energia renovável.</li>
</ul>



<h2 id="h-como-transformar-a-transicao-energetica-em-vantagem-competitiva" class="wp-block-heading"><strong>Como transformar a transição energética em vantagem competitiva?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que reduzem a dependência de combustíveis fósseis cortam custo operacional, ganham previsibilidade tarifária e se posicionam melhor diante de clientes e investidores que já cobram baixa pegada de carbono na cadeia de fornecimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem se antecipa também chega mais preparado ao mercado de carbono, em vez de correr atrás da conformidade quando a exigência já virou obrigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se sua empresa está avaliando por onde começar, <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">conheça os serviços ESG da Ius Natura</a> e receba um diagnóstico sobre maturidade energética e ambiental.</p>



<h2 id="h-perguntas-frequentes" class="wp-block-heading"><strong>Perguntas frequentes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é transição energética corporativa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É o processo de substituir fontes fósseis por fontes renováveis e ganhar eficiência no consumo de energia, reduzindo custo e exposição a riscos regulatórios e de preço.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Toda empresa precisa fazer a transição energética?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe uma obrigação geral nesse sentido, mas empresas de consumo intensivo de energia e as sujeitas ao Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE, acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano) sentem a pressão regulatória primeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é a PNTE?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Política Nacional de Transição Energética, instituída pela Resolução CNPE nº 5/2024, que orienta os esforços do governo federal para descarbonizar a matriz energética brasileira por meio do Plante e do Fonte.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Transição energética exige um investimento inicial alto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depende do formato escolhido. Geração própria (como placas solares) costuma exigir mais capital inicial, mas o mercado livre de energia com fonte renovável e a eficiência energética têm barreira de entrada menor e retorno mais rápido.</p>



<h2 id="h-proximo-passo" class="wp-block-heading"><strong>Próximo passo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diversificar a matriz energética é uma decisão que une redução de custo, menor exposição a risco regulatório e fortalecimento do ESG. O primeiro passo é mapear onde a operação está mais exposta hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer entender como aplicar a transição energética na sua empresa? <a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Solicite uma proposta com a Ius Natura</a> e avalie, com um especialista, o caminho mais adequado para o seu negócio.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Compliance ESG no conselho: risco, ROI e o custo do &#8220;não compliance&#8221;</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/compliance-esg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 18:44:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conformidade Legal]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25532</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/medium-shot-business-team-working-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Equipe de negócios de tiro médio trabalhando" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Compliance ESG no conselho: transforme risco regulatório em número, calcule o custo do não compliance e monte o business case para a diretoria.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/compliance-esg/">Compliance ESG no conselho: risco, ROI e o custo do &#8220;não compliance&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/medium-shot-business-team-working-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Equipe de negócios de tiro médio trabalhando" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">O conselho de administração raramente decide sobre compliance ESG discutindo normas técnicas. Decide diante de duas colunas de números: quanto custa investir em conformidade agora, e quanto pode custar não ter investido quando o problema aparecer. É essa pergunta a que este artigo responde, com dados no lugar de apelo normativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a alta liderança, o compliance ESG aparece hoje como uma linha de risco financeiro concreta. Ele entra na ata da reunião do conselho, na análise de crédito do banco e na due diligence de qualquer fusão ou aquisição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta que ocupa a cadeira de decisão tem uma forma bem definida: quanto custa não ter investido em conformidade ambiental, social e de governança quando o passivo aparece.</p>



<h2 id="h-por-que-o-compliance-esg-virou-pauta-do-conselho" class="wp-block-heading"><strong>Por que o compliance ESG virou pauta do conselho</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, conformidade legal e ambiental foi tratada como pauta operacional. Ficava com o jurídico, com o time de meio ambiente, com a área de segurança e saúde no trabalho (SST). Chegava ao conselho apenas quando alguma coisa já tinha dado errado (uma autuação, uma ação civil pública, uma matéria na imprensa).</p>



<figure class="wp-block-image size-large has-custom-border"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-1024x683.jpg" alt="Pessoas em reunião de negócios em alto ângulo
" class="wp-image-25533" style="border-top-left-radius:10px;border-top-right-radius:10px;border-bottom-left-radius:10px;border-bottom-right-radius:10px" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-767x512.jpg 767w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-1536x1025.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-scaled.jpg 1798w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo mudou por uma razão estrutural: o risco de compliance se tornou sistêmico. Ele afeta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o acesso a crédito</li>



<li>o valuation em operações de M&amp;A</li>



<li>a elegibilidade em licitações </li>



<li>a responsabilidade pessoal de quem ocupa a cadeira de decisão</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), referência nacional em governança, trata o risco ESG como uma das grandes frentes que desafiam conselhos de administração atualmente, ao lado dos riscos reputacional, cibernético e geopolítico (<a href="https://www.ibgc.org.br/blog/principais-riscos-desafiam-conselhos">IBGC — Os principais riscos que desafiam os conselhos</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O ESG ocupa hoje a pauta de risco corporativo com o mesmo peso estratégico desses outros temas.</p>



<h2 id="h-o-que-esta-em-jogo-quando-a-diretoria-decide-nao-agir" class="wp-block-heading"><strong>O que está em jogo quando a diretoria decide não agir</strong></h2>



<h3 id="h-a-multa-e-o-primeiro-item-de-uma-cadeia-de-consequencias" class="wp-block-heading"><strong>A multa é o primeiro item de uma cadeia de consequências</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um conselho avalia o custo de não fazer nada, a tendência natural é pensar apenas no valor da multa administrativa. É um erro de dimensionamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998</a> (Lei de Crimes Ambientais), em seu artigo 75, fixa a multa administrativa entre <strong>R$ 50,00 e R$ 50 milhões por infração</strong>, e o artigo 18 da mesma lei permite <strong>multiplicar esse valor em até três vezes</strong> quando a multa se revela ineficaz frente à vantagem econômica obtida pelo infrator (<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998 — Planalto</a>). O teto legal previsto não corresponde ao teto real da exposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A multa é o primeiro item da conta. Na sequência, vêm:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Embargo ou interdição de atividade</strong>, com impacto direto na receita operacional;</li>



<li><strong>Perda de elegibilidade</strong> em licitações públicas e em cadeias de suprimento de grandes compradores, que hoje exigem due diligence de conformidade de seus fornecedores;</li>



<li><strong>Travamento de operações de crédito e M&amp;A</strong>, quando passivos ambientais, trabalhistas ou de governança aparecem na due diligence e reduzem o valor de negociação ou paralisam a transação;</li>



<li><strong>Exposição pessoal</strong> de quem decide.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse último ponto costuma ser o que realmente move a agenda do conselho.</p>



<h3 id="h-a-responsabilidade-alcanca-administradores-e-conselheiros-pessoalmente" class="wp-block-heading"><strong>A responsabilidade alcança administradores e conselheiros pessoalmente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Dois dispositivos legais mudam a leitura de risco para quem ocupa cadeira de diretoria ou conselho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 158 da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976) estabelece que <strong>o administrador responde civilmente</strong>, com o próprio patrimônio, por danos causados quando age dentro de suas atribuições com culpa ou dolo, ou quando viola a lei ou o estatuto social (<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm">Lei nº 6.404/1976 — Planalto</a>). Achar que a responsabilidade pára na pessoa jurídica é uma leitura desatualizada da legislação societária brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo ambiental, o artigo 2º da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei de Crimes Ambientais</a> responsabiliza também &#8220;o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico [&#8230;] que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saber da irregularidade e deixar de agir já configura, por si, fato <strong>gerador de responsabilidade</strong>, mesmo sem participação direta na infração.</p>



<h3 id="h-um-prazo-que-ja-esta-correndo" class="wp-block-heading"><strong>Um prazo que já está correndo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há um vetor de risco com data marcada, relevante para qualquer conselho que ainda trate o tema como assunto restrito ao RH.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova redação da NR-1 incluiu os <strong>fatores de risco psicossociais</strong> (sobrecarga, metas inatingíveis e assédio, entre outros) no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/sst-portarias/2025/portaria-mte-no-765-prorroga-inicio-de-vigencia-cap-1-5-da-nr-01.pdf/view">Portaria MTE nº 765/2025</a> prorrogou o início da vigência dessa nova redação (item 1.5 da NR-01) até 25 de maio de 2026, de modo que a exigência passa a valer em 26 de maio de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até essa data, o Ministério do Trabalho e Emprego mantém o período em caráter orientativo. A partir dela, a obrigação passa a ser exigível na fiscalização, com estrutura já detalhada no <a href="https://blog.iusnatura.com.br/gro-e-pgr-na-nr1/">levantamento de perigos e riscos do GRO e do PGR na NR-1</a>.</p>



<h2 id="h-a-conta-que-o-conselho-costuma-deixar-de-fazer-o-custo-de-nao-decidir" class="wp-block-heading"><strong>A conta que o conselho costuma deixar de fazer: o custo de não decidir</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A objeção mais comum na sala de reunião é conhecida: investir em compliance ESG custa caro. A objeção é legítima e, ao mesmo tempo, <strong>incompleta</strong>. Ela compara o custo de agir com zero, quando a <strong>comparação correta é com o custo real de não agir</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O raciocínio financeiro correto trabalha com três variáveis:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Custo de prevenção:</strong> o investimento estruturado em governança, monitoramento legal e gestão de risco, com desembolso previsível e diluído no tempo.</li>



<li><strong>Custo de remediação:</strong> o que custa corrigir depois que o problema já aconteceu: multa, embargo, indenização, honorários, tempo de gestão desviado para a crise.</li>



<li><strong>Custo de oportunidade:</strong> negócios perdidos por falta de elegibilidade em licitações e cadeias de suprimento, crédito mais caro ou negado, e valuation reduzido em operações de M&amp;A por passivo não mapeado.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum conselho experiente compraria um seguro olhando apenas o prêmio mensal, sem perguntar qual é a cobertura e qual é o sinistro que ele evita. Compliance ESG estruturado segue a mesma lógica. <strong></strong>O investimento tem valor previsível. <strong>A ausência de investimento carrega custo imprevisível</strong> e, historicamente, maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda um efeito menos visível. <strong>Bancos e investidores institucionais vêm incorporando critérios ESG na análise de risco de crédito e de capital</strong>. A ausência de governança estruturada em ESG aparece, com frequência crescente, como fator explícito de risco na mesa de negociação de crédito, financiamento e fusões.</p>



<h2 id="h-o-padrao-das-empresas-que-tratam-conformidade-como-funcao-estrategica" class="wp-block-heading"><strong>O padrão das empresas que tratam conformidade como função estratégica</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que tiram a gestão de conformidade do modo reativo (aquele que só responde a auditoria, fiscalização ou multa) e a colocam como função estratégica de governança apresentam um padrão comum, recorrente em conselhos mais maduros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Há um responsável por conformidade com voz no comitê executivo, além do nível operacional;</li>



<li>Existe um painel de indicadores consolidado, com visibilidade permanente da diretoria, no lugar de relatórios pontuais sob demanda;</li>



<li>Vencimentos de licenças, prazos legais e obrigações regulatórias são monitorados com antecedência, sem correções sob pressão;</li>



<li>Os riscos legais e ambientais são quantificados financeiramente, para que o conselho decida com número, e não com sensação;</li>



<li>Os mesmos dados de conformidade alimentam o relatório ESG da empresa, o que elimina retrabalho e inconsistência entre o que se reporta e o que se pratica.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa postura tem efeito direto sobre o argumento de custo. Quando a conformidade é monitorada continuamente, o gasto se torna previsível e entra no orçamento recorrente, como qualquer função de governança. Quando é reativa, o gasto se torna volátil: fica invisível até virar emergência, e a emergência sempre custa mais do que a prevenção teria custado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale distinguir os dois processos que sustentam essa maturidade. A <a href="https://blog.iusnatura.com.br/diferenca-entre-gestao-de-requisitos-legais-gestao-de-compliance/">diferença entre gestão de requisitos legais e gestão de compliance</a> explica por que identificar as obrigações aplicáveis e verificar o cumprimento delas são etapas complementares, e por que o conselho precisa das duas.</p>



<h2 id="h-o-papel-da-tecnologia-na-visibilidade-que-o-conselho-precisa" class="wp-block-heading"><strong>O papel da tecnologia na visibilidade que o conselho precisa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos maiores obstáculos práticos para o conselho decidir bem é a <strong>falta de visibilidade consolidada</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em empresas com múltiplas unidades, plantas ou operações, o risco legal fica disperso: em planilhas, em e-mails, no conhecimento tácito de quem sempre cuidou disso. Esse <strong>modelo não escala e não é auditável</strong>. É justamente o ponto que costuma aparecer sem aviso numa due diligence de M&amp;A ou numa auditoria externa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É esse o problema estrutural que a Ius Natura resolve com o <strong>CAL Guardião</strong>:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Serviço de monitoramento contínuo das obrigações legais aplicáveis à operação da empresa, com um consultor fixo especializado em Meio Ambiente, SST, Qualidade e ESG, que sinaliza a necessidade de ação antes que a pendência se transforme em não conformidade, multa ou passivo&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal/guardiao">Conheça o CAL Guardião</a> </p>



<figure class="wp-block-image size-large has-custom-border"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-1024x683.png" alt="Captura de tela sistema cal" class="wp-image-25534" style="border-top-left-radius:10px;border-top-right-radius:10px;border-bottom-left-radius:10px;border-bottom-right-radius:10px" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-1024x683.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-300x200.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-768x512.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-1536x1024.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo funciona por alerta antecipado, com <strong>rastreabilidade documental</strong> completa, disponível para qualquer auditoria externa ou due diligence a qualquer momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o conselho, o valor prático aparece em três pontos:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>decisão baseada em dado atualizado</li>



<li>visibilidade permanente do risco</li>



<li>uma resposta objetiva à pergunta que todo investidor e todo banco fazem em due diligence: &#8220;como vocês sabem, hoje, que estão em conformidade?&#8221;</li>
</ol>



<h2 id="h-da-defesa-ao-roi-como-levar-isso-para-a-proxima-reuniao-de-conselho" class="wp-block-heading"><strong>Da defesa ao ROI: como levar isso para a próxima reunião de conselho</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O argumento que convence um conselho tem duas propriedades: retorno mensurável e risco quantificado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três movimentos ajudam a estruturar essa conversa.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Traduza exposição legal em número:</strong> Antes de discutir orçamento de conformidade, mapeie o passivo potencial: </li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">quantas obrigações estão vencidas ou próximas do vencimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">qual o teto de multa aplicável a cada uma,</p>



<p class="wp-block-paragraph">qual o histórico de autuação do setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso transforma &#8220;risco regulatório&#8221; (uma expressão vaga) em uma cifra que qualquer CFO reconhece.</p>



<ol start="2" class="wp-block-list">
<li><strong>Compare cenários, não custos isolados:</strong> Apresente o custo de manter o modelo atual (reativo) diante do custo de estruturar monitoramento contínuo, incluindo nesse comparativo o efeito sobre elegibilidade comercial, crédito e velocidade de eventuais operações de M&amp;A.</li>



<li><strong>Peça uma avaliação de exposição antes de pedir orçamento:</strong> Fica mais fácil aprovar investimento quando o conselho já viu, em números da própria empresa, onde está o descoberto.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de qualquer decisão de investimento, o conselho precisa ver o retrato atual do risco com números. Uma avaliação diagnóstica de exposição legal e regulatória entrega esse retrato.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Fale com a equipe da Ius para estruturar esse diagnóstico e levar à sua diretoria um business case com risco quantificado e retorno mensurável</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conselho que decide com esse tipo de informação protege três coisas ao mesmo tempo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o patrimônio pessoal de quem assina a decisão</li>



<li>o valor de mercado da empresa </li>



<li>a velocidade dos negócios que dependem de uma reputação de conformidade sólida. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É esse o retorno concreto de tratar o compliance ESG como função permanente de governança.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/compliance-esg/">Compliance ESG no conselho: risco, ROI e o custo do &#8220;não compliance&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Relatório de Sustentabilidade: o que é, como fazer e por que o mercado ainda exige (mesmo sem obrigatoriedade)</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/relatorio-de-sustentabilidade-o-que-e-como-fazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Libânio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25494</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corporate-businesswoman-reviewing-data-analytics-work-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher de negócios corporativa revisando análise de dados no trabalho" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>O relatório de sustentabilidade não é mais obrigatório pela CVM para empresas de capital aberto, mas segue exigido por investidores. Veja o que é, como fazer e quais padrões usar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corporate-businesswoman-reviewing-data-analytics-work-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher de negócios corporativa revisando análise de dados no trabalho" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/resolucao-244-relatorio-sustentabilidade/,">Resolução CVM nº 244</a> e mudou o jogo do reporte corporativo de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade no Brasil: o relatório de sustentabilidade, que caminhava para se tornar obrigatório para companhias abertas, baseado em um padrão internacionalmente reconhecido, voltou a ser voluntário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura apressada dessa notícia é perigosa, já que muitas empresas entenderam que podem simplesmente arquivar o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é bem assim. Uma coisa é a obrigatoriedade legal imposta pelo regulador. Outra, bem diferente, é a exigência do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investidores, bancos, grandes compradores e agentes da cadeia de suprimentos <strong>continuam pedindo comprovação das ações ambientais, sociais e de governança</strong> das empresas e organizações com quem se relacionam. Para esses públicos, a ausência de um relatório de sustentabilidade soa como falta de transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que é um relatório de sustentabilidade</li>



<li>O que mudou com a Resolução CVM 244/2026</li>



<li>Por que o documento continua sendo cobrado mesmo sem obrigatoriedade legal</li>



<li>Quais são os principais padrões e modelos</li>



<li>Passo a passo de como fazer o seu</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-e-um-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">O que é um relatório de sustentabilidade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um relatório de sustentabilidade é o documento em que uma organização apresenta, de forma estruturada, seu <strong>desempenho e seus impactos</strong> econômicos, ambientais e sociais, alinhados aos critérios ESG (Environmental, Social and Governance).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele <strong>traduz a estratégia de sustentabilidade da empresa em dados, evidências e metas verificáveis</strong>, servindo de canal de comunicação com investidores, órgãos reguladores, clientes e sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o relatório organiza informações em três pilares. Veja exemplos:</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image.jpg" alt="Agricultura inteligente com IoT agrícola
" class="wp-image-25495" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;width:225px;height:auto"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-ambiental-e" class="wp-block-heading"><strong>Ambiental (E)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Trata de temas como emissões de gases de efeito estufa, consumo de energia, uso de água, gestão de resíduos e impactos sobre a biodiversidade, entre outros.</p>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-social-s" class="wp-block-heading"><strong>Social (S)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Diz respeito às práticas trabalhistas, saúde e segurança ocupacional, diversidade, equidade e inclusão, direitos humanos, investimento social e relação com a comunidade, com fornecedores e clientes, entre outros temas.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-1.jpg" alt="Colaboração criativa e sorriso para retrato startup e pessoas de vendas " class="wp-image-25496" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;width:207px;height:auto"/></figure>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-2.jpg" alt="Pessoas de negócios numa reunião.
" class="wp-image-25497" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;width:222px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-2.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-2-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-governanca-g" class="wp-block-heading"><strong>Governança (G)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui, avaliam-se questões tais como ética corporativa, transparência e responsabilização, composição e estrutura de governança, propósito em relação à sustentabilidade, controles internos, gestão de riscos, auditorias e conformidade legal.</p>
</div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">O diferencial de um bom relatório não está em descrever boas intenções, e sim em comprovar resultados com indicadores comparáveis ao longo do tempo. É essa transparência que o mercado valoriza.</p>



<h2 id="h-o-relatorio-de-sustentabilidade-ainda-e-obrigatorio-o-que-mudou-com-a-resolucao-cvm-244-2026" class="wp-block-heading">O relatório de sustentabilidade ainda é obrigatório? O que mudou com a Resolução CVM 244/2026</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui está a origem da confusão. A <a href="https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol193.html">Resolução CVM nº 193, de 2023</a>, havia estabelecido um cronograma para que companhias abertas, fundos de investimento e companhias securitizadoras passassem a divulgar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade conforme normas IFRS S1 e S2 do ISSB (adaptadas ao Brasil pelo Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade &#8211; CBPS); para as companhias de capital aberto, a publicação do relato seria obrigatória a partir de 2027, relativa ao exercício de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/anexos/200/resol244.pdf">Resolução CVM nº 244</a>, publicada em 29 de maio de 2026, alterou a Resolução 193/2023 e revogou essa obrigatoriedade. O reporte passou a ser voluntário, sob o modelo &#8220;pratique ou explique&#8221; (comply or explain). Na prática, isso significa que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A divulgação do relatório de sustentabilidade no padrão CVM <strong>não é obrigatória</strong> para companhias de capital aberto.</li>



<li>A empresa que optar por não reportar deve <strong>comunicar publicamente essa decisão</strong> ao mercado.</li>



<li>A empresa que optar por reportar deve <strong>manter a divulgação</strong> por, no mínimo, três exercícios sociais consecutivos, e avisar o mercado antes de interromper.</li>



<li><strong>Quem reporta precisa seguir os padrões CBPS/ISSB</strong>, para preservar a confiabilidade e a comparabilidade das informações.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: o relatório não é mais uma imposição, mas ganhou o status de compromisso público.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Optar por não divulgar não é mais um silêncio neutro, e sim uma escolha que precisa ser justificada perante investidores e agentes do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender os detalhes jurídicos, prazos e o debate por trás dessa decisão, veja nossa análise completa sobre a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/resolucao-244-relatorio-sustentabilidade/">Resolução CVM 244 e o fim do reporte obrigatório</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que este relatório ainda é obrigatório para instituições financeiras de maior porte conforme regras da Comissão Monetária Nacional estabelecidas na Resolução CMN nº 4.818/2020, com redação dada pela&nbsp; <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&amp;numero=5185">Resolução CMN nº 5.185​</a>​/2024.</p>



<h2 id="h-por-que-o-relatorio-de-sustentabilidade-continua-sendo-exigido-pelo-mercado" class="wp-block-heading">Por que o relatório de sustentabilidade continua sendo exigido pelo mercado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A obrigatoriedade legal é apenas uma das forças que empurram as empresas a reportar, e não a mais forte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sob regime voluntário, o relatório de sustentabilidade segue sendo um mecanismo exigido por quem decide o <strong>acesso da empresa a capital, crédito e mercados</strong>. Veja os principais motivos.</p>



<h3 id="h-acesso-a-investidores-e-capital" class="wp-block-heading"><strong>Acesso a investidores e capital</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Fundos, gestoras e bancos incorporaram critérios ESG na análise de risco e na alocação de recursos. Sem dados de sustentabilidade padronizados e comparáveis, a empresa fica invisível para uma parcela crescente do capital, especialmente o estrangeiro, que segue os padrões do ISSB e da GRI como referência global.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-1024x683.jpg" alt="Trabalho de papelada
" class="wp-image-25499" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:641px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-767x512.jpg 767w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-1536x1025.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-scaled.jpg 1798w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 id="h-exigencia-da-cadeia-de-suprimentos" class="wp-block-heading"><strong>Exigência da cadeia de suprimentos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Grandes compradores cobram de seus fornecedores comprovação de práticas ambientais, sociais e de governança. Participar de licitações, homologações e programas de fornecedores muitas vezes depende de apresentar indicadores e relatórios. Quem não reporta, perde contratos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-25501" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:648px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-768x512.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-1536x1024.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-scaled.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 id="h-reputacao-e-gestao-de-riscos" class="wp-block-heading"><strong>Reputação e gestão de riscos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório é a principal defesa contra as acusações de greenwashing. Comunicar resultados com base em dados verificáveis protege a marca e evita o risco reputacional de promessas sem comprovação. Ele também ajuda a própria empresa a identificar pontos de melhoria e planejar metas de longo prazo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-1024x683.jpg" alt="homem parando pilha de madeira caindo" class="wp-image-25500" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:656px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-768x512.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-1536x1024.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-scaled.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 id="h-diferenciacao-competitiva" class="wp-block-heading"><strong>Diferenciação competitiva</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto parte do mercado interpreta o fim da obrigatoriedade como permissão para parar, as empresas que mantêm o reporte se destacam. A transparência voluntária, hoje, comunica compromisso, maturidade e solidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o custo de não ter um relatório de sustentabilidade aparece na forma de <strong>crédito mais caro</strong>, <strong>portas fechadas com investidores</strong> e <strong>contratos perdidos</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-25502" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:632px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-768x512.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-1536x1024.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-scaled.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer transformar dados ESG dispersos em um documento que o mercado reconhece?</strong> Conheça o <a href="https://www.iusnatura.com.br/relatorio-sustentabilidade">Relatório de Sustentabilidade da Ius</a>, que organiza dados, evidências e resultados em um documento claro e alinhado às melhores práticas internacionais.</p>



<h2 id="h-quais-sao-os-principais-padroes-e-modelos-de-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Quais são os principais padrões e modelos de relatório de sustentabilidade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe um único modelo de relatório de sustentabilidade. Existem padrões e frameworks que estruturam quais indicadores divulgar e como.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Escolher o padrão ou framework correto depende do setor, do porte e do público-alvo da empresa. Os principais são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.globalreporting.org/standards/"><strong>GRI (Global Reporting Initiative)</strong></a><strong>:</strong> existente desde 1997, é o padrão mais adotado no mundo. Organiza a divulgação de impactos econômicos, ambientais e sociais, e é a porta de entrada mais comum para quem começa a reportar. Utiliza a abordagem de materialidade de impacto (como as atividades da organização impactam o meio ambiente, a sociedade e a economia), sendo um relatório multi-stakeholder, ou seja, é mais voltado à comunicação com toda a cadeia de valor, incluindo investidores e mercado financeiro, colaboradores, sindicatos, clientes e consumidores, fornecedores, governo e órgãos reguladores, comunidades locais e a sociedade como um todo.</li>



<li><a href="https://www.ifrs.org/sustainability/knowledge-hub/introduction-to-issb-and-ifrs-sustainability-disclosure-standards/"><strong>ISSB IFRS S1 e S2</strong></a><strong>:</strong> as normas do International Sustainability Standards Board, focadas em informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima. São a referência adotada pela CVM (via Resolução 193/2023) e pela CMN (via Resolução nº 4.818/2020) e cada vez mais exigidas por investidores. Focado em materialidade financeira (como o meio ambiente, a sociedade e a economia impactam as atividades da organização). Voltado para comunicação com acionistas, investidores e credores.</li>



<li><a href="https://relatointegradobrasil.com.br/home/framework/"><strong>Relato Integrado (Integrated Reporting)</strong></a><strong>:</strong> conecta a estratégia financeira da empresa aos seus impactos operacionais, sociais e de governança em um único documento. Ele mostra como a estratégia, a governança e o desempenho de uma empresa geram valor ao longo do tempo, e explica o uso de <strong>seis capitais</strong>: financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social/relacionamento e natural. O público alvo principal são os provedores de capital financeiro.</li>



<li><a href="https://navigator.sasb.ifrs.org/"><strong>SASB</strong></a><strong>:</strong> padrão setorial também focado em como questões ambientais, sociais e de governança geram impactos financeiros e afetam o valor de uma empresa, hoje incorporado à estrutura do IFRS S1 e S2 do ISSB. Como também é focado em materialidade financeira, comunica com acionistas, investidores e credores.</li>



<li><a href="https://www.fsb-tcfd.org/"><strong>TCFD</strong></a><strong>:</strong> framework climático que descreve como uma organização gerencia os riscos e oportunidades financeiras relacionados às mudanças climáticas, igualmente incorporado à estrutura do IFRS S1 e S2 do ISSB. Possui como público alvo  investidores, credores e subscritores de seguros. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de escolher o padrão, as organizações precisam <strong>entender quais temas são realmente relevantes</strong> para o seu negócio e seus stakeholders.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o papel do estudo de determinação de materialidade, em que você pode aprofundar através dos nossos conteúdos sobre <a href="https://blog.iusnatura.com.br/materialidade-esg-tudo-o-que-voce-precisa-entender/">materialidade ESG</a> e <a href="https://blog.iusnatura.com.br/dupla-materialidade-pr203-esg-estrategico/">dupla materialidade</a>.</p>



<h2 id="h-como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo" class="wp-block-heading">Como fazer um relatório de sustentabilidade: passo a passo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Elaborar um relatório de sustentabilidade envolve mais do que reunir informações no início do ano, referente ao ano anterior. É um processo estruturado, que costuma seguir estas etapas:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-1024x576.png" alt="Infográfico com 7 passos para fazer um relatório de sustentabilidade: 1. Defina o objetivo e o público; 2. Faça a análise de materialidade; 3. Escolha o padrão de referência; 4. Colete e organize os dados; 5. Redija o relatório com evidências; 6. Verifique e assegure as informações; 7. Publique, analise e monitore resultados. Marca Ius no canto inferior esquerdo." class="wp-image-25511" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-1024x576.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-300x169.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-768x432.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-1536x864.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Defina o objetivo e o público:</strong> Determine com quem a organização deseja se comunicar (investidores, clientes, cadeia de suprimentos, órgãos reguladores, comunidade, sociedade em geral, entre outros) para então escolher o modelo de relatório, avaliando o que ele precisa comprovar. Isso orienta o nível de detalhe e o padrão ou framework a ser usado.</li>



<li><strong>Faça a análise de materialidade:</strong> Identifique, com base em dados e no diálogo com stakeholders, quais temas ambientais, sociais e de governança são mais relevantes para o negócio. É essa etapa que evita um relatório genérico e sem relevância.</li>



<li><strong>Escolha o padrão de referência:</strong> Selecione o padrão ou framework mais adequado (como por exemplo GRI, ISSB IRFS S1 e S2, Relato Integrado, SASB, ou uma combinação deles), de acordo com o setor e as exigências do seu público.</li>



<li><strong>Colete e organize os dados:</strong> Reúna dados de emissões e resíduos, consumo de recursos, indicadores sociais e de governança. A qualidade do relatório depende diretamente da confiabilidade, solidez e rastreabilidade dos dados de origem.</li>



<li><strong>Redija o relatório com evidências:</strong> Apresente compromissos, resultados, metas, avanços e também os desafios. Um relatório crível reconhece o que ainda precisa melhorar, em vez de listar apenas conquistas.</li>



<li><strong>Verifique e assegure as informações:</strong> Sempre que possível, submeta os dados a verificação (asseguração) independente. Isso aumenta a credibilidade perante investidores e reduz o risco de greenwashing.</li>



<li><strong>Publique, analise e monitore resultados:</strong> Divulgue o documento e mantenha o monitoramento contínuo dos indicadores e metas, preparando o ciclo do próximo relatório, sempre buscando a melhoria contínua da gestão da sustentabilidade.</li>
</ol>



<h3 id="h-modelo-e-exemplo-de-estrutura-de-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Modelo e exemplo de estrutura de relatório de sustentabilidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo de estrutura básica de relatório de sustentabilidade costuma incluir os elementos abaixo. Essa organização é um ponto de partida, e deve ser adaptada à realidade e ao setor de cada empresa.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mensagem da liderança:</strong> carta de abertura assinada pela presidência, CEO ou conselho. Comunica o compromisso da alta gestão com a agenda ESG, faz um balanço do período e aponta as prioridades. Serve para mostrar que a sustentabilidade é decisão estratégica do negócio.</li>



<li><strong>Perfil e contexto da organização:</strong> apresentação de quem é a empresa: setor de atuação, porte, principais operações, mercados atendidos, número de colaboradores e cadeia de valor. Também define o escopo do relatório (quais unidades cobre) e o período de referência dos dados.</li>



<li><strong>Lista de Temas Materiais:</strong> resultado da análise de materialidade, apresentado de forma visual (matriz de materialidade) ou em tabela. Mostra quais temas ambientais, sociais e de governança são mais relevantes para o negócio e para os stakeholders. É ela que justifica por que o relatório dá mais peso a determinados assuntos.</li>



<li><strong>Desempenho ambiental (E):</strong> indicadores e resultados da dimensão ambiental, como emissões de gases de efeito estufa (escopos 1, 2 e 3), consumo de energia e água, geração e destinação de resíduos e efluentes, impactos sobre a biodiversidade, uso do solo e de produtos químicos, gestão de áreas degradadas e passivos ambientais, entre outros. Idealmente, com a evolução em relação a anos anteriores e as metas assumidas.</li>



<li><strong>Desempenho social (S):</strong> informações sobre pessoas e relações da empresa, tais como impacto social, saúde e segurança ocupacional, práticas trabalhistas, diversidade e inclusão, treinamento e desenvolvimento profissional, direitos humanos e relacionamento com comunidades e fornecedores, entre outros.</li>



<li><strong>Práticas de governança (G):</strong> tais como descrição da composição e estrutura de governança, dos controles internos, liderança, ética corporativa, gestão de riscos, canais de denúncia, políticas de compliance e conformidade com a legislação aplicável.</li>



<li><strong>Metas e compromissos:</strong> objetivos de curto, médio e longo prazo, com prazos e indicadores claros. É o que permite ao leitor acompanhar, ano a ano, se a organização está cumprindo o que prometeu, e transforma o relatório em instrumento de prestação de contas.</li>



<li><strong>Sumário de conteúdo do padrão adotado (por exemplo, o índice GRI):</strong> tabela final que mapeia cada divulgação exigida pelo padrão escolhido e indica em qual página do relatório ela está. Dá rastreabilidade às informações e facilita a comparação entre empresas e entre diferentes anos.</li>
</ul>



<h2 id="h-como-a-ius-apoia-empresas-na-elaboracao-do-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Como a Ius apoia empresas na elaboração do relatório de sustentabilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Montar um relatório de sustentabilidade que o mercado leve a sério exige método:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>materialidade bem feita;</li>



<li>dados confiáveis e rastreáveis;</li>



<li>alinhamento a padrões internacionais e boas práticas de mercado;</li>



<li>conexão com os requisitos legais aplicáveis ao negócio. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que a Ius atua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.iusnatura.com.br/relatorio-sustentabilidade">Relatório de Sustentabilidade da Ius</a> organiza dados, evidências e resultados em um documento estruturado e alinhado às melhores práticas, pronto para dialogar com investidores, a sociedade e demais públicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para organizações que ainda estão no início da jornada, os <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Serviços ESG da Ius</a> incluem capacitações para letramento em ESG, diagnóstico de maturidade, análise de materialidade, estruturação de estratégica e de indicadores e consultoria em governança e conformidade regulatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E como boa parte do pilar de governança depende de comprovar conformidade legal, o <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL</a> mantém a gestão de requisitos legais da organização sempre atualizada, gerando a base de evidências que sustenta o relatório na frente regulatória de meio ambiente, energia, saúde e segurança ocupacional, responsabilidade social, qualidade, antissuborno, segurança da informação, trabalhista, tributário, governança corporativa (mosaico ES), entre outros escopos de legislação disponíveis.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-perguntas-frequentes-sobre-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre relatório de sustentabilidade</h2>



<h3 id="h-como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading"><strong>Como fazer um relatório de sustentabilidade?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Defina o objetivo e o público, faça a análise de materialidade, defina a governança e a estratégia ESG, escolha o padrão de referência (como GRI, IFRS ou SASB), colete e organize os dados, redija o relatório com evidências, submeta as informações a verificação independente e publique, mantendo o monitoramento contínuo dos indicadores e a análise crítica para a melhoria contínua.</p>



<h3 id="h-quais-sao-os-relatorios-de-sustentabilidade-mais-usados" class="wp-block-heading"><strong>Quais são os relatórios de sustentabilidade mais usados?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais padrões são o GRI (Global Reporting Initiative), o mais adotado no mundo; as normas do ISSB (IFRS S1 e S2), focadas em informações financeiras ligadas à sustentabilidade e ao clima; o Relato Integrado; SASB; e TCFD.</p>



<h3 id="h-qual-e-o-modelo-de-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading"><strong>Qual é o modelo de relatório de sustentabilidade?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não há um modelo único. A estrutura mais comum reúne mensagem da liderança, perfil da organização, temas materiais, desempenho ambiental, social e de governança, estratégia ESG, compromissos e metas, e o sumário de conteúdo do padrão adotado. O modelo deve ser adaptado ao setor e ao porte da empresa.</p>



<h3 id="h-o-relatorio-de-sustentabilidade-ainda-e-obrigatorio-no-brasil" class="wp-block-heading"><strong>O relatório de sustentabilidade ainda é obrigatório no Brasil?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a Resolução CVM nº 244, de maio de 2026, o reporte deixou de ser obrigatório para companhias abertas e passou ao regime voluntário &#8220;pratique ou explique&#8221;. A empresa que decide não reportar precisa comunicar essa opção ao mercado. Mesmo voluntário, o relatório continua sendo exigido por investidores e agentes de mercado. Vale lembrar que este relatório ainda é obrigatório para instituições financeiras de maior porte conforme regras da Comissão Monetária Nacional estabelecidas na Resolução CMN nº 4.818/2020, com redação dada pela&nbsp; <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&amp;numero=5185">Resolução CMN nº 5.185​</a>​/2024.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O fim da obrigatoriedade imposta pela CVM não encerra a era dos relatórios de sustentabilidade, mesmo porque eles são publicados voluntariamente desde meados dos anos 1980.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário: ele separa as empresas que reportam por medo de multa das que reportam porque entendem o valor da transparência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para investidores, bancos e grandes compradores, o relatório continua sendo a evidência de que uma empresa gerencia riscos, cumpre a legislação e leva a agenda ESG a sério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a sua empresa quer usar o relatório de sustentabilidade como um ativo de reputação e acesso a mercado (e não apenas como cumprimento de norma), a Ius pode ajudar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Solicite uma proposta ou fale com um especialista</a> e estruture um relatório que o mercado reconhece.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/relatorio-de-sustentabilidade-o-que-e-como-fazer/">Relatório de Sustentabilidade: o que é, como fazer e por que o mercado ainda exige (mesmo sem obrigatoriedade)</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ESG e Gestão Ambiental: guia prático para gestores, Compliance e sustentabilidade</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/esg-e-gestao-ambiental-guia-pratico-para-gestores-compliance-e-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hiago de Paula]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 20:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25422</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/3510-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher engenheira usando um capacete de segurança na cabeça verificar as condições climáticas da natureza e do ambiente Pronto para usar a tecnologia para trabalhar com digital em renovável Mulher engenheiro mostrar ícone ESG" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>ESG e Gestão Ambiental na prática: integre governança, compliance, gestão de riscos e a ABNT PR 2030 para reduzir riscos e garantir conformidade.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/esg-e-gestao-ambiental-guia-pratico-para-gestores-compliance-e-sustentabilidade/">ESG e Gestão Ambiental: guia prático para gestores, Compliance e sustentabilidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/3510-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher engenheira usando um capacete de segurança na cabeça verificar as condições climáticas da natureza e do ambiente Pronto para usar a tecnologia para trabalhar com digital em renovável Mulher engenheiro mostrar ícone ESG" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Bancos que avaliam crédito, clientes que colocam exigências em contrato e órgãos ambientais que fiscalizam com mais rigor: a cobrança por ESG (Environmental, Social and Governance) chega às empresas por vários lados ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;E quase sempre ela esbarra na Gestão Ambiental, a área que responde por medir e reduzir o impacto da operação sobre o meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este guia liga ESG e Gestão Ambiental a três temas que costumam ser tratados em caixas separadas: Governança Corporativa, Compliance e Gestão de Riscos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja também onde a <strong>ABNT PR 2030</strong> entra nessa conta. Antes de pensar em selo ou relatório, vale um lembrete que muita empresa pula: o primeiro passo para uma agenda ESG que se sustenta é <a href="https://blog.iusnatura.com.br/passo-a-passo-como-ser-uma-empresa-com-boas-praticas-esg/">atender aos requisitos legais aplicáveis</a> ao negócio.</p>



<h2 id="h-1-o-que-e-esg" class="wp-block-heading">1. O que é ESG?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A sigla ESG reúne três pilares: Environmental (ambiental), Social (social) e Governance (governança). São eles que investidores e avaliadores usam para <strong>medir o desempenho sustentável de uma empresa</strong> e a chance de ela continuar viável nos próximos anos.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-pilar-ambiental" class="wp-block-heading">Pilar Ambiental</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O pilar ambiental envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>preservação dos recursos naturais</li>



<li>controle da poluição</li>



<li>gestão de resíduos</li>



<li>eficiência energética</li>



<li>redução de emissões de gases de efeito estufa&nbsp;</li>



<li>proteção da biodiversidade</li>
</ul>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-300x300.png" alt="Agricultura inteligente com IoT agrícola
" class="wp-image-25424" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-300x300.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-150x150.png 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-768x768.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-1024x1024.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-pilar-social" class="wp-block-heading">Pilar Social</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O aspecto social abrange:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>direitos humanos</li>



<li>diversidade e inclusão</li>



<li>saúde e segurança do trabalho</li>



<li>desenvolvimento dos colaboradores</li>



<li>relacionamento com comunidades</li>



<li>responsabilidade social corporativa</li>
</ul>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-300x300.png" alt="Colaboração criativa e sorriso para retrato startup e pessoas de vendas " class="wp-image-25425" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-300x300.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-150x150.png 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-768x768.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-1024x1024.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>
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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-pilar-governanca" class="wp-block-heading">Pilar Governança</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A governança trata de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ética</li>



<li>transparência</li>



<li>prestação de contas</li>



<li>estrutura de tomada de decisão</li>



<li>controles internos&nbsp;</li>



<li>mecanismos de prevenção de irregularidades</li>
</ul>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-300x300.png" alt="Pessoas de negócios numa reunião.
" class="wp-image-25426" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-300x300.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-150x150.png 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-768x768.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-1024x1024.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
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</div>



<h2 id="h-2-gestao-ambiental-nas-organizacoes" class="wp-block-heading">2. Gestão Ambiental nas organizações</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Gestão Ambiental é o conjunto de políticas, procedimentos e práticas adotados para controlar os impactos ambientais das atividades empresariais. Entre os principais instrumentos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Licenciamento ambiental</li>



<li>Gestão de requisitos legais</li>



<li>Monitoramento de aspectos e impactos ambientais</li>



<li>Programas de prevenção da poluição</li>



<li>Gestão de resíduos sólidos</li>



<li>Uso racional de água e energia</li>



<li>Planos de emergência ambiental</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Bem executadas, essas medidas evitam multas e embargos e reduzem passivos que podem aparecer anos depois, numa venda da empresa ou numa auditoria de due diligence.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A base legal dessas obrigações no Brasil está na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981)</a> e, no caso dos resíduos, na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm">Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010)</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas organizações estruturam a gestão ambiental a partir da <strong>ABNT NBR ISO 14001:2015</strong>, que teve uma <a href="https://blog.iusnatura.com.br/iso-14001-2026/">nova versão publicada</a> em abril de 2026.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O licenciamento ambiental é um dos instrumentos mais sensíveis dessa gestão, sobretudo após a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025</a> (a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-geral-licenciamento-ambiental/">mudou regras importantes do processo</a>).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de resíduos, em particular, ganhou nova classificação com a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/gestao-de-residuos-nbr10004/">revisão da NBR 10004:2024</a>, o que afeta desde o descarte interno até a cadeia de fornecedores.</p>



<h2 id="h-3-governanca-corporativa-e-sustentabilidade" class="wp-block-heading">3. Governança Corporativa e sustentabilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Governança Corporativa define como a empresa é dirigida e controlada. Quatro princípios sustentam essa estrutura:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Transparência:</strong> divulgação clara das informações relevantes</li>



<li><strong>Equidade:</strong> tratamento justo das partes interessadas</li>



<li><strong>Prestação de contas:</strong> responsabilização pelos atos e decisões</li>



<li><strong>Responsabilidade corporativa:</strong> compromisso com a sustentabilidade e a geração de valor de longo prazo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma governança que funciona, as decisões de ESG passam a fazer parte da estratégia. É isso que investidores e clientes olham quando avaliam a confiabilidade de uma empresa.</p>



<h2 id="h-4-compliance-ambiental" class="wp-block-heading">4. Compliance ambiental</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Compliance é atuar em conformidade com leis, regulamentos, normas internas e princípios éticos. No campo ambiental, ele assegura que a organização cumpra integralmente a legislação aplicável e mantenha controles para prevenir irregularidades. Vale a distinção: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/diferenca-entre-gestao-de-requisitos-legais-gestao-de-compliance/">gestão de requisitos legais e gestão de compliance não são a mesma coisa</a> (uma alimenta a outra, mas cada uma tem escopo próprio).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um programa de Compliance ambiental costuma incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Código de conduta</li>



<li>Políticas ambientais</li>



<li>Treinamentos periódicos</li>



<li>Canal de denúncias</li>



<li>Auditorias internas</li>



<li>Monitoramento de requisitos legais</li>



<li>Planos de ação para correção de não conformidades</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além de reduzir o risco de multas e processos, um programa de compliance deixa claro para a equipe o que pode e o que não pode.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento tem peso real: a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998)</a> prevê sanções penais e administrativas para pessoas físicas e jurídicas. Encarar a conformidade como parte da estratégia (e não como papelada) é o que <a href="https://blog.iusnatura.com.br/conformidade-legal-ambiental-gestao-e-riscos-esg/">protege e valoriza a empresa no longo prazo</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confirmar, com método, se a documentação e as práticas atendem de fato às normas técnicas aplicáveis é parte central do compliance ambiental. A <a href="https://www.iusnatura.com.br/verificacao-conformidade-normas-tecnicas">verificação de conformidade nas normas técnicas</a> faz essa checagem com rastreabilidade e prepara a empresa para auditorias, certificações e processos de licitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda não conformidade identificada precisa de tratamento com prazo, responsável e evidência. Por isso, é importante contar com <a href="https://www.iusnatura.com.br/software-nao-conformidades">estruturas e fluxos para transformar desvios em planos de ação rastreáveis</a>.&nbsp;</p>



<h2 id="h-5-gestao-de-riscos-aplicada-ao-esg" class="wp-block-heading">5. Gestão de Riscos aplicada ao ESG</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Gestão de Riscos identifica eventos capazes de comprometer os objetivos da organização e define medidas de prevenção e mitigação. No contexto ESG, os riscos costumam ser classificados como:</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="940" height="788" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Banner-Ius-ESG-Ricos.jpg" alt="nfográfico institucional da empresa Ius com o título Classificação de Riscos ESG: Exemplos Práticos, estruturado em fundo claro com cinco colunas verticais que detalham diferentes categorias acompanhadas de fotos e textos explicativos: a primeira coluna, Ambientais, traz a foto de mãos segurando uma muda de planta e lista vazamentos, contaminação, emissões e desastres ambientais; a segunda, Jurídicos, mostra um martelo de juiz e aborda o descumprimento de obrigações legais e regulatórias; a terceira, Trabalhistas, exibe uma mulher em um escritório e refere-se a acidentes, doenças ocupacionais e passivos trabalhistas; a quarta, Reputacionais, ilustra uma mão selecionando estrelas de avaliação para tratar de impactos negativos à imagem da empresa; e a quinta, Operacionais, apresenta um profissional uniformizado com prancheta em uma indústria para pontuar falhas de processos e controles internos." class="wp-image-25423"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas são identificação, avaliação, tratamento, monitoramento e comunicação dos riscos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando esse trabalho entra no planejamento (e não fica num relatório na gaveta), a <strong>empresa reage mais rápido a uma mudança de lei ou a um incidente</strong>, em vez de correr atrás do prejuízo depois.</p>



<h2 id="h-6-a-contribuicao-da-abnt-pr-2030" class="wp-block-heading">6. A contribuição da ABNT PR 2030</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ABNT PR 2030:2022 (Prática Recomendada) reúne <strong>diretrizes para implementar ESG nas organizações brasileiras</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela ajuda a empresa a identificar seus temas materiais, ouvir as partes interessadas, definir indicadores e encaixar a sustentabilidade dentro da estratégia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a primeira referência nacional consolidada sobre ESG e traduz para a realidade do Brasil o que padrões internacionais já vinham cobrando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os benefícios de adotar a PR 2030 estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior alinhamento com padrões internacionais</li>



<li>Estruturação da gestão ESG</li>



<li>Melhoria da transparência</li>



<li>Apoio à gestão de riscos e oportunidades</li>



<li>Fortalecimento da competitividade e da reputação institucional</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As atualizações mais recentes da norma reforçam a chamada dupla materialidade, tema central do ESG estratégico atual (avaliar tanto como a empresa impacta o ambiente e a sociedade quanto como esses fatores impactam o negócio).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estruturar ESG a partir da PR 2030 exige método, indicadores e dados confiáveis. As</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">soluções ESG da Ius</a> <strong>e a plataforma</strong> <a href="https://onegreen.com.br/">Onegreen</a> <strong>apoiam o diagnóstico, a definição de indicadores e a gestão da sustentabilidade em toda a cadeia.</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Conheça os serviços ESG</a><strong>.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-7-beneficios-da-integracao-entre-esg-e-gestao-ambiental" class="wp-block-heading">7. Benefícios da integração entre ESG e Gestão Ambiental</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ESG, Governança, Compliance e Gestão de Riscos atuam de forma integrada, a organização alcança resultados concretos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução de riscos legais e ambientais</li>



<li>Maior eficiência operacional</li>



<li>Diminuição de custos com desperdícios e passivos</li>



<li>Melhoria da imagem institucional</li>



<li>Aumento da confiança de clientes e investidores</li>



<li>Maior capacidade de adaptação a mudanças regulatórias</li>



<li>Geração de valor sustentável no longo prazo</li>
</ul>



<h2 id="h-perguntas-frequentes-sobre-esg-e-gestao-ambiental" class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre ESG e Gestão Ambiental</h2>



<h3 id="h-qual-a-diferenca-entre-esg-e-gestao-ambiental" class="wp-block-heading">Qual a diferença entre ESG e Gestão Ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Gestão Ambiental cuida especificamente dos impactos da empresa sobre o meio ambiente (o pilar ambiental). O ESG é mais amplo: soma a esse pilar as dimensões social e de governança. Toda boa prática de gestão ambiental compõe o E do ESG, mas ESG não se limita ao meio ambiente.</p>



<h3 id="h-o-que-e-a-abnt-pr-2030" class="wp-block-heading">O que é a ABNT PR 2030?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É uma Prática Recomendada publicada pela ABNT em 2022, considerada a primeira referência nacional consolidada sobre ESG. Ela traz conceitos, diretrizes e um modelo de avaliação para orientar as organizações na estruturação de suas práticas ambientais, sociais e de governança.</p>



<h3 id="h-esg-e-obrigatorio-por-lei-no-brasil" class="wp-block-heading">ESG é obrigatório por lei no Brasil?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe uma lei única que obrigue “ser ESG”. O que existe são obrigações legais ambientais, trabalhistas, tributárias e de governança que a empresa precisa cumprir. Atender a esses requisitos legais é a base sobre a qual qualquer agenda ESG consistente se sustenta.</p>



<h3 id="h-como-uma-empresa-comeca-a-implementar-esg" class="wp-block-heading">Como uma empresa começa a implementar ESG?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida é mapear e cumprir os requisitos legais aplicáveis à operação. A partir daí, a empresa estrutura políticas, define indicadores (com apoio da ABNT PR 2030) e integra Compliance e Gestão de Riscos à estratégia. Veja o <a href="https://blog.iusnatura.com.br/passo-a-passo-como-ser-uma-empresa-com-boas-praticas-esg/">passo a passo para se tornar uma empresa ESG</a>.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Integrar ESG e Gestão Ambiental já é exigência em muitos setores, não diferencial. Quando Governança, Compliance e Gestão de Riscos conversam entre si, a empresa fecha as brechas por onde entram multas, embargos e perda de contratos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ABNT PR 2030 dá um caminho para organizar tudo isso. E o timing importa: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/prepare-para-as-fiscalizacoes-de-2026/">2026 tende a ser um ano de fiscalização mais dura em meio ambiente e segurança do trabalho</a>, então quem estrutura essas práticas agora chega mais preparado do que quem deixa para reagir à autuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer transformar essa visão em rotina de conformidade dentro da sua empresa?</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Solicite uma proposta da Ius</a> <strong>e veja como centralizar requisitos legais, compliance e gestão ESG em uma única plataforma.</strong></p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/esg-e-gestao-ambiental-guia-pratico-para-gestores-compliance-e-sustentabilidade/">ESG e Gestão Ambiental: guia prático para gestores, Compliance e sustentabilidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): do Protocolo de Kyoto ao mercado de carbono brasileiro</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/mecanismo-de-desenvolvimento-limpo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kênia Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 18:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25341</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/25892-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Fumaça saindo de fábricas em uma área industrial" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>O que é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), por que ele está sendo substituído pelo Artigo 6.4 do Acordo de Paris e o que muda com o SBCE.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/mecanismo-de-desenvolvimento-limpo/">Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): do Protocolo de Kyoto ao mercado de carbono brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/25892-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Fumaça saindo de fábricas em uma área industrial" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)</strong> foi um dos principais instrumentos internacionais de mercado de carbono das últimas duas décadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado pelo Protocolo de Kyoto, ele permitiu que projetos brasileiros de redução de emissões gerassem créditos negociáveis. Muitos materiais empresariais, porém, ainda tratam o MDL como uma estratégia disponível hoje, e isso já não corresponde à realidade regulatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 29 de novembro de 2021, o Brasil suspendeu a emissão de cartas de aprovação para novos projetos de MDL, e os projetos ativos passaram a migrar para o <strong>mecanismo do Artigo 6.4 do Acordo de Paris</strong>. Em paralelo, a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-15042-11-dezembro-2024-796690-publicacaooriginal-173745-pl.html">Lei nº 15.042/2024</a> criou o mercado de carbono regulado brasileiro, o SBCE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo explica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que foi o MDL</li>



<li>Por que ele está sendo substituído</li>



<li>O que muda com o Artigo 6.4 </li>



<li>Como as empresas brasileiras devem se posicionar diante do novo arcabouço de precificação de carbono</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-e-o-mecanismo-de-desenvolvimento-limpo-mdl" class="wp-block-heading"><strong>O que é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O MDL é um dos mecanismos de flexibilização criados pelo Protocolo de Kyoto (1997), previsto no Artigo 12.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele permitie que países desenvolvidos (do Anexo I) <strong>financiassem projetos de redução de emissões</strong> em países em desenvolvimento e recebessem créditos para compensar suas próprias emissões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada tonelada de CO<sub>2</sub>e evitada gerava uma <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/cgcl/paginas/teste2">Redução Certificada de Emissão (RCE)</a>, o crédito negociável do mecanismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil, como país em desenvolvimento, <strong>não tinha metas obrigatórias de redução</strong>, mas podia sediar projetos e gerar créditos. Na prática, o MDL funcionou como um <strong>canal de transferência de tecnologia e de investimento para projetos de energia limpa, eficiência energética e florestas</strong>.</p>



<h2 id="h-por-que-o-mdl-esta-sendo-substituido" class="wp-block-heading"><strong>Por que o MDL está sendo substituído?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 2020, <strong>o Acordo de Paris substituiu a lógica do Protocolo de Kyoto</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Acordo de Paris estabelece compromissos para todos os países (as Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou NDCs), e não apenas para os desenvolvidos. Isso tornou o desenho original do MDL incompatível com o novo sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se adequar às decisões da CMP-16 e da CMA-3, a Autoridade Nacional Designada do Brasil decidiu <strong>suspender o recebimento de solicitações de cartas de aprovação para novos projetos de MDL a partir de 29 de novembro de 2021</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os projetos e programas já registrados podem <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-divulga-segundo-resultado-parcial-da-transicao-de-projetos-do-mdl-para-mecanismo-de-credito-do-acordo-de-paris">solicitar a transição para o mecanismo do Artigo 6.4 do Acordo de Paris</a>.</p>



<h2 id="h-o-mecanismo-do-artigo-6-4-o-que-substitui-o-mdl" class="wp-block-heading"><strong>O mecanismo do Artigo 6.4: o que substitui o MDL</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Artigo 6.4 do Acordo de Paris cria um mecanismo de crédito de carbono supervisionado pela ONU, o Mecanismo de Crédito do Acordo de Paris (PACM).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele sucede o MDL, mas com critérios mais rigorosos: <strong>os projetos precisam comprovar adicionalidade</strong> (reduções que não ocorreriam sem o projeto), <strong>permanência</strong> (benefício duradouro) e <strong>salvaguardas</strong> <strong>socioambientais</strong>, além de passar <strong>por validação e verificação independentes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a análise dos pedidos de transição é coordenada pelo Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+, que apoia a Secretaria Nacional de Mudança do Clima na função de Autoridade Nacional Designada para o Artigo 6.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Portaria GM/MMA nº 1.479/2025 estabeleceu os procedimentos para análise desses pedidos, e o MMA já divulgou <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-divulga-resultado-parcial-da-transicao-de-projetos-e-programas-do-mdl-para-mecanismo-do-acordo-de-paris">resultados parciais de aprovação da transição</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transição entre mecanismos exige acompanhar normas, portarias e prazos que mudam com frequência. Com o CAL®, sua equipe monitora em um só lugar os requisitos legais aplicáveis à operação. <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Conheça o CAL</a>.</p>



<h2 id="h-o-que-muda-para-as-empresas-brasileiras-o-sbce" class="wp-block-heading"><strong>O que muda para as empresas brasileiras: o SBCE</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No plano nacional, o marco que passa a orientar a agenda de carbono das empresas é o <strong>Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE)</strong>, instituído pela <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-15042-11-dezembro-2024-796690-publicacaooriginal-173745-pl.html">Lei nº 15.042/2024</a>, publicada no Diário Oficial da União em 12 de dezembro de 2024. É um mercado regulado, operado sob a lógica de limitação de emissões (cap and trade).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SBCE opera com dois ativos principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cota Brasileira de Emissões (CBE):</strong> dá ao operador o direito de emitir uma tonelada de CO2 equivalente.</li>



<li><strong>Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE):</strong> comprova a redução ou remoção de uma tonelada de CO2 equivalente, seguindo metodologia credenciada.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado se divide em regulado (empresas e setores obrigados por lei a limitar emissões) e voluntário (participação espontânea).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A implementação é gradual</strong>: há um período de regulamentação, seguido de monitoramento obrigatório dos grandes emissores e, depois, da alocação das CBEs e do início do mercado regulado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender as fases em detalhe, veja também os artigos do blog da Ius sobre a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-federal-15-042-24/">Lei nº 15.042/24 e o SBCE</a> e sobre os <a href="https://blog.iusnatura.com.br/novo-mercado-de-carbono/">desafios de implementação do novo mercado de carbono</a>.</p>



<h2 id="h-como-as-empresas-podem-se-preparar-a-conexao-com-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Como as empresas podem se preparar (a conexão com o ESG)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o MDL em transição e o SBCE em implementação, as práticas de descarbonização passam a ter peso de conformidade. As principais frentes que uma empresa pode estruturar são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Energia renovável e eficiência energética</strong>: reduzir emissões da operação e a exposição a custos de carbono.</li>



<li><strong>Economia circular e gestão de resíduos:</strong> diminuir resíduos e recuperar materiais, reduzindo a pegada da cadeia.</li>



<li><strong>Reflorestamento e REDD+:</strong> gerar remoções, com atenção à integridade dos créditos (projetos mal verificados alimentam os chamados créditos fantasmas).</li>



<li><strong>Transição da frota:</strong> eletrificação e uso de biocombustíveis para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No ESG, esses movimentos se traduzem em três dimensões:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ambiental (E)</strong> &#8211; pela redução e remoção de emissões</li>



<li><strong>Social (S)</strong> &#8211; pela geração de empregos locais e envolvimento de comunidades</li>



<li><strong>Governança (G) </strong>&#8211; pela transparência dos relatórios e pela integração da agenda climática à estratégia da empresa</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além das frentes de descarbonização, a governança climática passa a ser um eixo central da conformidade empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatórios como o TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) e o ISSB (International Sustainability Standards Board) já são referência internacional e tendem a se tornar obrigatórios em diversos mercados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses frameworks exigem que as empresas divulguem riscos e oportunidades relacionados ao clima, estratégias de mitigação e métricas de emissões. No contexto brasileiro, a integração desses relatórios com o SBCE fortalece a transparência e prepara as companhias para auditorias regulatórias.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O MDL cumpriu seu papel como mecanismo pioneiro de mercado de carbono, mas não é mais o caminho para novos projetos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agenda de carbono das empresas brasileiras hoje se organiza em torno do Artigo 6.4 (no plano internacional) e do SBCE (no plano nacional).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem mapeia as próprias emissões, acompanha a regulamentação e estrutura a governança climática chega preparado à fase obrigatória do mercado regulado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ius apoia empresas na gestão de requisitos legais ambientais e na estruturação da agenda ESG. <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Conheça os Serviços ESG da Ius</a>.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/mecanismo-de-desenvolvimento-limpo/">Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): do Protocolo de Kyoto ao mercado de carbono brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Incentivos fiscais ESG: como sua empresa pode aproveitar a tributação verde no Brasil</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/incentivos-fiscais-esg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Brenda Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 17:31:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25337</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/man-hand-holding-growing-plant-sack-pot-save-nature-ecology-earth-day-concept-1-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mão de homem segurando o pote de saco de planta em crescimento Salve a ecologia da natureza Conceito do dia da terra" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Entenda como os incentivos fiscais impulsionam a agenda ESG no Brasil, da extrafiscalidade à Reforma Tributária, e o que muda para a sua empresa.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/incentivos-fiscais-esg/">Incentivos fiscais ESG: como sua empresa pode aproveitar a tributação verde no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/man-hand-holding-growing-plant-sack-pot-save-nature-ecology-earth-day-concept-1-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mão de homem segurando o pote de saco de planta em crescimento Salve a ecologia da natureza Conceito do dia da terra" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Os incentivos fiscais ESG estão no centro das decisões de empresas que querem crescer sem abrir mão da sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Investidores, consumidores e órgãos reguladores cobram práticas que vão além do lucro e incorporam critérios ambientais, sociais e de governança à estratégia corporativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado tem papel direto nesse movimento. Por meio da tributação extrafiscal, ele estimula comportamentos econômicos socialmente desejáveis e recompensa quem investe em sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo explica em que medida os incentivos fiscais contribuem para a agenda ESG no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os fundamentos jurídicos da extrafiscalidade</li>



<li>Os principais incentivos ligados à sustentabilidade </li>



<li>O que muda com a Reforma Tributária</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-o-que-e-a-agenda-esg-e-por-que-ela-importa-para-as-empresas" class="wp-block-heading">O que é a agenda ESG e por que ela importa para as empresas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito ESG surgiu no relatório “Who Cares Wins”, elaborado em 2004 por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta era integrar fatores ambientais, sociais e de governança à avaliação de investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três pilares se dividem assim:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ambiental </strong>(Environmental): preservação de recursos naturais, redução de poluentes e adoção de práticas sustentáveis</li>



<li><strong>Social </strong>(Social): direitos humanos, diversidade, inclusão e responsabilidade social corporativa</li>



<li><strong>Governança </strong>(Governance): transparência, ética, compliance e gestão de riscos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção dessas práticas virou <strong>diferencial competitivo</strong>, que influencia o acesso a investimentos e fortalece a reputação da empresa diante do mercado.</p>



<h2 id="h-como-a-extrafiscalidade-tributaria-funciona-como-politica-publica" class="wp-block-heading">Como a extrafiscalidade tributária funciona como política pública?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tributação não serve apenas para arrecadar. Ela também cumpre uma finalidade extrafiscal, na qual <strong>o Estado usa tributos para incentivar ou desestimular condutas econômicas e sociais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a doutrina de Roque Antonio Carrazza, <strong>a extrafiscalidade permite usar a tributação como mecanismo de intervenção do Estado na economia</strong>, para alcançar objetivos constitucionais de interesse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição Federal de 1988</a> dá base a esse uso. A ordem econômica (art. 170) e a defesa do meio ambiente (art. 225) legitimam a<strong> concessão de incentivos fiscais como instrumento de política pública voltada ao desenvolvimento sustentável.</strong></p>



<h2 id="h-quais-incentivos-fiscais-impulsionam-a-agenda-esg" class="wp-block-heading">Quais incentivos fiscais impulsionam a agenda ESG?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Incentivos fiscais são benefícios concedidos pelo poder público por meio de<strong> redução, isenção, dedução ou diferimento de tributos.</strong> O objetivo é estimular determinadas atividades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários mecanismos tributários se conectam à agenda ESG, organizados pelos três pilares.</p>



<h3 id="h-incentivos-ambientais" class="wp-block-heading">Incentivos ambientais</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li> <strong>Benefícios para geração de energia renovável</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo:</strong> a isenção ou redução de ICMS para energia solar de geração distribuída, adotada por diversos estados.</li>



<li><strong> </strong><strong>Incentivos à eficiência energética</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: a depreciação acelerada de equipamentos mais eficientes e linhas de crédito com juros reduzidos para a troca de máquinas antigas.</li>



<li><strong>Programas de reciclagem e economia circular</strong><br><strong>Por exemplo</strong>: o crédito presumido para empresas que compram materiais recicláveis de cooperativas de catadores, previsto na Reforma Tributária.</li>



<li><strong>Créditos tributários para projetos de redução de emissão de carbono</strong><strong><br></strong><strong>Por exemplo</strong>: abatimentos e regimes especiais para projetos que comprovem a redução de emissões, que também podem gerar créditos de carbono negociáveis no SBCE.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de carbono ganhou marco legal com a Lei 15.042/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e abriu uma<strong> nova frente de receita para empresas que reduzem emissões</strong> (veja a análise completa da <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-federal-15-042-24/">Lei 15.042/2024</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O setor automotivo tem exemplo prático no Programa Mover, que combina tributação verde e alíquotas específicas de IPI para versões sustentáveis de veículos (entenda o <a href="https://blog.iusnatura.com.br/programa-mover-inovacao-incentivos-e-esg-decreto12435/">Programa Mover</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia também: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/credito-de-carbono-integridade-ambiental/">Mercado Regulado de Carbono no Brasil: o Que o SBCE Exige da Sua Empresa até 2030</a></p>



<h3 id="h-incentivos-sociais" class="wp-block-heading">Incentivos sociais</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Benefícios para programas de aprendizagem profissional</strong><br><strong>Exemplo</strong>: a contratação de jovens aprendizes, com encargos trabalhistas reduzidos</li>



<li><strong>Incentivos à contratação de pessoas com deficiência</strong><br><strong>Exemplo</strong>: reduções de tributos municipais para empresas que superam a cota legal de contratação de PcD</li>



<li><strong>Deduções para projetos sociais e culturais</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: o abatimento no Imposto de Renda por patrocínio a projetos culturais pela<a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/lei-rouanet/textos/legislacao"> Lei Rouanet</a>)</li>



<li><strong>Programas de inclusão e desenvolvimento comunitário</strong><br><strong>Exemplo</strong>: doações dedutíveis do Imposto de Renda aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente</li>
</ul>



<h3 id="h-incentivos-relacionados-a-governanca" class="wp-block-heading">Incentivos relacionados à governança</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Benefícios para inovação tecnológica</strong><br><strong>Exemplo</strong>: as deduções de IRPJ e CSLL sobre gastos com pesquisa e desenvolvimento pela<a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/lei-do-bem/paginas/o-que-e-a-lei-do-bem"> Lei do Bem</a></li>



<li><strong>Incentivos vinculados à conformidade regulatória</strong><br><strong>Exemplo</strong>: o tratamento prioritário no comércio exterior concedido às empresas certificadas como Operador Econômico Autorizado pela Receita Federal</li>



<li><strong>Programas de integridade e compliance </strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: a atenuação de multas para empresas com programa de integridade estruturado, prevista na<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12846.htm"> Lei Anticorrupção</a>)</li>



<li><strong>Transparência e boas práticas corporativas</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: a entrada em segmentos de listagem diferenciados da B3, como o Novo Mercado, e no Índice de Sustentabilidade Empresarial)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão da conformidade regulatória é a base da governança. O <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL</a> centraliza os requisitos legais aplicáveis à sua operação e mantém a empresa em dia com as obrigações que sustentam os incentivos fiscais.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>



<h2 id="h-como-a-reforma-tributaria-conecta-tributacao-e-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Como a Reforma Tributária conecta tributação e sustentabilidade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Emenda Constitucional 132/2023 reformou o Sistema Tributário Nacional e trouxe a defesa do meio ambiente como princípio expresso do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a reforma prevê:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Incentivos fiscais para produtos e serviços que colaboram com o meio ambiente</li>



<li>Oneração maior de produtos que degradam o meio ambiente, por meio do Imposto Seletivo</li>



<li>Tratamento fiscal preferencial para biocombustíveis e hidrogênio verde</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O Imposto Seletivo incide sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regulamentação avançou com a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp214.htm">Lei Complementar 214/2025</a>.</p>



<h2 id="h-quais-os-desafios-no-uso-de-incentivos-fiscais-para-esg" class="wp-block-heading">Quais os desafios no uso de incentivos fiscais para ESG?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços, o uso de incentivos fiscais para a agenda ESG ainda enfrenta obstáculos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Complexidade do sistema tributário brasileiro</li>



<li>Insegurança jurídica</li>



<li>Ausência de padronização de critérios ESG</li>



<li>Dificuldade de mensurar os impactos gerados pelos benefícios</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a tendência é de <strong>fortalecimento das políticas de sustentabilidade</strong>, puxada pela <strong>Reforma Tributária </strong>e pelo<strong> aumento das exigências de transparência por investidores e reguladores</strong>.</p>



<h2 id="h-incentivos-fiscais-e-esg-o-que-a-sua-empresa-deve-fazer" class="wp-block-heading">Incentivos fiscais e ESG: o que a sua empresa deve fazer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os incentivos fiscais são instrumentos concretos de promoção da agenda ESG. Eles permitem ao Estado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estimular práticas empresariais alinhadas ao desenvolvimento sustentável </li>



<li>Recompensar quem reduz impactos ambientais</li>



<li>Amplia a inclusão social </li>



<li>Fortalecer a governança</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para a empresa, aproveitar esses incentivos exige<strong> controle das obrigações legais e capacidade de comprovar as práticas adotadas</strong>. Ampliar e aperfeiçoar os benefícios voltados à sustentabilidade é caminho direto para consolidar o ESG no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ius apoia empresas na estruturação da agenda ESG, do diagnóstico ao relatório. Conheça os <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Serviços ESG da Ius</a>.</p>
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		<title>Empilhamento drenado: o que diz a legislação sobre pilhas de rejeitos na mineração</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/empilhamento-drenado-o-que-diz-a-legislacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 16:51:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Mineração]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25306</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/5956-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Excavadora de roda de balde 258 na mina" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p> Entenda como a legislação trata o empilhamento drenado de rejeitos, da Resolução ANM 220/2025 ao fechamento de pilhas, e como manter a conformidade.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/5956-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Excavadora de roda de balde 258 na mina" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>empilhamento drenado</strong> se consolidou como a <strong>principal alternativa às barragens de rejeito </strong>na mineração brasileira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após os últimos rompimentos de barragens, o método ganhou escala e passou a ocupar posição central nas agendas regulatória, ESG e de gestão de riscos das mineradoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de método, porém,<strong> não eliminou as obrigações legais</strong>. As pilhas de rejeito e de estéril estão sujeitas a uma <strong>arquitetura normativa fragmentada</strong>, que envolve normas<strong>:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>minerárias;</strong></li>



<li><strong>ambientais;</strong></li>



<li><strong>de recursos hídricos;</strong></li>



<li><strong>de responsabilização civil e penal</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Por que o tema ganhou centralidade;</li>



<li>Quais normas regulam o empilhamento drenado;</li>



<li>O que muda com a Resolução ANM 220/2025 e;</li>



<li>Quais responsabilidades permanecem após o fechamento das pilhas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Precisa de apoio na gestão da conformidade legal e no compliance ESG (próprio e de terceiros)?<a href="https://www.iusnatura.com.br/contato"> Fale com nossos especialistas e veja como podermos apoiar a sua empresa</a>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://conteudo.iusnatura.com.br/descomplicando-a-certificacao-irma"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="536" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-1024x536.png" alt="" class="wp-image-25847" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-1024x536.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-300x157.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-768x402.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-1536x804.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Certificacao-IRMA-1910x1000-1-2048x1072.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 id="h-por-que-as-pilhas-de-rejeito-entraram-no-centro-da-agenda-regulatoria" class="wp-block-heading">Por que as pilhas de rejeito entraram no centro da agenda regulatória</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A centralidade do tema decorre de uma sequência de eventos que transformou a governança de rejeitos no Brasil, como os rompimentos das barragens de mineração nos últimos anos e:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ascensão das estruturas de rejeito nas agendas ESG e de gestão de risco</strong> das grandes mineradoras a partir de 2019;</li>



<li><strong>Publicação, em agosto de 2020, do Padrão Global da Indústria para Gestão de Rejeitos (</strong><a href="https://globaltailingsreview.org/global-industry-standard/"><strong>GISTM</strong></a><strong>)</strong>, primeiro marco mundial de governança do ciclo de vida dessas estruturas;</li>



<li><strong>Alteração da Política Nacional de Segurança de Barragens</strong> pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14066.htm">Lei 14.066/2020</a>, que proibiu a construção e o alteamento de barragens a montante. Outros tipos de barragem (jusante e linha de centro) continuam permitidas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Desta maneira, com a proibição das barragens a montante e os prazos de descaracterização, o empilhamento drenado ganhou escala como <strong>método alternativo de disposição de rejeitos</strong>, impulsionando novas exigências regulatórias e premissas de mercado.</p>



<h2 id="h-o-que-e-empilhamento-drenado" class="wp-block-heading">O que é empilhamento drenado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-220-de-16-de-outubro-de-2025-663111294">Resolução ANM 220/2025</a> define o empilhamento drenado como:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estrutura construída hidraulicamente com rejeitos</strong>, configurada como <strong>maciço permeável,</strong> dotada d<strong>e sistema de drenagem de fundo</strong> e com <strong>formação de espelho de água reduzido ou temporário.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, <strong>o rejeito é desaguado</strong> (por espessamento ou filtragem) antes da disposição, o que reduz a quantidade de água armazenada na estrutura e, consequentemente, o potencial destrutivo em caso de falha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso não significa ausência de risco:</strong> as pilhas também estão sujeitas a erosão, instabilidade e, em certos casos, liquefação.</p>



<h2 id="h-quais-normas-regulam-o-empilhamento-de-rejeitos" class="wp-block-heading">Quais normas regulam o empilhamento de rejeitos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe uma norma única do empilhamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura é regulada simultaneamente por diversos marcos, que evoluíram ao longo das últimas décadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0227.htm">Decreto-Lei 227/1967</a> (Código de Mineração): base legal da atividade minerária no Brasil.</li>



<li><a href="http://antigo.anm.gov.br/portal/acesso-a-informacao/legislacao/portarias-do-diretor-geral-do-dnpm/portarias-do-diretor-geral/portaria-no-237-em-18-10-2001-do-diretor-geral-do-dnpm/view">Portaria DNPM 237/2001</a>: aprovou as Normas Reguladoras de Mineração, incluindo a NRM-19 (disposição de estéril e rejeitos), a NRM-20 (suspensão e fechamento de mina) e a NRM-21 (reabilitação de áreas mineradas).</li>



<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9406.htm">Decreto 9.406/2018</a>: regulamento do Código de Mineração, com previsões sobre fechamento de mina e recuperação ambiental.</li>



<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12334.htm">Lei 12.334/2010</a>, alterada pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14066.htm">Lei 14.066/2020</a>: Política Nacional de Segurança de Barragens, que alcança empilhamentos drenados suscetíveis à liquefação.</li>



<li><a href="https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens/legislacao/resolucao-no-95-2022.pdf">Resolução ANM 95/2022</a>: consolidou os atos normativos de segurança de barragens de mineração e trouxe obrigações específicas para empilhamentos drenados.</li>



<li><a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-220-de-16-de-outubro-de-2025-663111294">Resolução ANM 220/2025</a>: novo marco regulatório de segurança de barragens, que substituirá gradualmente a Resolução 95/2022.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além das normas minerárias, o empilhamento se submete:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ao licenciamento ambiental;</li>



<li>Às regras de recursos hídricos (outorgas e intervenções em cursos d&#8217;água);</li>



<li>À proteção de cavidades naturais, fauna e flora;</li>



<li>Ao patrimônio cultural e</li>



<li>Às normas de segurança ocupacional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio, portanto, é justamente a <strong>coexistência de múltiplos sistemas de controle sobre a mesma estrutura</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as mudanças recentes no licenciamento, leia também: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/novo-marco-do-licenciamento-legal-na-mineracao/">Novo marco do licenciamento ambiental na mineração</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhar simultaneamente normas da ANM, dos órgãos ambientais e de recursos hídricos exige gestão estruturada de requisitos legais. Com o CAL, sua empresa identifica, monitora e avalia a conformidade da sua operação com toda a legislação aplicável. <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Conheça o CAL</a>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>



<h2 id="h-como-a-resolucao-anm-220-2025-trata-os-empilhamentos-drenados" class="wp-block-heading">Como a Resolução ANM 220/2025 trata os empilhamentos drenados</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Publicada em outubro de 2025, a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-220-de-16-de-outubro-de-2025-663111294">Resolução ANM 220/2025</a> atualiza o marco regulatório de segurança de barragens de mineração e entra em vigor em 2027, quando substituirá integralmente a Resolução ANM 95/2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os empilhamentos drenados, a lógica já estabelecida pela <a href="https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens/legislacao/resolucao-no-95-2022.pdf">Resolução ANM 95/2022</a> é mantida e aprimorada:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Todo empilhamento drenado deve possuir estudo técnico elaborado por profissional legalmente habilitado e registrado no sistema CONFEA/CREA, que avalie as condições geotécnicas da estrutura e conclua, de forma fundamentada, quanto à sua suscetibilidade ao fenômeno da liquefação;</li>



<li>Empilhamentos suscetíveis à liquefação ficam sujeitos às obrigações aplicáveis às barragens de mineração e devem ser cadastrados no <a href="https://sigbm.anm.gov.br/Publico">Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM)</a>;</li>



<li>Empilhamentos não suscetíveis devem ser reavaliados periodicamente e, se constatada a suscetibilidade, passam de imediato ao regime das barragens.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A nova resolução também revisa os critérios de classificação por Dano Potencial Associado e Categoria de Risco e exige que revisões periódicas de segurança sejam conduzidas por equipes independentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Detalhamos essas mudanças no artigo <a href="https://blog.iusnatura.com.br/anm-publica-novo-marco-regulatorio-resolucao-anm-220-25/">ANM publica novo marco regulatório de segurança de barragens</a>.</p>



<h2 id="h-fechamento-de-pilhas-obrigacoes-que-nao-terminam-com-a-operacao" class="wp-block-heading">Fechamento de pilhas: obrigações que não terminam com a operação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na mineração contemporânea, uma pilha pode deixar de operar, mas não deixa de existir do ponto de vista jurídico e ambiental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo de vida da estrutura percorre cinco fases:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25307" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-1024x576.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-300x169.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-768x432.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-1536x864.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O fechamento é disciplinado pelo <strong>Plano de Fechamento de Mina (PFM)</strong>, regulado pela <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-68-de-30-de-abril-de-2021-317640591">Resolução ANM 68/2021</a>, que também deve<strong> contemplar as estruturas de disposição de rejeitos e estéril.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ressaltar que, mesmo após o encerramento, <strong>permanecem possíveis as responsabilizações civil, administrativa e penal</strong>, tendo em vista que a responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva, nos termos da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei 6.938/1981</a> (Política Nacional do Meio Ambiente), e condutas lesivas podem configurar <strong>crimes previstos na </strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm"><strong>Lei 9.605/1998</strong></a><strong>.</strong></p>



<h2 id="h-esg-e-a-nova-governanca-das-estruturas-de-rejeito" class="wp-block-heading">ESG e a nova governança das estruturas de rejeito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além das normas estatais, o mercado passou a exigir<strong> padrões próprios de governança</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <em>Global Industry Standard on Tailings Management</em> (<a href="https://globaltailingsreview.org/global-industry-standard/">GISTM</a>) estabelece 15 princípios e 77 requisitos auditáveis, cobrindo governança corporativa, gestão integrada de riscos, transparência, relacionamento com comunidades, resposta a emergências, fechamento e pós-fechamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indicadores como percentual de rejeito filtrado, recirculação de água, área revegetada e auditorias independentes tornaram-se métricas ESG acompanhadas por investidores e seguradoras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A gestão de emergências também integra esse conjunto de exigências</strong>, como explicamos no artigo sobre o <a href="https://blog.iusnatura.com.br/paebm-barragens-mineracao/">Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM)</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público também ampliou sua atuação preventiva sobre o tema, por meio de recomendações, inquéritos civis e termos de ajustamento de conduta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte relevante da governança da atividade minerária é atualmente estruturada, também, por meio de instrumentos extrajudiciais, que <strong>complementam</strong> as exigências decorrentes do processo de licenciamento ambiental e da legislação aplicável.&nbsp;</p>



<h2 id="h-como-manter-a-conformidade-legal-do-empilhamento-drenado" class="wp-block-heading">Como manter a conformidade legal do empilhamento drenado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O empilhamento drenado <strong>resolveu parte dos riscos</strong> associados às barragens, mas <strong>criou uma nova camada de obrigações</strong>:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estudos de liquefação;</li>



<li>Cadastro no SIGBM, quando aplicável;</li>



<li>Licenças e condicionantes ambientais;</li>



<li>Plano de fechamento e;</li>



<li>Monitoramento de longo prazo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O mapeamento e o monitoramento contínuo dos requisitos legais aplicáveis a cada estrutura tornaram-se processos indispensáveis</strong>, principalmente com normas em transição (a Resolução ANM 220/2025 conviverá com a Resolução 95/2022 até 2027) e múltiplos órgãos fiscalizadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Ius apoia mineradoras na gestão de requisitos legais ambientais</strong>, <strong>minerários e de segurança ocupacional.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Solicite uma proposta</a> e saiba como estruturar a conformidade legal das suas estruturas de disposição de rejeitos.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/empilhamento-drenado-o-que-diz-a-legislacao/">Empilhamento drenado: o que diz a legislação sobre pilhas de rejeitos na mineração</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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