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	<title>ESG - ESG em Dia</title>
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	<description>O portal da Ius sobre Sustentabilidade e Gestão Legal</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Sep 2026 20:21:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>ESG - ESG em Dia</title>
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	<item>
		<title>Compliance ESG no conselho: risco, ROI e o custo do &#8220;não compliance&#8221;</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/compliance-esg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 18:44:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conformidade Legal]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/medium-shot-business-team-working-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Equipe de negócios de tiro médio trabalhando" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Compliance ESG no conselho: transforme risco regulatório em número, calcule o custo do não compliance e monte o business case para a diretoria.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/compliance-esg/">Compliance ESG no conselho: risco, ROI e o custo do &#8220;não compliance&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/medium-shot-business-team-working-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Equipe de negócios de tiro médio trabalhando" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">O conselho de administração raramente decide sobre compliance ESG discutindo normas técnicas. Decide diante de duas colunas de números: quanto custa investir em conformidade agora, e quanto pode custar não ter investido quando o problema aparecer. É essa pergunta a que este artigo responde, com dados no lugar de apelo normativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a alta liderança, o compliance ESG aparece hoje como uma linha de risco financeiro concreta. Ele entra na ata da reunião do conselho, na análise de crédito do banco e na due diligence de qualquer fusão ou aquisição.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta que ocupa a cadeira de decisão tem uma forma bem definida: quanto custa não ter investido em conformidade ambiental, social e de governança quando o passivo aparece.</p>



<h2 id="h-por-que-o-compliance-esg-virou-pauta-do-conselho" class="wp-block-heading"><strong>Por que o compliance ESG virou pauta do conselho</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, conformidade legal e ambiental foi tratada como pauta operacional. Ficava com o jurídico, com o time de meio ambiente, com a área de segurança e saúde no trabalho (SST). Chegava ao conselho apenas quando alguma coisa já tinha dado errado (uma autuação, uma ação civil pública, uma matéria na imprensa).</p>



<figure class="wp-block-image size-large has-custom-border"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-1024x683.jpg" alt="Pessoas em reunião de negócios em alto ângulo
" class="wp-image-25533" style="border-top-left-radius:10px;border-top-right-radius:10px;border-bottom-left-radius:10px;border-bottom-right-radius:10px" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-767x512.jpg 767w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-1536x1025.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/people-business-meeting-high-angle-scaled.jpg 1798w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo mudou por uma razão estrutural: o risco de compliance se tornou sistêmico. Ele afeta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o acesso a crédito</li>



<li>o valuation em operações de M&amp;A</li>



<li>a elegibilidade em licitações </li>



<li>a responsabilidade pessoal de quem ocupa a cadeira de decisão</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), referência nacional em governança, trata o risco ESG como uma das grandes frentes que desafiam conselhos de administração atualmente, ao lado dos riscos reputacional, cibernético e geopolítico (<a href="https://www.ibgc.org.br/blog/principais-riscos-desafiam-conselhos">IBGC — Os principais riscos que desafiam os conselhos</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O ESG ocupa hoje a pauta de risco corporativo com o mesmo peso estratégico desses outros temas.</p>



<h2 id="h-o-que-esta-em-jogo-quando-a-diretoria-decide-nao-agir" class="wp-block-heading"><strong>O que está em jogo quando a diretoria decide não agir</strong></h2>



<h3 id="h-a-multa-e-o-primeiro-item-de-uma-cadeia-de-consequencias" class="wp-block-heading"><strong>A multa é o primeiro item de uma cadeia de consequências</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um conselho avalia o custo de não fazer nada, a tendência natural é pensar apenas no valor da multa administrativa. É um erro de dimensionamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998</a> (Lei de Crimes Ambientais), em seu artigo 75, fixa a multa administrativa entre <strong>R$ 50,00 e R$ 50 milhões por infração</strong>, e o artigo 18 da mesma lei permite <strong>multiplicar esse valor em até três vezes</strong> quando a multa se revela ineficaz frente à vantagem econômica obtida pelo infrator (<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei nº 9.605/1998 — Planalto</a>). O teto legal previsto não corresponde ao teto real da exposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A multa é o primeiro item da conta. Na sequência, vêm:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Embargo ou interdição de atividade</strong>, com impacto direto na receita operacional;</li>



<li><strong>Perda de elegibilidade</strong> em licitações públicas e em cadeias de suprimento de grandes compradores, que hoje exigem due diligence de conformidade de seus fornecedores;</li>



<li><strong>Travamento de operações de crédito e M&amp;A</strong>, quando passivos ambientais, trabalhistas ou de governança aparecem na due diligence e reduzem o valor de negociação ou paralisam a transação;</li>



<li><strong>Exposição pessoal</strong> de quem decide.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse último ponto costuma ser o que realmente move a agenda do conselho.</p>



<h3 id="h-a-responsabilidade-alcanca-administradores-e-conselheiros-pessoalmente" class="wp-block-heading"><strong>A responsabilidade alcança administradores e conselheiros pessoalmente</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Dois dispositivos legais mudam a leitura de risco para quem ocupa cadeira de diretoria ou conselho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 158 da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976) estabelece que <strong>o administrador responde civilmente</strong>, com o próprio patrimônio, por danos causados quando age dentro de suas atribuições com culpa ou dolo, ou quando viola a lei ou o estatuto social (<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm">Lei nº 6.404/1976 — Planalto</a>). Achar que a responsabilidade pára na pessoa jurídica é uma leitura desatualizada da legislação societária brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo ambiental, o artigo 2º da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei de Crimes Ambientais</a> responsabiliza também &#8220;o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico [&#8230;] que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saber da irregularidade e deixar de agir já configura, por si, fato <strong>gerador de responsabilidade</strong>, mesmo sem participação direta na infração.</p>



<h3 id="h-um-prazo-que-ja-esta-correndo" class="wp-block-heading"><strong>Um prazo que já está correndo</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Há um vetor de risco com data marcada, relevante para qualquer conselho que ainda trate o tema como assunto restrito ao RH.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova redação da NR-1 incluiu os <strong>fatores de risco psicossociais</strong> (sobrecarga, metas inatingíveis e assédio, entre outros) no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/sst-portarias/2025/portaria-mte-no-765-prorroga-inicio-de-vigencia-cap-1-5-da-nr-01.pdf/view">Portaria MTE nº 765/2025</a> prorrogou o início da vigência dessa nova redação (item 1.5 da NR-01) até 25 de maio de 2026, de modo que a exigência passa a valer em 26 de maio de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até essa data, o Ministério do Trabalho e Emprego mantém o período em caráter orientativo. A partir dela, a obrigação passa a ser exigível na fiscalização, com estrutura já detalhada no <a href="https://blog.iusnatura.com.br/gro-e-pgr-na-nr1/">levantamento de perigos e riscos do GRO e do PGR na NR-1</a>.</p>



<h2 id="h-a-conta-que-o-conselho-costuma-deixar-de-fazer-o-custo-de-nao-decidir" class="wp-block-heading"><strong>A conta que o conselho costuma deixar de fazer: o custo de não decidir</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A objeção mais comum na sala de reunião é conhecida: investir em compliance ESG custa caro. A objeção é legítima e, ao mesmo tempo, <strong>incompleta</strong>. Ela compara o custo de agir com zero, quando a <strong>comparação correta é com o custo real de não agir</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O raciocínio financeiro correto trabalha com três variáveis:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Custo de prevenção:</strong> o investimento estruturado em governança, monitoramento legal e gestão de risco, com desembolso previsível e diluído no tempo.</li>



<li><strong>Custo de remediação:</strong> o que custa corrigir depois que o problema já aconteceu: multa, embargo, indenização, honorários, tempo de gestão desviado para a crise.</li>



<li><strong>Custo de oportunidade:</strong> negócios perdidos por falta de elegibilidade em licitações e cadeias de suprimento, crédito mais caro ou negado, e valuation reduzido em operações de M&amp;A por passivo não mapeado.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum conselho experiente compraria um seguro olhando apenas o prêmio mensal, sem perguntar qual é a cobertura e qual é o sinistro que ele evita. Compliance ESG estruturado segue a mesma lógica. <strong></strong>O investimento tem valor previsível. <strong>A ausência de investimento carrega custo imprevisível</strong> e, historicamente, maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda um efeito menos visível. <strong>Bancos e investidores institucionais vêm incorporando critérios ESG na análise de risco de crédito e de capital</strong>. A ausência de governança estruturada em ESG aparece, com frequência crescente, como fator explícito de risco na mesa de negociação de crédito, financiamento e fusões.</p>



<h2 id="h-o-padrao-das-empresas-que-tratam-conformidade-como-funcao-estrategica" class="wp-block-heading"><strong>O padrão das empresas que tratam conformidade como função estratégica</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que tiram a gestão de conformidade do modo reativo (aquele que só responde a auditoria, fiscalização ou multa) e a colocam como função estratégica de governança apresentam um padrão comum, recorrente em conselhos mais maduros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Há um responsável por conformidade com voz no comitê executivo, além do nível operacional;</li>



<li>Existe um painel de indicadores consolidado, com visibilidade permanente da diretoria, no lugar de relatórios pontuais sob demanda;</li>



<li>Vencimentos de licenças, prazos legais e obrigações regulatórias são monitorados com antecedência, sem correções sob pressão;</li>



<li>Os riscos legais e ambientais são quantificados financeiramente, para que o conselho decida com número, e não com sensação;</li>



<li>Os mesmos dados de conformidade alimentam o relatório ESG da empresa, o que elimina retrabalho e inconsistência entre o que se reporta e o que se pratica.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa postura tem efeito direto sobre o argumento de custo. Quando a conformidade é monitorada continuamente, o gasto se torna previsível e entra no orçamento recorrente, como qualquer função de governança. Quando é reativa, o gasto se torna volátil: fica invisível até virar emergência, e a emergência sempre custa mais do que a prevenção teria custado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale distinguir os dois processos que sustentam essa maturidade. A <a href="https://blog.iusnatura.com.br/diferenca-entre-gestao-de-requisitos-legais-gestao-de-compliance/">diferença entre gestão de requisitos legais e gestão de compliance</a> explica por que identificar as obrigações aplicáveis e verificar o cumprimento delas são etapas complementares, e por que o conselho precisa das duas.</p>



<h2 id="h-o-papel-da-tecnologia-na-visibilidade-que-o-conselho-precisa" class="wp-block-heading"><strong>O papel da tecnologia na visibilidade que o conselho precisa</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos maiores obstáculos práticos para o conselho decidir bem é a <strong>falta de visibilidade consolidada</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em empresas com múltiplas unidades, plantas ou operações, o risco legal fica disperso: em planilhas, em e-mails, no conhecimento tácito de quem sempre cuidou disso. Esse <strong>modelo não escala e não é auditável</strong>. É justamente o ponto que costuma aparecer sem aviso numa due diligence de M&amp;A ou numa auditoria externa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É esse o problema estrutural que a Ius Natura resolve com o <strong>CAL Guardião</strong>:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Serviço de monitoramento contínuo das obrigações legais aplicáveis à operação da empresa, com um consultor fixo especializado em Meio Ambiente, SST, Qualidade e ESG, que sinaliza a necessidade de ação antes que a pendência se transforme em não conformidade, multa ou passivo&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal/guardiao">Conheça o CAL Guardião</a> </p>



<figure class="wp-block-image size-large has-custom-border"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-1024x683.png" alt="Captura de tela sistema cal" class="wp-image-25534" style="border-top-left-radius:10px;border-top-right-radius:10px;border-bottom-left-radius:10px;border-bottom-right-radius:10px" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-1024x683.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-300x200.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-768x512.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703-1536x1024.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/magnific__coloque-essa-captura-de-tela-na-tela-do-notebook__5703.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo funciona por alerta antecipado, com <strong>rastreabilidade documental</strong> completa, disponível para qualquer auditoria externa ou due diligence a qualquer momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o conselho, o valor prático aparece em três pontos:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>decisão baseada em dado atualizado</li>



<li>visibilidade permanente do risco</li>



<li>uma resposta objetiva à pergunta que todo investidor e todo banco fazem em due diligence: &#8220;como vocês sabem, hoje, que estão em conformidade?&#8221;</li>
</ol>



<h2 id="h-da-defesa-ao-roi-como-levar-isso-para-a-proxima-reuniao-de-conselho" class="wp-block-heading"><strong>Da defesa ao ROI: como levar isso para a próxima reunião de conselho</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O argumento que convence um conselho tem duas propriedades: retorno mensurável e risco quantificado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três movimentos ajudam a estruturar essa conversa.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Traduza exposição legal em número:</strong> Antes de discutir orçamento de conformidade, mapeie o passivo potencial: </li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">quantas obrigações estão vencidas ou próximas do vencimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">qual o teto de multa aplicável a cada uma,</p>



<p class="wp-block-paragraph">qual o histórico de autuação do setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso transforma &#8220;risco regulatório&#8221; (uma expressão vaga) em uma cifra que qualquer CFO reconhece.</p>



<ol start="2" class="wp-block-list">
<li><strong>Compare cenários, não custos isolados:</strong> Apresente o custo de manter o modelo atual (reativo) diante do custo de estruturar monitoramento contínuo, incluindo nesse comparativo o efeito sobre elegibilidade comercial, crédito e velocidade de eventuais operações de M&amp;A.</li>



<li><strong>Peça uma avaliação de exposição antes de pedir orçamento:</strong> Fica mais fácil aprovar investimento quando o conselho já viu, em números da própria empresa, onde está o descoberto.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de qualquer decisão de investimento, o conselho precisa ver o retrato atual do risco com números. Uma avaliação diagnóstica de exposição legal e regulatória entrega esse retrato.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Fale com a equipe da Ius para estruturar esse diagnóstico e levar à sua diretoria um business case com risco quantificado e retorno mensurável</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conselho que decide com esse tipo de informação protege três coisas ao mesmo tempo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o patrimônio pessoal de quem assina a decisão</li>



<li>o valor de mercado da empresa </li>



<li>a velocidade dos negócios que dependem de uma reputação de conformidade sólida. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É esse o retorno concreto de tratar o compliance ESG como função permanente de governança.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Relatório de Sustentabilidade: o que é, como fazer e por que o mercado ainda exige (mesmo sem obrigatoriedade)</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/relatorio-de-sustentabilidade-o-que-e-como-fazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Libânio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25494</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corporate-businesswoman-reviewing-data-analytics-work-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher de negócios corporativa revisando análise de dados no trabalho" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>O relatório de sustentabilidade não é mais obrigatório pela CVM para empresas de capital aberto, mas segue exigido por investidores. Veja o que é, como fazer e quais padrões usar.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/relatorio-de-sustentabilidade-o-que-e-como-fazer/">Relatório de Sustentabilidade: o que é, como fazer e por que o mercado ainda exige (mesmo sem obrigatoriedade)</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corporate-businesswoman-reviewing-data-analytics-work-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher de negócios corporativa revisando análise de dados no trabalho" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/resolucao-244-relatorio-sustentabilidade/,">Resolução CVM nº 244</a> e mudou o jogo do reporte corporativo de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade no Brasil: o relatório de sustentabilidade, que caminhava para se tornar obrigatório para companhias abertas, baseado em um padrão internacionalmente reconhecido, voltou a ser voluntário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura apressada dessa notícia é perigosa, já que muitas empresas entenderam que podem simplesmente arquivar o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é bem assim. Uma coisa é a obrigatoriedade legal imposta pelo regulador. Outra, bem diferente, é a exigência do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investidores, bancos, grandes compradores e agentes da cadeia de suprimentos <strong>continuam pedindo comprovação das ações ambientais, sociais e de governança</strong> das empresas e organizações com quem se relacionam. Para esses públicos, a ausência de um relatório de sustentabilidade soa como falta de transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que é um relatório de sustentabilidade</li>



<li>O que mudou com a Resolução CVM 244/2026</li>



<li>Por que o documento continua sendo cobrado mesmo sem obrigatoriedade legal</li>



<li>Quais são os principais padrões e modelos</li>



<li>Passo a passo de como fazer o seu</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-e-um-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">O que é um relatório de sustentabilidade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um relatório de sustentabilidade é o documento em que uma organização apresenta, de forma estruturada, seu <strong>desempenho e seus impactos</strong> econômicos, ambientais e sociais, alinhados aos critérios ESG (Environmental, Social and Governance).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele <strong>traduz a estratégia de sustentabilidade da empresa em dados, evidências e metas verificáveis</strong>, servindo de canal de comunicação com investidores, órgãos reguladores, clientes e sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o relatório organiza informações em três pilares. Veja exemplos:</p>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image.jpg" alt="Agricultura inteligente com IoT agrícola
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</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-ambiental-e" class="wp-block-heading"><strong>Ambiental (E)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Trata de temas como emissões de gases de efeito estufa, consumo de energia, uso de água, gestão de resíduos e impactos sobre a biodiversidade, entre outros.</p>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-social-s" class="wp-block-heading"><strong>Social (S)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Diz respeito às práticas trabalhistas, saúde e segurança ocupacional, diversidade, equidade e inclusão, direitos humanos, investimento social e relação com a comunidade, com fornecedores e clientes, entre outros temas.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-1.jpg" alt="Colaboração criativa e sorriso para retrato startup e pessoas de vendas " class="wp-image-25496" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;width:207px;height:auto"/></figure>
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</div>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-2.jpg" alt="Pessoas de negócios numa reunião.
" class="wp-image-25497" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;width:222px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-2.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/image-2-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-governanca-g" class="wp-block-heading"><strong>Governança (G)</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui, avaliam-se questões tais como ética corporativa, transparência e responsabilização, composição e estrutura de governança, propósito em relação à sustentabilidade, controles internos, gestão de riscos, auditorias e conformidade legal.</p>
</div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">O diferencial de um bom relatório não está em descrever boas intenções, e sim em comprovar resultados com indicadores comparáveis ao longo do tempo. É essa transparência que o mercado valoriza.</p>



<h2 id="h-o-relatorio-de-sustentabilidade-ainda-e-obrigatorio-o-que-mudou-com-a-resolucao-cvm-244-2026" class="wp-block-heading">O relatório de sustentabilidade ainda é obrigatório? O que mudou com a Resolução CVM 244/2026</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui está a origem da confusão. A <a href="https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/resol193.html">Resolução CVM nº 193, de 2023</a>, havia estabelecido um cronograma para que companhias abertas, fundos de investimento e companhias securitizadoras passassem a divulgar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade conforme normas IFRS S1 e S2 do ISSB (adaptadas ao Brasil pelo Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade &#8211; CBPS); para as companhias de capital aberto, a publicação do relato seria obrigatória a partir de 2027, relativa ao exercício de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://conteudo.cvm.gov.br/legislacao/resolucoes/anexos/200/resol244.pdf">Resolução CVM nº 244</a>, publicada em 29 de maio de 2026, alterou a Resolução 193/2023 e revogou essa obrigatoriedade. O reporte passou a ser voluntário, sob o modelo &#8220;pratique ou explique&#8221; (comply or explain). Na prática, isso significa que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A divulgação do relatório de sustentabilidade no padrão CVM <strong>não é obrigatória</strong> para companhias de capital aberto.</li>



<li>A empresa que optar por não reportar deve <strong>comunicar publicamente essa decisão</strong> ao mercado.</li>



<li>A empresa que optar por reportar deve <strong>manter a divulgação</strong> por, no mínimo, três exercícios sociais consecutivos, e avisar o mercado antes de interromper.</li>



<li><strong>Quem reporta precisa seguir os padrões CBPS/ISSB</strong>, para preservar a confiabilidade e a comparabilidade das informações.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: o relatório não é mais uma imposição, mas ganhou o status de compromisso público.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Optar por não divulgar não é mais um silêncio neutro, e sim uma escolha que precisa ser justificada perante investidores e agentes do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender os detalhes jurídicos, prazos e o debate por trás dessa decisão, veja nossa análise completa sobre a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/resolucao-244-relatorio-sustentabilidade/">Resolução CVM 244 e o fim do reporte obrigatório</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que este relatório ainda é obrigatório para instituições financeiras de maior porte conforme regras da Comissão Monetária Nacional estabelecidas na Resolução CMN nº 4.818/2020, com redação dada pela&nbsp; <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&amp;numero=5185">Resolução CMN nº 5.185​</a>​/2024.</p>



<h2 id="h-por-que-o-relatorio-de-sustentabilidade-continua-sendo-exigido-pelo-mercado" class="wp-block-heading">Por que o relatório de sustentabilidade continua sendo exigido pelo mercado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A obrigatoriedade legal é apenas uma das forças que empurram as empresas a reportar, e não a mais forte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sob regime voluntário, o relatório de sustentabilidade segue sendo um mecanismo exigido por quem decide o <strong>acesso da empresa a capital, crédito e mercados</strong>. Veja os principais motivos.</p>



<h3 id="h-acesso-a-investidores-e-capital" class="wp-block-heading"><strong>Acesso a investidores e capital</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Fundos, gestoras e bancos incorporaram critérios ESG na análise de risco e na alocação de recursos. Sem dados de sustentabilidade padronizados e comparáveis, a empresa fica invisível para uma parcela crescente do capital, especialmente o estrangeiro, que segue os padrões do ISSB e da GRI como referência global.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-1024x683.jpg" alt="Trabalho de papelada
" class="wp-image-25499" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:641px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-767x512.jpg 767w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-1536x1025.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/paperwork-scaled.jpg 1798w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 id="h-exigencia-da-cadeia-de-suprimentos" class="wp-block-heading"><strong>Exigência da cadeia de suprimentos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Grandes compradores cobram de seus fornecedores comprovação de práticas ambientais, sociais e de governança. Participar de licitações, homologações e programas de fornecedores muitas vezes depende de apresentar indicadores e relatórios. Quem não reporta, perde contratos.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-25501" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:648px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-768x512.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-1536x1024.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/black-female-warehouse-worker-going-through-shipment-list-while-checking-stock-industrial-storage-compartment-scaled.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 id="h-reputacao-e-gestao-de-riscos" class="wp-block-heading"><strong>Reputação e gestão de riscos</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório é a principal defesa contra as acusações de greenwashing. Comunicar resultados com base em dados verificáveis protege a marca e evita o risco reputacional de promessas sem comprovação. Ele também ajuda a própria empresa a identificar pontos de melhoria e planejar metas de longo prazo.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-1024x683.jpg" alt="homem parando pilha de madeira caindo" class="wp-image-25500" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:656px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-768x512.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-1536x1024.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/businessman-using-wooden-pieces-scaled.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h3 id="h-diferenciacao-competitiva" class="wp-block-heading"><strong>Diferenciação competitiva</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto parte do mercado interpreta o fim da obrigatoriedade como permissão para parar, as empresas que mantêm o reporte se destacam. A transparência voluntária, hoje, comunica compromisso, maturidade e solidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o custo de não ter um relatório de sustentabilidade aparece na forma de <strong>crédito mais caro</strong>, <strong>portas fechadas com investidores</strong> e <strong>contratos perdidos</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized has-custom-border"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-25502" style="border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-left-radius:15px;border-bottom-right-radius:15px;aspect-ratio:1.4993118392925122;width:632px;height:auto" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-1024x683.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-300x200.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-768x512.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-1536x1024.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/stressed-businesswoman-checking-profit-resultes-standing-business-office-scaled.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer transformar dados ESG dispersos em um documento que o mercado reconhece?</strong> Conheça o <a href="https://www.iusnatura.com.br/relatorio-sustentabilidade">Relatório de Sustentabilidade da Ius</a>, que organiza dados, evidências e resultados em um documento claro e alinhado às melhores práticas internacionais.</p>



<h2 id="h-quais-sao-os-principais-padroes-e-modelos-de-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Quais são os principais padrões e modelos de relatório de sustentabilidade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe um único modelo de relatório de sustentabilidade. Existem padrões e frameworks que estruturam quais indicadores divulgar e como.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Escolher o padrão ou framework correto depende do setor, do porte e do público-alvo da empresa. Os principais são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.globalreporting.org/standards/"><strong>GRI (Global Reporting Initiative)</strong></a><strong>:</strong> existente desde 1997, é o padrão mais adotado no mundo. Organiza a divulgação de impactos econômicos, ambientais e sociais, e é a porta de entrada mais comum para quem começa a reportar. Utiliza a abordagem de materialidade de impacto (como as atividades da organização impactam o meio ambiente, a sociedade e a economia), sendo um relatório multi-stakeholder, ou seja, é mais voltado à comunicação com toda a cadeia de valor, incluindo investidores e mercado financeiro, colaboradores, sindicatos, clientes e consumidores, fornecedores, governo e órgãos reguladores, comunidades locais e a sociedade como um todo.</li>



<li><a href="https://www.ifrs.org/sustainability/knowledge-hub/introduction-to-issb-and-ifrs-sustainability-disclosure-standards/"><strong>ISSB IFRS S1 e S2</strong></a><strong>:</strong> as normas do International Sustainability Standards Board, focadas em informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e ao clima. São a referência adotada pela CVM (via Resolução 193/2023) e pela CMN (via Resolução nº 4.818/2020) e cada vez mais exigidas por investidores. Focado em materialidade financeira (como o meio ambiente, a sociedade e a economia impactam as atividades da organização). Voltado para comunicação com acionistas, investidores e credores.</li>



<li><a href="https://relatointegradobrasil.com.br/home/framework/"><strong>Relato Integrado (Integrated Reporting)</strong></a><strong>:</strong> conecta a estratégia financeira da empresa aos seus impactos operacionais, sociais e de governança em um único documento. Ele mostra como a estratégia, a governança e o desempenho de uma empresa geram valor ao longo do tempo, e explica o uso de <strong>seis capitais</strong>: financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social/relacionamento e natural. O público alvo principal são os provedores de capital financeiro.</li>



<li><a href="https://navigator.sasb.ifrs.org/"><strong>SASB</strong></a><strong>:</strong> padrão setorial também focado em como questões ambientais, sociais e de governança geram impactos financeiros e afetam o valor de uma empresa, hoje incorporado à estrutura do IFRS S1 e S2 do ISSB. Como também é focado em materialidade financeira, comunica com acionistas, investidores e credores.</li>



<li><a href="https://www.fsb-tcfd.org/"><strong>TCFD</strong></a><strong>:</strong> framework climático que descreve como uma organização gerencia os riscos e oportunidades financeiras relacionados às mudanças climáticas, igualmente incorporado à estrutura do IFRS S1 e S2 do ISSB. Possui como público alvo  investidores, credores e subscritores de seguros. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de escolher o padrão, as organizações precisam <strong>entender quais temas são realmente relevantes</strong> para o seu negócio e seus stakeholders.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o papel do estudo de determinação de materialidade, em que você pode aprofundar através dos nossos conteúdos sobre <a href="https://blog.iusnatura.com.br/materialidade-esg-tudo-o-que-voce-precisa-entender/">materialidade ESG</a> e <a href="https://blog.iusnatura.com.br/dupla-materialidade-pr203-esg-estrategico/">dupla materialidade</a>.</p>



<h2 id="h-como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo" class="wp-block-heading">Como fazer um relatório de sustentabilidade: passo a passo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Elaborar um relatório de sustentabilidade envolve mais do que reunir informações no início do ano, referente ao ano anterior. É um processo estruturado, que costuma seguir estas etapas:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-1024x576.png" alt="Infográfico com 7 passos para fazer um relatório de sustentabilidade: 1. Defina o objetivo e o público; 2. Faça a análise de materialidade; 3. Escolha o padrão de referência; 4. Colete e organize os dados; 5. Redija o relatório com evidências; 6. Verifique e assegure as informações; 7. Publique, analise e monitore resultados. Marca Ius no canto inferior esquerdo." class="wp-image-25511" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-1024x576.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-300x169.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-768x432.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1-1536x864.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade-passo-a-passo-Ius-1.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Defina o objetivo e o público:</strong> Determine com quem a organização deseja se comunicar (investidores, clientes, cadeia de suprimentos, órgãos reguladores, comunidade, sociedade em geral, entre outros) para então escolher o modelo de relatório, avaliando o que ele precisa comprovar. Isso orienta o nível de detalhe e o padrão ou framework a ser usado.</li>



<li><strong>Faça a análise de materialidade:</strong> Identifique, com base em dados e no diálogo com stakeholders, quais temas ambientais, sociais e de governança são mais relevantes para o negócio. É essa etapa que evita um relatório genérico e sem relevância.</li>



<li><strong>Escolha o padrão de referência:</strong> Selecione o padrão ou framework mais adequado (como por exemplo GRI, ISSB IRFS S1 e S2, Relato Integrado, SASB, ou uma combinação deles), de acordo com o setor e as exigências do seu público.</li>



<li><strong>Colete e organize os dados:</strong> Reúna dados de emissões e resíduos, consumo de recursos, indicadores sociais e de governança. A qualidade do relatório depende diretamente da confiabilidade, solidez e rastreabilidade dos dados de origem.</li>



<li><strong>Redija o relatório com evidências:</strong> Apresente compromissos, resultados, metas, avanços e também os desafios. Um relatório crível reconhece o que ainda precisa melhorar, em vez de listar apenas conquistas.</li>



<li><strong>Verifique e assegure as informações:</strong> Sempre que possível, submeta os dados a verificação (asseguração) independente. Isso aumenta a credibilidade perante investidores e reduz o risco de greenwashing.</li>



<li><strong>Publique, analise e monitore resultados:</strong> Divulgue o documento e mantenha o monitoramento contínuo dos indicadores e metas, preparando o ciclo do próximo relatório, sempre buscando a melhoria contínua da gestão da sustentabilidade.</li>
</ol>



<h3 id="h-modelo-e-exemplo-de-estrutura-de-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Modelo e exemplo de estrutura de relatório de sustentabilidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo de estrutura básica de relatório de sustentabilidade costuma incluir os elementos abaixo. Essa organização é um ponto de partida, e deve ser adaptada à realidade e ao setor de cada empresa.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mensagem da liderança:</strong> carta de abertura assinada pela presidência, CEO ou conselho. Comunica o compromisso da alta gestão com a agenda ESG, faz um balanço do período e aponta as prioridades. Serve para mostrar que a sustentabilidade é decisão estratégica do negócio.</li>



<li><strong>Perfil e contexto da organização:</strong> apresentação de quem é a empresa: setor de atuação, porte, principais operações, mercados atendidos, número de colaboradores e cadeia de valor. Também define o escopo do relatório (quais unidades cobre) e o período de referência dos dados.</li>



<li><strong>Lista de Temas Materiais:</strong> resultado da análise de materialidade, apresentado de forma visual (matriz de materialidade) ou em tabela. Mostra quais temas ambientais, sociais e de governança são mais relevantes para o negócio e para os stakeholders. É ela que justifica por que o relatório dá mais peso a determinados assuntos.</li>



<li><strong>Desempenho ambiental (E):</strong> indicadores e resultados da dimensão ambiental, como emissões de gases de efeito estufa (escopos 1, 2 e 3), consumo de energia e água, geração e destinação de resíduos e efluentes, impactos sobre a biodiversidade, uso do solo e de produtos químicos, gestão de áreas degradadas e passivos ambientais, entre outros. Idealmente, com a evolução em relação a anos anteriores e as metas assumidas.</li>



<li><strong>Desempenho social (S):</strong> informações sobre pessoas e relações da empresa, tais como impacto social, saúde e segurança ocupacional, práticas trabalhistas, diversidade e inclusão, treinamento e desenvolvimento profissional, direitos humanos e relacionamento com comunidades e fornecedores, entre outros.</li>



<li><strong>Práticas de governança (G):</strong> tais como descrição da composição e estrutura de governança, dos controles internos, liderança, ética corporativa, gestão de riscos, canais de denúncia, políticas de compliance e conformidade com a legislação aplicável.</li>



<li><strong>Metas e compromissos:</strong> objetivos de curto, médio e longo prazo, com prazos e indicadores claros. É o que permite ao leitor acompanhar, ano a ano, se a organização está cumprindo o que prometeu, e transforma o relatório em instrumento de prestação de contas.</li>



<li><strong>Sumário de conteúdo do padrão adotado (por exemplo, o índice GRI):</strong> tabela final que mapeia cada divulgação exigida pelo padrão escolhido e indica em qual página do relatório ela está. Dá rastreabilidade às informações e facilita a comparação entre empresas e entre diferentes anos.</li>
</ul>



<h2 id="h-como-a-ius-apoia-empresas-na-elaboracao-do-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Como a Ius apoia empresas na elaboração do relatório de sustentabilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Montar um relatório de sustentabilidade que o mercado leve a sério exige método:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>materialidade bem feita;</li>



<li>dados confiáveis e rastreáveis;</li>



<li>alinhamento a padrões internacionais e boas práticas de mercado;</li>



<li>conexão com os requisitos legais aplicáveis ao negócio. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que a Ius atua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.iusnatura.com.br/relatorio-sustentabilidade">Relatório de Sustentabilidade da Ius</a> organiza dados, evidências e resultados em um documento estruturado e alinhado às melhores práticas, pronto para dialogar com investidores, a sociedade e demais públicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para organizações que ainda estão no início da jornada, os <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Serviços ESG da Ius</a> incluem capacitações para letramento em ESG, diagnóstico de maturidade, análise de materialidade, estruturação de estratégica e de indicadores e consultoria em governança e conformidade regulatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E como boa parte do pilar de governança depende de comprovar conformidade legal, o <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL</a> mantém a gestão de requisitos legais da organização sempre atualizada, gerando a base de evidências que sustenta o relatório na frente regulatória de meio ambiente, energia, saúde e segurança ocupacional, responsabilidade social, qualidade, antissuborno, segurança da informação, trabalhista, tributário, governança corporativa (mosaico ES), entre outros escopos de legislação disponíveis.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-perguntas-frequentes-sobre-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre relatório de sustentabilidade</h2>



<h3 id="h-como-fazer-um-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading"><strong>Como fazer um relatório de sustentabilidade?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Defina o objetivo e o público, faça a análise de materialidade, defina a governança e a estratégia ESG, escolha o padrão de referência (como GRI, IFRS ou SASB), colete e organize os dados, redija o relatório com evidências, submeta as informações a verificação independente e publique, mantendo o monitoramento contínuo dos indicadores e a análise crítica para a melhoria contínua.</p>



<h3 id="h-quais-sao-os-relatorios-de-sustentabilidade-mais-usados" class="wp-block-heading"><strong>Quais são os relatórios de sustentabilidade mais usados?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais padrões são o GRI (Global Reporting Initiative), o mais adotado no mundo; as normas do ISSB (IFRS S1 e S2), focadas em informações financeiras ligadas à sustentabilidade e ao clima; o Relato Integrado; SASB; e TCFD.</p>



<h3 id="h-qual-e-o-modelo-de-relatorio-de-sustentabilidade" class="wp-block-heading"><strong>Qual é o modelo de relatório de sustentabilidade?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não há um modelo único. A estrutura mais comum reúne mensagem da liderança, perfil da organização, temas materiais, desempenho ambiental, social e de governança, estratégia ESG, compromissos e metas, e o sumário de conteúdo do padrão adotado. O modelo deve ser adaptado ao setor e ao porte da empresa.</p>



<h3 id="h-o-relatorio-de-sustentabilidade-ainda-e-obrigatorio-no-brasil" class="wp-block-heading"><strong>O relatório de sustentabilidade ainda é obrigatório no Brasil?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a Resolução CVM nº 244, de maio de 2026, o reporte deixou de ser obrigatório para companhias abertas e passou ao regime voluntário &#8220;pratique ou explique&#8221;. A empresa que decide não reportar precisa comunicar essa opção ao mercado. Mesmo voluntário, o relatório continua sendo exigido por investidores e agentes de mercado. Vale lembrar que este relatório ainda é obrigatório para instituições financeiras de maior porte conforme regras da Comissão Monetária Nacional estabelecidas na Resolução CMN nº 4.818/2020, com redação dada pela&nbsp; <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&amp;numero=5185">Resolução CMN nº 5.185​</a>​/2024.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O fim da obrigatoriedade imposta pela CVM não encerra a era dos relatórios de sustentabilidade, mesmo porque eles são publicados voluntariamente desde meados dos anos 1980.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário: ele separa as empresas que reportam por medo de multa das que reportam porque entendem o valor da transparência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para investidores, bancos e grandes compradores, o relatório continua sendo a evidência de que uma empresa gerencia riscos, cumpre a legislação e leva a agenda ESG a sério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a sua empresa quer usar o relatório de sustentabilidade como um ativo de reputação e acesso a mercado (e não apenas como cumprimento de norma), a Ius pode ajudar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Solicite uma proposta ou fale com um especialista</a> e estruture um relatório que o mercado reconhece.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/relatorio-de-sustentabilidade-o-que-e-como-fazer/">Relatório de Sustentabilidade: o que é, como fazer e por que o mercado ainda exige (mesmo sem obrigatoriedade)</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ESG e Gestão Ambiental: guia prático para gestores, Compliance e sustentabilidade</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/esg-e-gestao-ambiental-guia-pratico-para-gestores-compliance-e-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hiago de Paula]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 20:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25422</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/3510-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher engenheira usando um capacete de segurança na cabeça verificar as condições climáticas da natureza e do ambiente Pronto para usar a tecnologia para trabalhar com digital em renovável Mulher engenheiro mostrar ícone ESG" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>ESG e Gestão Ambiental na prática: integre governança, compliance, gestão de riscos e a ABNT PR 2030 para reduzir riscos e garantir conformidade.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/esg-e-gestao-ambiental-guia-pratico-para-gestores-compliance-e-sustentabilidade/">ESG e Gestão Ambiental: guia prático para gestores, Compliance e sustentabilidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/3510-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mulher engenheira usando um capacete de segurança na cabeça verificar as condições climáticas da natureza e do ambiente Pronto para usar a tecnologia para trabalhar com digital em renovável Mulher engenheiro mostrar ícone ESG" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Bancos que avaliam crédito, clientes que colocam exigências em contrato e órgãos ambientais que fiscalizam com mais rigor: a cobrança por ESG (Environmental, Social and Governance) chega às empresas por vários lados ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;E quase sempre ela esbarra na Gestão Ambiental, a área que responde por medir e reduzir o impacto da operação sobre o meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este guia liga ESG e Gestão Ambiental a três temas que costumam ser tratados em caixas separadas: Governança Corporativa, Compliance e Gestão de Riscos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja também onde a <strong>ABNT PR 2030</strong> entra nessa conta. Antes de pensar em selo ou relatório, vale um lembrete que muita empresa pula: o primeiro passo para uma agenda ESG que se sustenta é <a href="https://blog.iusnatura.com.br/passo-a-passo-como-ser-uma-empresa-com-boas-praticas-esg/">atender aos requisitos legais aplicáveis</a> ao negócio.</p>



<h2 id="h-1-o-que-e-esg" class="wp-block-heading">1. O que é ESG?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A sigla ESG reúne três pilares: Environmental (ambiental), Social (social) e Governance (governança). São eles que investidores e avaliadores usam para <strong>medir o desempenho sustentável de uma empresa</strong> e a chance de ela continuar viável nos próximos anos.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-pilar-ambiental" class="wp-block-heading">Pilar Ambiental</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O pilar ambiental envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>preservação dos recursos naturais</li>



<li>controle da poluição</li>



<li>gestão de resíduos</li>



<li>eficiência energética</li>



<li>redução de emissões de gases de efeito estufa&nbsp;</li>



<li>proteção da biodiversidade</li>
</ul>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-300x300.png" alt="Agricultura inteligente com IoT agrícola
" class="wp-image-25424" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-300x300.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-150x150.png 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-768x768.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1-1024x1024.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-pilar-social" class="wp-block-heading">Pilar Social</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O aspecto social abrange:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>direitos humanos</li>



<li>diversidade e inclusão</li>



<li>saúde e segurança do trabalho</li>



<li>desenvolvimento dos colaboradores</li>



<li>relacionamento com comunidades</li>



<li>responsabilidade social corporativa</li>
</ul>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-300x300.png" alt="Colaboração criativa e sorriso para retrato startup e pessoas de vendas " class="wp-image-25425" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-300x300.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-150x150.png 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-768x768.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2-1024x1024.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>
</div>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<h3 id="h-pilar-governanca" class="wp-block-heading">Pilar Governança</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A governança trata de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ética</li>



<li>transparência</li>



<li>prestação de contas</li>



<li>estrutura de tomada de decisão</li>



<li>controles internos&nbsp;</li>



<li>mecanismos de prevenção de irregularidades</li>
</ul>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="300" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-300x300.png" alt="Pessoas de negócios numa reunião.
" class="wp-image-25426" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-300x300.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-150x150.png 150w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-768x768.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3-1024x1024.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>
</div>
</div>



<h2 id="h-2-gestao-ambiental-nas-organizacoes" class="wp-block-heading">2. Gestão Ambiental nas organizações</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Gestão Ambiental é o conjunto de políticas, procedimentos e práticas adotados para controlar os impactos ambientais das atividades empresariais. Entre os principais instrumentos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Licenciamento ambiental</li>



<li>Gestão de requisitos legais</li>



<li>Monitoramento de aspectos e impactos ambientais</li>



<li>Programas de prevenção da poluição</li>



<li>Gestão de resíduos sólidos</li>



<li>Uso racional de água e energia</li>



<li>Planos de emergência ambiental</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Bem executadas, essas medidas evitam multas e embargos e reduzem passivos que podem aparecer anos depois, numa venda da empresa ou numa auditoria de due diligence.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A base legal dessas obrigações no Brasil está na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981)</a> e, no caso dos resíduos, na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm">Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010)</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas organizações estruturam a gestão ambiental a partir da <strong>ABNT NBR ISO 14001:2015</strong>, que teve uma <a href="https://blog.iusnatura.com.br/iso-14001-2026/">nova versão publicada</a> em abril de 2026.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O licenciamento ambiental é um dos instrumentos mais sensíveis dessa gestão, sobretudo após a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15190.htm">Lei nº 15.190/2025</a> (a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-geral-licenciamento-ambiental/">mudou regras importantes do processo</a>).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de resíduos, em particular, ganhou nova classificação com a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/gestao-de-residuos-nbr10004/">revisão da NBR 10004:2024</a>, o que afeta desde o descarte interno até a cadeia de fornecedores.</p>



<h2 id="h-3-governanca-corporativa-e-sustentabilidade" class="wp-block-heading">3. Governança Corporativa e sustentabilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Governança Corporativa define como a empresa é dirigida e controlada. Quatro princípios sustentam essa estrutura:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Transparência:</strong> divulgação clara das informações relevantes</li>



<li><strong>Equidade:</strong> tratamento justo das partes interessadas</li>



<li><strong>Prestação de contas:</strong> responsabilização pelos atos e decisões</li>



<li><strong>Responsabilidade corporativa:</strong> compromisso com a sustentabilidade e a geração de valor de longo prazo</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma governança que funciona, as decisões de ESG passam a fazer parte da estratégia. É isso que investidores e clientes olham quando avaliam a confiabilidade de uma empresa.</p>



<h2 id="h-4-compliance-ambiental" class="wp-block-heading">4. Compliance ambiental</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Compliance é atuar em conformidade com leis, regulamentos, normas internas e princípios éticos. No campo ambiental, ele assegura que a organização cumpra integralmente a legislação aplicável e mantenha controles para prevenir irregularidades. Vale a distinção: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/diferenca-entre-gestao-de-requisitos-legais-gestao-de-compliance/">gestão de requisitos legais e gestão de compliance não são a mesma coisa</a> (uma alimenta a outra, mas cada uma tem escopo próprio).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um programa de Compliance ambiental costuma incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Código de conduta</li>



<li>Políticas ambientais</li>



<li>Treinamentos periódicos</li>



<li>Canal de denúncias</li>



<li>Auditorias internas</li>



<li>Monitoramento de requisitos legais</li>



<li>Planos de ação para correção de não conformidades</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além de reduzir o risco de multas e processos, um programa de compliance deixa claro para a equipe o que pode e o que não pode.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento tem peso real: a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm">Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998)</a> prevê sanções penais e administrativas para pessoas físicas e jurídicas. Encarar a conformidade como parte da estratégia (e não como papelada) é o que <a href="https://blog.iusnatura.com.br/conformidade-legal-ambiental-gestao-e-riscos-esg/">protege e valoriza a empresa no longo prazo</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confirmar, com método, se a documentação e as práticas atendem de fato às normas técnicas aplicáveis é parte central do compliance ambiental. A <a href="https://www.iusnatura.com.br/verificacao-conformidade-normas-tecnicas">verificação de conformidade nas normas técnicas</a> faz essa checagem com rastreabilidade e prepara a empresa para auditorias, certificações e processos de licitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda não conformidade identificada precisa de tratamento com prazo, responsável e evidência. Por isso, é importante contar com <a href="https://www.iusnatura.com.br/software-nao-conformidades">estruturas e fluxos para transformar desvios em planos de ação rastreáveis</a>.&nbsp;</p>



<h2 id="h-5-gestao-de-riscos-aplicada-ao-esg" class="wp-block-heading">5. Gestão de Riscos aplicada ao ESG</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Gestão de Riscos identifica eventos capazes de comprometer os objetivos da organização e define medidas de prevenção e mitigação. No contexto ESG, os riscos costumam ser classificados como:</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="940" height="788" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Banner-Ius-ESG-Ricos.jpg" alt="nfográfico institucional da empresa Ius com o título Classificação de Riscos ESG: Exemplos Práticos, estruturado em fundo claro com cinco colunas verticais que detalham diferentes categorias acompanhadas de fotos e textos explicativos: a primeira coluna, Ambientais, traz a foto de mãos segurando uma muda de planta e lista vazamentos, contaminação, emissões e desastres ambientais; a segunda, Jurídicos, mostra um martelo de juiz e aborda o descumprimento de obrigações legais e regulatórias; a terceira, Trabalhistas, exibe uma mulher em um escritório e refere-se a acidentes, doenças ocupacionais e passivos trabalhistas; a quarta, Reputacionais, ilustra uma mão selecionando estrelas de avaliação para tratar de impactos negativos à imagem da empresa; e a quinta, Operacionais, apresenta um profissional uniformizado com prancheta em uma indústria para pontuar falhas de processos e controles internos." class="wp-image-25423"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As etapas são identificação, avaliação, tratamento, monitoramento e comunicação dos riscos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando esse trabalho entra no planejamento (e não fica num relatório na gaveta), a <strong>empresa reage mais rápido a uma mudança de lei ou a um incidente</strong>, em vez de correr atrás do prejuízo depois.</p>



<h2 id="h-6-a-contribuicao-da-abnt-pr-2030" class="wp-block-heading">6. A contribuição da ABNT PR 2030</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ABNT PR 2030:2022 (Prática Recomendada) reúne <strong>diretrizes para implementar ESG nas organizações brasileiras</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela ajuda a empresa a identificar seus temas materiais, ouvir as partes interessadas, definir indicadores e encaixar a sustentabilidade dentro da estratégia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi a primeira referência nacional consolidada sobre ESG e traduz para a realidade do Brasil o que padrões internacionais já vinham cobrando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os benefícios de adotar a PR 2030 estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior alinhamento com padrões internacionais</li>



<li>Estruturação da gestão ESG</li>



<li>Melhoria da transparência</li>



<li>Apoio à gestão de riscos e oportunidades</li>



<li>Fortalecimento da competitividade e da reputação institucional</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As atualizações mais recentes da norma reforçam a chamada dupla materialidade, tema central do ESG estratégico atual (avaliar tanto como a empresa impacta o ambiente e a sociedade quanto como esses fatores impactam o negócio).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estruturar ESG a partir da PR 2030 exige método, indicadores e dados confiáveis. As</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">soluções ESG da Ius</a> <strong>e a plataforma</strong> <a href="https://onegreen.com.br/">Onegreen</a> <strong>apoiam o diagnóstico, a definição de indicadores e a gestão da sustentabilidade em toda a cadeia.</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Conheça os serviços ESG</a><strong>.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-7-beneficios-da-integracao-entre-esg-e-gestao-ambiental" class="wp-block-heading">7. Benefícios da integração entre ESG e Gestão Ambiental</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando ESG, Governança, Compliance e Gestão de Riscos atuam de forma integrada, a organização alcança resultados concretos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução de riscos legais e ambientais</li>



<li>Maior eficiência operacional</li>



<li>Diminuição de custos com desperdícios e passivos</li>



<li>Melhoria da imagem institucional</li>



<li>Aumento da confiança de clientes e investidores</li>



<li>Maior capacidade de adaptação a mudanças regulatórias</li>



<li>Geração de valor sustentável no longo prazo</li>
</ul>



<h2 id="h-perguntas-frequentes-sobre-esg-e-gestao-ambiental" class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre ESG e Gestão Ambiental</h2>



<h3 id="h-qual-a-diferenca-entre-esg-e-gestao-ambiental" class="wp-block-heading">Qual a diferença entre ESG e Gestão Ambiental?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Gestão Ambiental cuida especificamente dos impactos da empresa sobre o meio ambiente (o pilar ambiental). O ESG é mais amplo: soma a esse pilar as dimensões social e de governança. Toda boa prática de gestão ambiental compõe o E do ESG, mas ESG não se limita ao meio ambiente.</p>



<h3 id="h-o-que-e-a-abnt-pr-2030" class="wp-block-heading">O que é a ABNT PR 2030?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É uma Prática Recomendada publicada pela ABNT em 2022, considerada a primeira referência nacional consolidada sobre ESG. Ela traz conceitos, diretrizes e um modelo de avaliação para orientar as organizações na estruturação de suas práticas ambientais, sociais e de governança.</p>



<h3 id="h-esg-e-obrigatorio-por-lei-no-brasil" class="wp-block-heading">ESG é obrigatório por lei no Brasil?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe uma lei única que obrigue “ser ESG”. O que existe são obrigações legais ambientais, trabalhistas, tributárias e de governança que a empresa precisa cumprir. Atender a esses requisitos legais é a base sobre a qual qualquer agenda ESG consistente se sustenta.</p>



<h3 id="h-como-uma-empresa-comeca-a-implementar-esg" class="wp-block-heading">Como uma empresa começa a implementar ESG?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida é mapear e cumprir os requisitos legais aplicáveis à operação. A partir daí, a empresa estrutura políticas, define indicadores (com apoio da ABNT PR 2030) e integra Compliance e Gestão de Riscos à estratégia. Veja o <a href="https://blog.iusnatura.com.br/passo-a-passo-como-ser-uma-empresa-com-boas-praticas-esg/">passo a passo para se tornar uma empresa ESG</a>.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Integrar ESG e Gestão Ambiental já é exigência em muitos setores, não diferencial. Quando Governança, Compliance e Gestão de Riscos conversam entre si, a empresa fecha as brechas por onde entram multas, embargos e perda de contratos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ABNT PR 2030 dá um caminho para organizar tudo isso. E o timing importa: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/prepare-para-as-fiscalizacoes-de-2026/">2026 tende a ser um ano de fiscalização mais dura em meio ambiente e segurança do trabalho</a>, então quem estrutura essas práticas agora chega mais preparado do que quem deixa para reagir à autuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer transformar essa visão em rotina de conformidade dentro da sua empresa?</strong> <a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Solicite uma proposta da Ius</a> <strong>e veja como centralizar requisitos legais, compliance e gestão ESG em uma única plataforma.</strong></p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/esg-e-gestao-ambiental-guia-pratico-para-gestores-compliance-e-sustentabilidade/">ESG e Gestão Ambiental: guia prático para gestores, Compliance e sustentabilidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): do Protocolo de Kyoto ao mercado de carbono brasileiro</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/mecanismo-de-desenvolvimento-limpo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kênia Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 18:12:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25341</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/25892-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Fumaça saindo de fábricas em uma área industrial" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>O que é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), por que ele está sendo substituído pelo Artigo 6.4 do Acordo de Paris e o que muda com o SBCE.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/mecanismo-de-desenvolvimento-limpo/">Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL): do Protocolo de Kyoto ao mercado de carbono brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/25892-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Fumaça saindo de fábricas em uma área industrial" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)</strong> foi um dos principais instrumentos internacionais de mercado de carbono das últimas duas décadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado pelo Protocolo de Kyoto, ele permitiu que projetos brasileiros de redução de emissões gerassem créditos negociáveis. Muitos materiais empresariais, porém, ainda tratam o MDL como uma estratégia disponível hoje, e isso já não corresponde à realidade regulatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 29 de novembro de 2021, o Brasil suspendeu a emissão de cartas de aprovação para novos projetos de MDL, e os projetos ativos passaram a migrar para o <strong>mecanismo do Artigo 6.4 do Acordo de Paris</strong>. Em paralelo, a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-15042-11-dezembro-2024-796690-publicacaooriginal-173745-pl.html">Lei nº 15.042/2024</a> criou o mercado de carbono regulado brasileiro, o SBCE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo explica:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O que foi o MDL</li>



<li>Por que ele está sendo substituído</li>



<li>O que muda com o Artigo 6.4 </li>



<li>Como as empresas brasileiras devem se posicionar diante do novo arcabouço de precificação de carbono</li>
</ul>



<h2 id="h-o-que-e-o-mecanismo-de-desenvolvimento-limpo-mdl" class="wp-block-heading"><strong>O que é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O MDL é um dos mecanismos de flexibilização criados pelo Protocolo de Kyoto (1997), previsto no Artigo 12.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele permitie que países desenvolvidos (do Anexo I) <strong>financiassem projetos de redução de emissões</strong> em países em desenvolvimento e recebessem créditos para compensar suas próprias emissões.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada tonelada de CO<sub>2</sub>e evitada gerava uma <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/cgcl/paginas/teste2">Redução Certificada de Emissão (RCE)</a>, o crédito negociável do mecanismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil, como país em desenvolvimento, <strong>não tinha metas obrigatórias de redução</strong>, mas podia sediar projetos e gerar créditos. Na prática, o MDL funcionou como um <strong>canal de transferência de tecnologia e de investimento para projetos de energia limpa, eficiência energética e florestas</strong>.</p>



<h2 id="h-por-que-o-mdl-esta-sendo-substituido" class="wp-block-heading"><strong>Por que o MDL está sendo substituído?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 2020, <strong>o Acordo de Paris substituiu a lógica do Protocolo de Kyoto</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Acordo de Paris estabelece compromissos para todos os países (as Contribuições Nacionalmente Determinadas, ou NDCs), e não apenas para os desenvolvidos. Isso tornou o desenho original do MDL incompatível com o novo sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se adequar às decisões da CMP-16 e da CMA-3, a Autoridade Nacional Designada do Brasil decidiu <strong>suspender o recebimento de solicitações de cartas de aprovação para novos projetos de MDL a partir de 29 de novembro de 2021</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os projetos e programas já registrados podem <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-divulga-segundo-resultado-parcial-da-transicao-de-projetos-do-mdl-para-mecanismo-de-credito-do-acordo-de-paris">solicitar a transição para o mecanismo do Artigo 6.4 do Acordo de Paris</a>.</p>



<h2 id="h-o-mecanismo-do-artigo-6-4-o-que-substitui-o-mdl" class="wp-block-heading"><strong>O mecanismo do Artigo 6.4: o que substitui o MDL</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Artigo 6.4 do Acordo de Paris cria um mecanismo de crédito de carbono supervisionado pela ONU, o Mecanismo de Crédito do Acordo de Paris (PACM).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele sucede o MDL, mas com critérios mais rigorosos: <strong>os projetos precisam comprovar adicionalidade</strong> (reduções que não ocorreriam sem o projeto), <strong>permanência</strong> (benefício duradouro) e <strong>salvaguardas</strong> <strong>socioambientais</strong>, além de passar <strong>por validação e verificação independentes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a análise dos pedidos de transição é coordenada pelo Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+, que apoia a Secretaria Nacional de Mudança do Clima na função de Autoridade Nacional Designada para o Artigo 6.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Portaria GM/MMA nº 1.479/2025 estabeleceu os procedimentos para análise desses pedidos, e o MMA já divulgou <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-divulga-resultado-parcial-da-transicao-de-projetos-e-programas-do-mdl-para-mecanismo-do-acordo-de-paris">resultados parciais de aprovação da transição</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transição entre mecanismos exige acompanhar normas, portarias e prazos que mudam com frequência. Com o CAL®, sua equipe monitora em um só lugar os requisitos legais aplicáveis à operação. <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Conheça o CAL</a>.</p>



<h2 id="h-o-que-muda-para-as-empresas-brasileiras-o-sbce" class="wp-block-heading"><strong>O que muda para as empresas brasileiras: o SBCE</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No plano nacional, o marco que passa a orientar a agenda de carbono das empresas é o <strong>Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE)</strong>, instituído pela <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-15042-11-dezembro-2024-796690-publicacaooriginal-173745-pl.html">Lei nº 15.042/2024</a>, publicada no Diário Oficial da União em 12 de dezembro de 2024. É um mercado regulado, operado sob a lógica de limitação de emissões (cap and trade).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O SBCE opera com dois ativos principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cota Brasileira de Emissões (CBE):</strong> dá ao operador o direito de emitir uma tonelada de CO2 equivalente.</li>



<li><strong>Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE):</strong> comprova a redução ou remoção de uma tonelada de CO2 equivalente, seguindo metodologia credenciada.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado se divide em regulado (empresas e setores obrigados por lei a limitar emissões) e voluntário (participação espontânea).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A implementação é gradual</strong>: há um período de regulamentação, seguido de monitoramento obrigatório dos grandes emissores e, depois, da alocação das CBEs e do início do mercado regulado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender as fases em detalhe, veja também os artigos do blog da Ius sobre a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-federal-15-042-24/">Lei nº 15.042/24 e o SBCE</a> e sobre os <a href="https://blog.iusnatura.com.br/novo-mercado-de-carbono/">desafios de implementação do novo mercado de carbono</a>.</p>



<h2 id="h-como-as-empresas-podem-se-preparar-a-conexao-com-o-esg" class="wp-block-heading"><strong>Como as empresas podem se preparar (a conexão com o ESG)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o MDL em transição e o SBCE em implementação, as práticas de descarbonização passam a ter peso de conformidade. As principais frentes que uma empresa pode estruturar são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Energia renovável e eficiência energética</strong>: reduzir emissões da operação e a exposição a custos de carbono.</li>



<li><strong>Economia circular e gestão de resíduos:</strong> diminuir resíduos e recuperar materiais, reduzindo a pegada da cadeia.</li>



<li><strong>Reflorestamento e REDD+:</strong> gerar remoções, com atenção à integridade dos créditos (projetos mal verificados alimentam os chamados créditos fantasmas).</li>



<li><strong>Transição da frota:</strong> eletrificação e uso de biocombustíveis para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No ESG, esses movimentos se traduzem em três dimensões:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ambiental (E)</strong> &#8211; pela redução e remoção de emissões</li>



<li><strong>Social (S)</strong> &#8211; pela geração de empregos locais e envolvimento de comunidades</li>



<li><strong>Governança (G) </strong>&#8211; pela transparência dos relatórios e pela integração da agenda climática à estratégia da empresa</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além das frentes de descarbonização, a governança climática passa a ser um eixo central da conformidade empresarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatórios como o TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) e o ISSB (International Sustainability Standards Board) já são referência internacional e tendem a se tornar obrigatórios em diversos mercados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses frameworks exigem que as empresas divulguem riscos e oportunidades relacionados ao clima, estratégias de mitigação e métricas de emissões. No contexto brasileiro, a integração desses relatórios com o SBCE fortalece a transparência e prepara as companhias para auditorias regulatórias.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O MDL cumpriu seu papel como mecanismo pioneiro de mercado de carbono, mas não é mais o caminho para novos projetos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agenda de carbono das empresas brasileiras hoje se organiza em torno do Artigo 6.4 (no plano internacional) e do SBCE (no plano nacional).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem mapeia as próprias emissões, acompanha a regulamentação e estrutura a governança climática chega preparado à fase obrigatória do mercado regulado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ius apoia empresas na gestão de requisitos legais ambientais e na estruturação da agenda ESG. <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Conheça os Serviços ESG da Ius</a>.</p>
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		<title>Incentivos fiscais ESG: como sua empresa pode aproveitar a tributação verde no Brasil</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/incentivos-fiscais-esg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Brenda Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 17:31:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25337</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/man-hand-holding-growing-plant-sack-pot-save-nature-ecology-earth-day-concept-1-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mão de homem segurando o pote de saco de planta em crescimento Salve a ecologia da natureza Conceito do dia da terra" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Entenda como os incentivos fiscais impulsionam a agenda ESG no Brasil, da extrafiscalidade à Reforma Tributária, e o que muda para a sua empresa.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/incentivos-fiscais-esg/">Incentivos fiscais ESG: como sua empresa pode aproveitar a tributação verde no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/08/man-hand-holding-growing-plant-sack-pot-save-nature-ecology-earth-day-concept-1-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Mão de homem segurando o pote de saco de planta em crescimento Salve a ecologia da natureza Conceito do dia da terra" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Os incentivos fiscais ESG estão no centro das decisões de empresas que querem crescer sem abrir mão da sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Investidores, consumidores e órgãos reguladores cobram práticas que vão além do lucro e incorporam critérios ambientais, sociais e de governança à estratégia corporativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado tem papel direto nesse movimento. Por meio da tributação extrafiscal, ele estimula comportamentos econômicos socialmente desejáveis e recompensa quem investe em sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo explica em que medida os incentivos fiscais contribuem para a agenda ESG no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os fundamentos jurídicos da extrafiscalidade</li>



<li>Os principais incentivos ligados à sustentabilidade </li>



<li>O que muda com a Reforma Tributária</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1216" height="184" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Banner2-Servicos.jpg" alt="" class="wp-image-20302"/></a></figure>



<h2 id="h-o-que-e-a-agenda-esg-e-por-que-ela-importa-para-as-empresas" class="wp-block-heading">O que é a agenda ESG e por que ela importa para as empresas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito ESG surgiu no relatório “Who Cares Wins”, elaborado em 2004 por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta era integrar fatores ambientais, sociais e de governança à avaliação de investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três pilares se dividem assim:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ambiental </strong>(Environmental): preservação de recursos naturais, redução de poluentes e adoção de práticas sustentáveis</li>



<li><strong>Social </strong>(Social): direitos humanos, diversidade, inclusão e responsabilidade social corporativa</li>



<li><strong>Governança </strong>(Governance): transparência, ética, compliance e gestão de riscos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção dessas práticas virou <strong>diferencial competitivo</strong>, que influencia o acesso a investimentos e fortalece a reputação da empresa diante do mercado.</p>



<h2 id="h-como-a-extrafiscalidade-tributaria-funciona-como-politica-publica" class="wp-block-heading">Como a extrafiscalidade tributária funciona como política pública?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tributação não serve apenas para arrecadar. Ela também cumpre uma finalidade extrafiscal, na qual <strong>o Estado usa tributos para incentivar ou desestimular condutas econômicas e sociais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a doutrina de Roque Antonio Carrazza, <strong>a extrafiscalidade permite usar a tributação como mecanismo de intervenção do Estado na economia</strong>, para alcançar objetivos constitucionais de interesse público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição Federal de 1988</a> dá base a esse uso. A ordem econômica (art. 170) e a defesa do meio ambiente (art. 225) legitimam a<strong> concessão de incentivos fiscais como instrumento de política pública voltada ao desenvolvimento sustentável.</strong></p>



<h2 id="h-quais-incentivos-fiscais-impulsionam-a-agenda-esg" class="wp-block-heading">Quais incentivos fiscais impulsionam a agenda ESG?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Incentivos fiscais são benefícios concedidos pelo poder público por meio de<strong> redução, isenção, dedução ou diferimento de tributos.</strong> O objetivo é estimular determinadas atividades econômicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários mecanismos tributários se conectam à agenda ESG, organizados pelos três pilares.</p>



<h3 id="h-incentivos-ambientais" class="wp-block-heading">Incentivos ambientais</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li> <strong>Benefícios para geração de energia renovável</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo:</strong> a isenção ou redução de ICMS para energia solar de geração distribuída, adotada por diversos estados.</li>



<li><strong> </strong><strong>Incentivos à eficiência energética</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: a depreciação acelerada de equipamentos mais eficientes e linhas de crédito com juros reduzidos para a troca de máquinas antigas.</li>



<li><strong>Programas de reciclagem e economia circular</strong><br><strong>Por exemplo</strong>: o crédito presumido para empresas que compram materiais recicláveis de cooperativas de catadores, previsto na Reforma Tributária.</li>



<li><strong>Créditos tributários para projetos de redução de emissão de carbono</strong><strong><br></strong><strong>Por exemplo</strong>: abatimentos e regimes especiais para projetos que comprovem a redução de emissões, que também podem gerar créditos de carbono negociáveis no SBCE.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de carbono ganhou marco legal com a Lei 15.042/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e abriu uma<strong> nova frente de receita para empresas que reduzem emissões</strong> (veja a análise completa da <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-federal-15-042-24/">Lei 15.042/2024</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O setor automotivo tem exemplo prático no Programa Mover, que combina tributação verde e alíquotas específicas de IPI para versões sustentáveis de veículos (entenda o <a href="https://blog.iusnatura.com.br/programa-mover-inovacao-incentivos-e-esg-decreto12435/">Programa Mover</a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia também: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/credito-de-carbono-integridade-ambiental/">Mercado Regulado de Carbono no Brasil: o Que o SBCE Exige da Sua Empresa até 2030</a></p>



<h3 id="h-incentivos-sociais" class="wp-block-heading">Incentivos sociais</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Benefícios para programas de aprendizagem profissional</strong><br><strong>Exemplo</strong>: a contratação de jovens aprendizes, com encargos trabalhistas reduzidos</li>



<li><strong>Incentivos à contratação de pessoas com deficiência</strong><br><strong>Exemplo</strong>: reduções de tributos municipais para empresas que superam a cota legal de contratação de PcD</li>



<li><strong>Deduções para projetos sociais e culturais</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: o abatimento no Imposto de Renda por patrocínio a projetos culturais pela<a href="https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/lei-rouanet/textos/legislacao"> Lei Rouanet</a>)</li>



<li><strong>Programas de inclusão e desenvolvimento comunitário</strong><br><strong>Exemplo</strong>: doações dedutíveis do Imposto de Renda aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente</li>
</ul>



<h3 id="h-incentivos-relacionados-a-governanca" class="wp-block-heading">Incentivos relacionados à governança</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Benefícios para inovação tecnológica</strong><br><strong>Exemplo</strong>: as deduções de IRPJ e CSLL sobre gastos com pesquisa e desenvolvimento pela<a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/lei-do-bem/paginas/o-que-e-a-lei-do-bem"> Lei do Bem</a></li>



<li><strong>Incentivos vinculados à conformidade regulatória</strong><br><strong>Exemplo</strong>: o tratamento prioritário no comércio exterior concedido às empresas certificadas como Operador Econômico Autorizado pela Receita Federal</li>



<li><strong>Programas de integridade e compliance </strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: a atenuação de multas para empresas com programa de integridade estruturado, prevista na<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12846.htm"> Lei Anticorrupção</a>)</li>



<li><strong>Transparência e boas práticas corporativas</strong><strong><br></strong><strong>Exemplo</strong>: a entrada em segmentos de listagem diferenciados da B3, como o Novo Mercado, e no Índice de Sustentabilidade Empresarial)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão da conformidade regulatória é a base da governança. O <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL</a> centraliza os requisitos legais aplicáveis à sua operação e mantém a empresa em dia com as obrigações que sustentam os incentivos fiscais.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>



<h2 id="h-como-a-reforma-tributaria-conecta-tributacao-e-sustentabilidade" class="wp-block-heading">Como a Reforma Tributária conecta tributação e sustentabilidade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Emenda Constitucional 132/2023 reformou o Sistema Tributário Nacional e trouxe a defesa do meio ambiente como princípio expresso do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a reforma prevê:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Incentivos fiscais para produtos e serviços que colaboram com o meio ambiente</li>



<li>Oneração maior de produtos que degradam o meio ambiente, por meio do Imposto Seletivo</li>



<li>Tratamento fiscal preferencial para biocombustíveis e hidrogênio verde</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O Imposto Seletivo incide sobre bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A regulamentação avançou com a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp214.htm">Lei Complementar 214/2025</a>.</p>



<h2 id="h-quais-os-desafios-no-uso-de-incentivos-fiscais-para-esg" class="wp-block-heading">Quais os desafios no uso de incentivos fiscais para ESG?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços, o uso de incentivos fiscais para a agenda ESG ainda enfrenta obstáculos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Complexidade do sistema tributário brasileiro</li>



<li>Insegurança jurídica</li>



<li>Ausência de padronização de critérios ESG</li>



<li>Dificuldade de mensurar os impactos gerados pelos benefícios</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a tendência é de <strong>fortalecimento das políticas de sustentabilidade</strong>, puxada pela <strong>Reforma Tributária </strong>e pelo<strong> aumento das exigências de transparência por investidores e reguladores</strong>.</p>



<h2 id="h-incentivos-fiscais-e-esg-o-que-a-sua-empresa-deve-fazer" class="wp-block-heading">Incentivos fiscais e ESG: o que a sua empresa deve fazer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os incentivos fiscais são instrumentos concretos de promoção da agenda ESG. Eles permitem ao Estado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estimular práticas empresariais alinhadas ao desenvolvimento sustentável </li>



<li>Recompensar quem reduz impactos ambientais</li>



<li>Amplia a inclusão social </li>



<li>Fortalecer a governança</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para a empresa, aproveitar esses incentivos exige<strong> controle das obrigações legais e capacidade de comprovar as práticas adotadas</strong>. Ampliar e aperfeiçoar os benefícios voltados à sustentabilidade é caminho direto para consolidar o ESG no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ius apoia empresas na estruturação da agenda ESG, do diagnóstico ao relatório. Conheça os <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Serviços ESG da Ius</a>.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/incentivos-fiscais-esg/">Incentivos fiscais ESG: como sua empresa pode aproveitar a tributação verde no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Empilhamento drenado: o que diz a legislação sobre pilhas de rejeitos na mineração</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/empilhamento-drenado-o-que-diz-a-legislacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 16:51:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Mineração]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25306</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/5956-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Excavadora de roda de balde 258 na mina" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p> Entenda como a legislação trata o empilhamento drenado de rejeitos, da Resolução ANM 220/2025 ao fechamento de pilhas, e como manter a conformidade.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/empilhamento-drenado-o-que-diz-a-legislacao/">Empilhamento drenado: o que diz a legislação sobre pilhas de rejeitos na mineração</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/5956-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Excavadora de roda de balde 258 na mina" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>empilhamento drenado</strong> se consolidou como a <strong>principal alternativa às barragens de rejeito </strong>na mineração brasileira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após os últimos rompimentos de barragens, o método ganhou escala e passou a ocupar posição central nas agendas regulatória, ESG e de gestão de riscos das mineradoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de método, porém,<strong> não eliminou as obrigações legais</strong>. As pilhas de rejeito e de estéril estão sujeitas a uma <strong>arquitetura normativa fragmentada</strong>, que envolve normas<strong>:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>minerárias;</strong></li>



<li><strong>ambientais;</strong></li>



<li><strong>de recursos hídricos;</strong></li>



<li><strong>de responsabilização civil e penal</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Por que o tema ganhou centralidade;</li>



<li>Quais normas regulam o empilhamento drenado;</li>



<li>O que muda com a Resolução ANM 220/2025 e;</li>



<li>Quais responsabilidades permanecem após o fechamento das pilhas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Precisa de apoio na gestão da conformidade legal e no compliance ESG (próprio e de terceiros)?<a href="https://www.iusnatura.com.br/contato"> Fale com nossos especialistas e veja como podermos apoiar a sua empresa</a>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://conteudo.iusnatura.com.br/empilhamento-drenado-e-fechamento-de-pilhas"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="424" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Participe-Gratuitamente-1024x424.jpg" alt="" class="wp-image-25315" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Participe-Gratuitamente-1024x424.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Participe-Gratuitamente-300x124.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Participe-Gratuitamente-768x318.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Participe-Gratuitamente-1536x636.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Participe-Gratuitamente.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 id="h-por-que-as-pilhas-de-rejeito-entraram-no-centro-da-agenda-regulatoria" class="wp-block-heading">Por que as pilhas de rejeito entraram no centro da agenda regulatória</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A centralidade do tema decorre de uma sequência de eventos que transformou a governança de rejeitos no Brasil, como os rompimentos das barragens de mineração nos últimos anos e:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ascensão das estruturas de rejeito nas agendas ESG e de gestão de risco</strong> das grandes mineradoras a partir de 2019;</li>



<li><strong>Publicação, em agosto de 2020, do Padrão Global da Indústria para Gestão de Rejeitos (</strong><a href="https://globaltailingsreview.org/global-industry-standard/"><strong>GISTM</strong></a><strong>)</strong>, primeiro marco mundial de governança do ciclo de vida dessas estruturas;</li>



<li><strong>Alteração da Política Nacional de Segurança de Barragens</strong> pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14066.htm">Lei 14.066/2020</a>, que proibiu a construção e o alteamento de barragens a montante. Outros tipos de barragem (jusante e linha de centro) continuam permitidas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Desta maneira, com a proibição das barragens a montante e os prazos de descaracterização, o empilhamento drenado ganhou escala como <strong>método alternativo de disposição de rejeitos</strong>, impulsionando novas exigências regulatórias e premissas de mercado.</p>



<h2 id="h-o-que-e-empilhamento-drenado" class="wp-block-heading">O que é empilhamento drenado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-220-de-16-de-outubro-de-2025-663111294">Resolução ANM 220/2025</a> define o empilhamento drenado como:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estrutura construída hidraulicamente com rejeitos</strong>, configurada como <strong>maciço permeável,</strong> dotada d<strong>e sistema de drenagem de fundo</strong> e com <strong>formação de espelho de água reduzido ou temporário.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, <strong>o rejeito é desaguado</strong> (por espessamento ou filtragem) antes da disposição, o que reduz a quantidade de água armazenada na estrutura e, consequentemente, o potencial destrutivo em caso de falha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso não significa ausência de risco:</strong> as pilhas também estão sujeitas a erosão, instabilidade e, em certos casos, liquefação.</p>



<h2 id="h-quais-normas-regulam-o-empilhamento-de-rejeitos" class="wp-block-heading">Quais normas regulam o empilhamento de rejeitos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe uma norma única do empilhamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura é regulada simultaneamente por diversos marcos, que evoluíram ao longo das últimas décadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del0227.htm">Decreto-Lei 227/1967</a> (Código de Mineração): base legal da atividade minerária no Brasil.</li>



<li><a href="http://antigo.anm.gov.br/portal/acesso-a-informacao/legislacao/portarias-do-diretor-geral-do-dnpm/portarias-do-diretor-geral/portaria-no-237-em-18-10-2001-do-diretor-geral-do-dnpm/view">Portaria DNPM 237/2001</a>: aprovou as Normas Reguladoras de Mineração, incluindo a NRM-19 (disposição de estéril e rejeitos), a NRM-20 (suspensão e fechamento de mina) e a NRM-21 (reabilitação de áreas mineradas).</li>



<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9406.htm">Decreto 9.406/2018</a>: regulamento do Código de Mineração, com previsões sobre fechamento de mina e recuperação ambiental.</li>



<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12334.htm">Lei 12.334/2010</a>, alterada pela <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l14066.htm">Lei 14.066/2020</a>: Política Nacional de Segurança de Barragens, que alcança empilhamentos drenados suscetíveis à liquefação.</li>



<li><a href="https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens/legislacao/resolucao-no-95-2022.pdf">Resolução ANM 95/2022</a>: consolidou os atos normativos de segurança de barragens de mineração e trouxe obrigações específicas para empilhamentos drenados.</li>



<li><a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-220-de-16-de-outubro-de-2025-663111294">Resolução ANM 220/2025</a>: novo marco regulatório de segurança de barragens, que substituirá gradualmente a Resolução 95/2022.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além das normas minerárias, o empilhamento se submete:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ao licenciamento ambiental;</li>



<li>Às regras de recursos hídricos (outorgas e intervenções em cursos d&#8217;água);</li>



<li>À proteção de cavidades naturais, fauna e flora;</li>



<li>Ao patrimônio cultural e</li>



<li>Às normas de segurança ocupacional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio, portanto, é justamente a <strong>coexistência de múltiplos sistemas de controle sobre a mesma estrutura</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as mudanças recentes no licenciamento, leia também: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/novo-marco-do-licenciamento-legal-na-mineracao/">Novo marco do licenciamento ambiental na mineração</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhar simultaneamente normas da ANM, dos órgãos ambientais e de recursos hídricos exige gestão estruturada de requisitos legais. Com o CAL, sua empresa identifica, monitora e avalia a conformidade da sua operação com toda a legislação aplicável. <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Conheça o CAL</a>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full" style="margin-top:44px;margin-bottom:44px"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal" target="_blank" rel=" noreferrer noopener"><img decoding="async" width="1216" height="330" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-CAL.jpg" alt="" class="wp-image-20317"/></a></figure>



<h2 id="h-como-a-resolucao-anm-220-2025-trata-os-empilhamentos-drenados" class="wp-block-heading">Como a Resolução ANM 220/2025 trata os empilhamentos drenados</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Publicada em outubro de 2025, a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-220-de-16-de-outubro-de-2025-663111294">Resolução ANM 220/2025</a> atualiza o marco regulatório de segurança de barragens de mineração e entra em vigor em 2027, quando substituirá integralmente a Resolução ANM 95/2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os empilhamentos drenados, a lógica já estabelecida pela <a href="https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens/legislacao/resolucao-no-95-2022.pdf">Resolução ANM 95/2022</a> é mantida e aprimorada:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Todo empilhamento drenado deve possuir estudo técnico elaborado por profissional legalmente habilitado e registrado no sistema CONFEA/CREA, que avalie as condições geotécnicas da estrutura e conclua, de forma fundamentada, quanto à sua suscetibilidade ao fenômeno da liquefação;</li>



<li>Empilhamentos suscetíveis à liquefação ficam sujeitos às obrigações aplicáveis às barragens de mineração e devem ser cadastrados no <a href="https://sigbm.anm.gov.br/Publico">Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM)</a>;</li>



<li>Empilhamentos não suscetíveis devem ser reavaliados periodicamente e, se constatada a suscetibilidade, passam de imediato ao regime das barragens.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A nova resolução também revisa os critérios de classificação por Dano Potencial Associado e Categoria de Risco e exige que revisões periódicas de segurança sejam conduzidas por equipes independentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Detalhamos essas mudanças no artigo <a href="https://blog.iusnatura.com.br/anm-publica-novo-marco-regulatorio-resolucao-anm-220-25/">ANM publica novo marco regulatório de segurança de barragens</a>.</p>



<h2 id="h-fechamento-de-pilhas-obrigacoes-que-nao-terminam-com-a-operacao" class="wp-block-heading">Fechamento de pilhas: obrigações que não terminam com a operação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na mineração contemporânea, uma pilha pode deixar de operar, mas não deixa de existir do ponto de vista jurídico e ambiental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ciclo de vida da estrutura percorre cinco fases:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-1024x576.png" alt="" class="wp-image-25307" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-1024x576.png 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-300x169.png 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-768x432.png 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao-1536x864.png 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Ciclo-de-Vida-de-uma-Pilha-na-Mineracao.png 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O fechamento é disciplinado pelo <strong>Plano de Fechamento de Mina (PFM)</strong>, regulado pela <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-anm-n-68-de-30-de-abril-de-2021-317640591">Resolução ANM 68/2021</a>, que também deve<strong> contemplar as estruturas de disposição de rejeitos e estéril.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ressaltar que, mesmo após o encerramento, <strong>permanecem possíveis as responsabilizações civil, administrativa e penal</strong>, tendo em vista que a responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva, nos termos da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei 6.938/1981</a> (Política Nacional do Meio Ambiente), e condutas lesivas podem configurar <strong>crimes previstos na </strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm"><strong>Lei 9.605/1998</strong></a><strong>.</strong></p>



<h2 id="h-esg-e-a-nova-governanca-das-estruturas-de-rejeito" class="wp-block-heading">ESG e a nova governança das estruturas de rejeito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além das normas estatais, o mercado passou a exigir<strong> padrões próprios de governança</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <em>Global Industry Standard on Tailings Management</em> (<a href="https://globaltailingsreview.org/global-industry-standard/">GISTM</a>) estabelece 15 princípios e 77 requisitos auditáveis, cobrindo governança corporativa, gestão integrada de riscos, transparência, relacionamento com comunidades, resposta a emergências, fechamento e pós-fechamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indicadores como percentual de rejeito filtrado, recirculação de água, área revegetada e auditorias independentes tornaram-se métricas ESG acompanhadas por investidores e seguradoras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A gestão de emergências também integra esse conjunto de exigências</strong>, como explicamos no artigo sobre o <a href="https://blog.iusnatura.com.br/paebm-barragens-mineracao/">Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM)</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público também ampliou sua atuação preventiva sobre o tema, por meio de recomendações, inquéritos civis e termos de ajustamento de conduta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte relevante da governança da atividade minerária é atualmente estruturada, também, por meio de instrumentos extrajudiciais, que <strong>complementam</strong> as exigências decorrentes do processo de licenciamento ambiental e da legislação aplicável.&nbsp;</p>



<h2 id="h-como-manter-a-conformidade-legal-do-empilhamento-drenado" class="wp-block-heading">Como manter a conformidade legal do empilhamento drenado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O empilhamento drenado <strong>resolveu parte dos riscos</strong> associados às barragens, mas <strong>criou uma nova camada de obrigações</strong>:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estudos de liquefação;</li>



<li>Cadastro no SIGBM, quando aplicável;</li>



<li>Licenças e condicionantes ambientais;</li>



<li>Plano de fechamento e;</li>



<li>Monitoramento de longo prazo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O mapeamento e o monitoramento contínuo dos requisitos legais aplicáveis a cada estrutura tornaram-se processos indispensáveis</strong>, principalmente com normas em transição (a Resolução ANM 220/2025 conviverá com a Resolução 95/2022 até 2027) e múltiplos órgãos fiscalizadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Ius apoia mineradoras na gestão de requisitos legais ambientais</strong>, <strong>minerários e de segurança ocupacional.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Solicite uma proposta</a> e saiba como estruturar a conformidade legal das suas estruturas de disposição de rejeitos.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/empilhamento-drenado-o-que-diz-a-legislacao/">Empilhamento drenado: o que diz a legislação sobre pilhas de rejeitos na mineração</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Compliance ambiental em operações offshore: os desafios regulatórios e os riscos que as empresas já precisam gerenciar</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/compliance-ambiental-offshore/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabella Diniz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 18:19:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Fornecedores]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e Segurança do Trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25274</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/286-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Exploração e produção de petróleo e gás offshore" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Entenda os desafios regulatórios do compliance ambiental offshore e como gerenciar riscos, auditorias e fornecedores em operações marítimas.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/compliance-ambiental-offshore/">Compliance ambiental em operações offshore: os desafios regulatórios e os riscos que as empresas já precisam gerenciar</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/286-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Exploração e produção de petróleo e gás offshore" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">As operações offshore sempre estiveram associadas a elevados níveis de complexidade operacional, rigor regulatório e exposição a riscos ambientais relevantes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, esse cenário passou a exigir das empresas um<strong> nível ainda maior de governança, rastreabilidade e controle sobre aspectos ambientais, regulatórios e operacionais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://iusnatura.com.br/">Gestão da conformidade legal, de terceiros e do licenciamento ambiental: tudo isso é Ius</a>. Entre em contato com nossa equipe para saber como podemos apoiar o compliance da sua operação offshore.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns fatores estão transformando a gestão ambiental offshore em um tema estratégico dentro das organizações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aumento da pressão relacionada às agendas ESG</li>



<li>Intensificação das fiscalizações ambientais</li>



<li>Fortalecimento das exigências de compliance </li>



<li>Ampliação das responsabilidades corporativas </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, empresas que atuam com apoio marítimo, óleo e gás, operações portuárias, logística offshore, transferência de cargas, operações ship-to-ship e atividades embarcadas precisam lidar simultaneamente com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Requisitos ambientais</li>



<li>Exigências marítimas</li>



<li>Obrigações regulatórias</li>



<li>Controles operacionais</li>



<li>Gestão de terceiros</li>



<li>Auditorias</li>



<li>Condicionantes ambientais</li>



<li>Requisitos contratuais de clientes</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o compliance ambiental offshore demanda, cada vez mais, estruturas de gestão contínua de riscos, evidências e conformidade operacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, você confere <strong>detalhes dos desafios atuais das operações offshore </strong>e <strong>como a tecnologia pode ser uma aliada </strong>nesse processo.</p>



<h2 id="h-por-que-o-ambiente-regulatorio-offshore-e-tao-complexo" class="wp-block-heading"><strong>Por que o ambiente regulatório offshore é tão complexo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As operações offshore envolvem a atuação simultânea de diferentes órgãos reguladores e estruturas normativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo da atividade executada, as empresas podem precisar atender exigências relacionadas a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)</li>



<li>Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)</li>



<li>Marinha do Brasil</li>



<li>Órgãos ambientais estaduais</li>



<li>Normas internacionais marítimas</li>



<li>Convenções internacionais</li>



<li>Requisitos contratuais de operadoras e clientes</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, operações offshore frequentemente precisam gerenciar de forma simultânea obrigações relacionadas a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://onegreen.com.br/licenciamento-ambiental-guia-completo-para-empresas/">Licenciamento ambiental</a></li>



<li><a href="https://blog.iusnatura.com.br/gestao-de-residuos-nbr10004/">Gestão de resíduos</a></li>



<li><a href="https://blog.iusnatura.com.br/mercado-regulado-de-carbono-sbce/">Emissões atmosféricas</a></li>



<li>Prevenção da poluição hídrica</li>



<li>Resposta a emergências ambientais</li>



<li>Produtos perigosos</li>



<li>Gestão de efluentes</li>



<li>Treinamentos obrigatórios</li>



<li>Requisitos de saúde e segurança</li>



<li>Auditorias ambientais e operacionais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Parte dessas obrigações tem base em normas específicas, o que aumenta a necessidade de integração entre áreas técnicas, de operação, compliance, meio ambiente, saúde e segurança e de gestão documental.</p>



<h2 id="h-como-funciona-a-responsabilidade-ambiental-no-setor-offshore" class="wp-block-heading"><strong>Como funciona a responsabilidade ambiental no setor offshore?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O setor offshore opera em atividades de elevado potencial poluidor e, por isso, sob forte pressão regulatória e fiscalizatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a responsabilidade civil ambiental tem natureza objetiva, conforme o art. 14, § 1º, da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm">Lei nº 6.938/1981</a>. Isso significa que <strong>empresas podem ser responsabilizadas independentemente da comprovação de culpa </strong>em situações que envolvam danos ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das responsabilidades civil e administrativa, determinadas ocorrências também podem gerar desdobramentos criminais, especialmente em cenários que envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Derramamentos</li>



<li>Descarte irregular de resíduos</li>



<li>Poluição hídrica</li>



<li>Falhas operacionais</li>



<li>Descumprimento de condicionantes ambientais</li>



<li>Irregularidades em operações marítimas</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em operações offshore, pequenos desvios operacionais podem gerar impactos ambientais e reputacionais relevantes. Por isso, <strong>o nível de rastreabilidade e controle exigido das organizações tende a ser maior</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento pode resultar em<strong> multas, interdição de atividades e perda de licenças</strong>, o que reforça a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/conformidade-legal-ambiental-gestao-e-riscos-esg/">conformidade legal ambiental</a> como principal barreira contra riscos e prejuízos.</p>



<h2 id="h-por-que-a-gestao-de-terceiros-e-fornecedores-offshore-exige-mais-atencao" class="wp-block-heading"><strong>Por que a gestão de terceiros e fornecedores offshore exige mais atenção?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte das operações offshore depende de estruturas altamente terceirizadas. Isso envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Embarcações de apoio</li>



<li>Fornecedores marítimos</li>



<li>Operadores logísticos</li>



<li>Empresas de resíduos</li>



<li>Prestadores de serviço embarcados</li>



<li>Operações ship-to-ship</li>



<li>Fornecedores especializados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, <strong>aumenta a exposição das organizações a riscos </strong>associados à cadeia de terceiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, auditorias e processos de due diligence ampliaram a cobrança relacionada à:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Homologação de fornecedores</li>



<li>Avaliação de requisitos legais</li>



<li>Rastreabilidade documental</li>



<li>Gestão de evidências</li>



<li>Monitoramento de conformidade</li>



<li>Capacitação operacional</li>



<li>Controle ambiental de terceiros</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas com processos frágeis de controle sobre fornecedores offshore<strong> tendem a enfrentar maior exposição regulatória e operacional</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reduzir a corresponsabilidade na cadeia, o <a href="https://conteudo.iusnatura.com.br/portal-ius-fornecedores">Portal Ius Fornecedores</a> centraliza a homologação, a avaliação de requisitos legais e a rastreabilidade documental dos terceiros. <a href="https://conteudo.iusnatura.com.br/portal-ius-fornecedores">Conheça o Portal Ius</a>.</p>



<h2 id="h-o-que-mudou-nas-auditorias-offshore" class="wp-block-heading"><strong>O que mudou nas auditorias offshore?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quem atua no setor já percebe uma mudança no perfil das auditorias ambientais e operacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O foco, que era apenas na verificação de documentos, agora engloba acompanhar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Efetividade operacional</li>



<li>Capacidade de resposta</li>



<li>Rastreabilidade</li>



<li>Integração entre áreas</li>



<li>Gestão de riscos</li>



<li>Maturidade dos controles internos</li>



<li>Evidências de conformidade</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, auditores ampliaram a cobrança relacionada à demonstração efetiva de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://blog.iusnatura.com.br/gestao-de-requisitos-legais-ius/">Controle de requisitos legais</a></li>



<li><a href="https://onegreen.com.br/condicionantes-ambientais/">Atendimento a condicionantes</a></li>



<li>Gestão de resíduos offshore</li>



<li>Treinamentos obrigatórios</li>



<li>Monitoramentos ambientais</li>



<li>Gestão de emergências</li>



<li>Controle documental embarcado</li>



<li><a href="https://blog.iusnatura.com.br/governanca-corporativa-gestao-de-terceiros/">Gestão de terceiros</a> críticos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas não conformidades observadas atualmente decorrem justamente da ausência de integração entre operação, compliance e gestão ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sistemas de gestão estruturados, como os baseados na <a href="https://blog.iusnatura.com.br/iso-14001-2026/">gestão de requisitos legais na ISO 14001</a>, ajudam a organizar essas evidências e a sustentar a conformidade legal durante as auditorias.</p>



<h2 id="h-como-o-esg-impacta-diretamente-o-setor-offshore" class="wp-block-heading"><strong>Como o ESG impacta diretamente o setor offshore?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O fortalecimento das agendas ESG também impacta em empresas ligadas ao setor marítimo e offshore.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, investidores, clientes e grandes contratantes ampliam exigências relacionadas a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Governança ambiental</li>



<li>Controle de emissões</li>



<li>Rastreabilidade de resíduos</li>



<li>Gestão climática</li>



<li>Prevenção da poluição</li>



<li>Transparência regulatória</li>



<li>Gestão de riscos ambientais</li>



<li>Conformidade da cadeia de fornecedores</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, empresas do setor offshore frequentemente passam por <strong>avaliações rigorosas de compliance ambiental </strong>antes mesmo da contratação de serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário faz com que a <strong>maturidade da gestão ambiental</strong> influencie diretamente a competitividade e o posicionamento de mercado.</p>



<h2 id="h-como-a-tecnologia-apoia-o-compliance-ambiental-offshore" class="wp-block-heading"><strong>Como a tecnologia apoia o compliance ambiental offshore?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O volume de requisitos aplicáveis às operações offshore torna difícil manter controles efetivos apenas por meio de processos manuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, ferramentas tecnológicas especializadas permitem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Monitoramento contínuo de requisitos legais, como o <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL</a></li>



<li>Gestão centralizada de evidências</li>



<li>Controle de vencimentos</li>



<li>Rastreabilidade documental</li>



<li>Acompanhamento de auditorias</li>



<li>Gestão de planos de ação</li>



<li>Integração entre unidades e embarcações</li>



<li>Monitoramento de terceiros e fornecedores</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://iusnatura.com.br/contato">No ecossistema Ius, sua empresa encontra ferramentas para todas essas demandas. Fale com nossos especialistas para saber mais.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de reduzir falhas operacionais, esse tipo de estrutura <strong>fortalece a governança</strong>, o <strong>compliance </strong>e a <strong>capacidade de resposta regulatória</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que integram tecnologia, gestão ambiental e compliance tendem a apresentar maior maturidade operacional e menor exposição a riscos ambientais e regulatórios.</p>



<h2 id="h-o-que-as-empresas-offshore-precisam-priorizar-agora" class="wp-block-heading"><strong>O que as empresas offshore precisam priorizar agora?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário regulatório offshore vem se tornando <strong>mais rigoroso, técnico e integrado às agendas de ESG e governança corporativa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que manter a documentação organizada, as organizações precisam demonstrar capacidade efetiva de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Monitoramento</li>



<li>Gestão de riscos</li>



<li>Controle operacional </li>



<li>Rastreabilidade das informações relacionadas às suas operações e à cadeia de fornecedores</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que fortalecem seus processos de compliance ambiental, auditorias, gestão de requisitos legais e monitoramento regulatório tendem a r<strong>eduzir passivos, aumentar a segurança jurídica e melhorar seu posicionamento</strong> diante de clientes, investidores e órgãos fiscalizadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, contar com f<strong>erramentas especializadas e apoio técnico qualificado faz diferença </strong>direta na maturidade da gestão ambiental offshore.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ius Natura apoia organizações na gestão integrada de requisitos legais, compliance ambiental, ESG, auditorias e Sistemas de Gestão, com soluções voltadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ao monitoramento regulatório</li>



<li>À gestão de evidências</li>



<li>Ao controle de fornecedores</li>



<li>À avaliação de conformidade </li>



<li>Ao acompanhamento contínuo das obrigações aplicáveis às operações offshore</li>



<li>A gestão do licenciamento ambiental</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente">Solicite uma proposta</a> e estruture processos mais seguros e rastreáveis para o compliance ambiental offshore.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crédito de carbono e integridade ambiental: desafios jurídicos para empresas</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/credito-de-carbono-integridade-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Cupertino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 20:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25266</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/4538-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Uma mão de homem, em plano médio e em primeiro plano, move um bloco de madeira no centro, com as pontas dos dedos e o polegar da mão esquerda apoiados na parte superior e lateral, respectivamente. O bloco apresenta uma ilustração em verde-escuro de uma nuvem com o texto &quot;CO2&quot; em letras brancas, com quatro setas apontando para baixo, indicando a redução de dióxido de carbono. O bloco faz parte de uma fileira de cinco blocos de madeira sobre uma superfície marrom claro, de madeira, disposta em frente a um fundo desfocado. Da esquerda para a direita, os ícones nos outros blocos mostram uma fábrica com uma folha brotando, um carro elétrico, um painel solar com um sol e setas giratórias com folhas, todos em verde-escuro. A mão e o bloco central estão focados, enquanto os blocos externos e o fundo são borrados. A luz natural ilumina a cena do canto superior esquerdo." style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Entenda os desafios jurídicos do crédito de carbono, o papel da integridade ambiental e como a Lei 15.042/2024 regula o mercado brasileiro.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/4538-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Uma mão de homem, em plano médio e em primeiro plano, move um bloco de madeira no centro, com as pontas dos dedos e o polegar da mão esquerda apoiados na parte superior e lateral, respectivamente. O bloco apresenta uma ilustração em verde-escuro de uma nuvem com o texto &quot;CO2&quot; em letras brancas, com quatro setas apontando para baixo, indicando a redução de dióxido de carbono. O bloco faz parte de uma fileira de cinco blocos de madeira sobre uma superfície marrom claro, de madeira, disposta em frente a um fundo desfocado. Da esquerda para a direita, os ícones nos outros blocos mostram uma fábrica com uma folha brotando, um carro elétrico, um painel solar com um sol e setas giratórias com folhas, todos em verde-escuro. A mão e o bloco central estão focados, enquanto os blocos externos e o fundo são borrados. A luz natural ilumina a cena do canto superior esquerdo." style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">As<strong> mudanças climática</strong>s estão entre os<strong> maiores desafios da sociedade atual</strong>. O aumento da temperatura global, a intensificação de eventos climáticos extremos e a preocupação com a preservação dos recursos naturais impulsionaram a c<strong>riação de mecanismos econômicos voltados à redução das emissões </strong>de gases de efeito estufa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Apoiamos a jornada de ESG da sua empresa: converse com um de nossos especialistas.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre esses mecanismos está o <strong>mercado de créditos de carbono</strong>, que permite <strong>compensar emissões pela aquisição de créditos</strong> gerados por projetos capazes de remover ou evitar a emissão de dióxido de carbono (CO2) e outros gases poluentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A valorização das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) tem levado empresas a <strong>investir em créditos de carbono para demonstrar responsabilidade socioambiental</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento acelerado desse mercado, porém, trouxe preocupações sobre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A qualidade dos créditos negociados</li>



<li>A efetividade dos projetos ambientais&nbsp;</li>



<li>A ausência de padronização regulatória</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo analisa os <strong>principais desafios jurídicos que as empresas enfrentam</strong> ao utilizar créditos de carbono, com destaque para o<strong> papel da integridade ambiental na credibilidade</strong> e na eficiência desse mecanismo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://iusnaturaresiduos.typeform.com/to/W2Kq4KmE"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="536" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1024x536.jpg" alt="" class="wp-image-25282" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1024x536.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-300x157.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-768x402.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1536x804.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-2048x1072.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 id="h-o-que-e-credito-de-carbono-e-como-funciona-o-mercado" class="wp-block-heading"><strong>O que é crédito de carbono e como funciona o mercado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O crédito de carbono é um instrumento de mercado criado para <strong>incentivar a redução das emissões</strong> de gases de efeito estufa. Sua origem está associada ao Protocolo de Quioto, firmado em 1997 e promulgado no Brasil pelo <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5445.htm">Decreto 5.445/2005</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <strong>crédito de carbono corresponde à redução ou à remoção de uma tonelada de dióxido de carbono equivalente</strong> (CO2e) da atmosfera.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses créditos podem ser gerados por projetos de:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reflorestamento</li>



<li>Preservação florestal</li>



<li>Energia renovável</li>



<li>Captura de carbono</li>



<li>Outras iniciativas sustentáveis</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de carbono divide-se em duas modalidades.</p>



<h3 id="h-mercado-regulado" class="wp-block-heading"><strong>Mercado regulado</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existe <strong>quando governos estabelecem limites obrigatórios</strong> de emissão para determinados setores econômicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que ultrapassam esses limites precisam adquirir créditos para compensar suas emissões.</p>



<h3 id="h-mercado-voluntario" class="wp-block-heading"><strong>Mercado voluntário</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Caracteriza-se pela <strong>participação espontânea das empresas</strong>, que adquirem créditos para neutralizar emissões e fortalecer suas estratégias de sustentabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o mercado voluntário cresceu de forma significativa, acompanhando a demanda por práticas alinhadas aos princípios ESG.</p>



<h2 id="h-integridade-ambiental-e-a-credibilidade-dos-creditos-de-carbono" class="wp-block-heading"><strong>Integridade ambiental e a credibilidade dos créditos de carbono</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>integridade ambiental é o elemento central da legitimidade dos créditos de carbono</strong>. Ela garante que os créditos comercializados representem reduções reais, mensuráveis, permanentes e verificáveis das emissões de gases de efeito estufa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de critérios rigorosos compromete a efetividade do sistema e gera distorções ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais requisitos da integridade ambiental são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Adicionalidade</li>



<li>Mensuração adequada das reduções</li>



<li>Monitoramento contínuo</li>



<li>Verificação independente</li>



<li>Transparência dos registros</li>



<li>Prevenção da dupla contagem</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A dupla contagem ocorre quando uma mesma redução de emissões é contabilizada por mais de um agente econômico, o que compromete a confiabilidade do mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A observância desses requisitos é o que garante que os créditos negociados produzam benefícios ambientais concretos.</p>



<h2 id="h-desafios-juridicos-para-as-empresas" class="wp-block-heading"><strong>Desafios jurídicos para as empresas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado de carbono oferece oportunidades, mas ainda enfrenta questões jurídicas que desafiam sua consolidação.</p>



<h3 id="h-inseguranca-regulatoria" class="wp-block-heading"><strong>Insegurança regulatória</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Durante anos, o <strong>Brasil operou predominantemente no mercado voluntário</strong>, sem regulamentação específica abrangente. Essa lacuna gerou incertezas sobre a natureza jurídica dos créditos de carbono e sobre os mecanismos de fiscalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l15042.htm">Lei 15.042/2024</a> mudou esse quadro ao instituir o <strong>Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE)</strong> e estabelecer as <strong>bases de um mercado regulado de carbono</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A norma prevê implementação gradual, em fases, e não se aplica à produção primária agropecuária, que ficou de fora das obrigações do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com esse avanço, permanecem desafios ligados à harmonização normativa e à implementação prática dos mecanismos de controle.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender o que a nova lei determina e como ela se conecta à agenda ESG, veja <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-federal-15-042-24/">o que a Lei Federal 15.042/24 estabelece sobre o SBCE</a>.</p>



<h3 id="h-greenwashing-e-responsabilidade-corporativa" class="wp-block-heading"><strong>Greenwashing e responsabilidade corporativa</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outro desafio é o <strong>uso dos créditos de carbono para fins meramente publicitários</strong>. O greenwashing ocorre quando empresas divulgam compromissos ambientais sem resultados efetivos correspondentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil ainda não tem uma lei específica sobre greenwashing. O principal instrumento aplicável é o <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm">Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990)</a>, cujo <strong>artigo 37 proíbe a publicidade enganosa</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que fazem alegações ambientais falsas podem responder nas esferas civil, administrativa e penal, além de sofrer danos reputacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pressão por transparência nas informações ambientais também passa pela regulação do reporte de sustentabilidade. Entenda as mudanças recentes em <a href="https://blog.iusnatura.com.br/resolucao-244-relatorio-sustentabilidade/">O que muda com a Resolução CVM 244</a>.</p>



<h3 id="h-due-diligence-ambiental" class="wp-block-heading"><strong>Due diligence ambiental</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A aquisição de créditos de carbono exige verificação rigorosa. Antes de comprar, a empresa deve analisar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A origem dos créditos</li>



<li>A metodologia utilizada</li>



<li>As certificações existentes</li>



<li>O histórico do projeto gerador</li>



<li>Os riscos jurídicos e ambientais envolvidos</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de diligência adequada pode levar à aquisição de créditos inválidos ou questionáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo cuidado se aplica à cadeia de fornecedores, como mostra o artigo sobre <a href="https://blog.iusnatura.com.br/auditoria-de-fornecedores-socioambiental-entenda-a-importancia/">a importância da auditoria socioambiental de fornecedores</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão dos requisitos legais aplicáveis ao SBCE e às demais normas ambientais pode ser centralizada em uma única plataforma. <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Conheça o CAL</a>, software da Ius para gestão de conformidade legal e monitoramento de obrigações.</p>



<h2 id="h-credito-de-carbono-e-a-agenda-esg" class="wp-block-heading"><strong>Crédito de carbono e a agenda ESG</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os créditos de carbono ocupam papel estratégico na agenda ESG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No aspecto ambiental, contribuem para a<strong> mitigação das mudanças climáticas</strong> e para a <strong>transição a uma economia de baixo carbono</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo social, os projetos de geração de créditos costumam promover <strong>desenvolvimento local</strong>, <strong>conservação de comunidades </strong>tradicionais e<strong> geração de empregos </strong>sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na governança, exigem <strong>transparência</strong>, <strong>rastreabilidade </strong>e prestação de contas, o que fortalece os mecanismos de <strong>controle corporativo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A efetividade dessa contribuição depende da adoção de critérios rigorosos de integridade ambiental e da observância das n<strong>ormas jurídicas aplicáveis</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Não sabe por onde começar a implementação de práticas ESG na sua organização? Converse com um especialista.</a></p>



<h2 id="h-perspectivas-para-o-mercado-brasileiro" class="wp-block-heading"><strong>Perspectivas para o mercado brasileiro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil ocupa <strong>posição estratégica no mercado global de carbono</strong> por causa de sua extensa cobertura florestal, sua biodiversidade e seu potencial para projetos sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consolidação do mercado regulado tende a <strong>ampliar as oportunidades de investimento</strong> e a f<strong>ortalecer a participação das empresas</strong> nacionais na economia verde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso desse processo depende de um <strong>ambiente regulatório eficiente</strong>, capaz de oferecer <strong>segurança jurídica</strong>, <strong>transparência </strong>e <strong>credibilidade </strong>aos agentes econômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução das exigências internacionais sobre sustentabilidade também tende a<strong> aumentar a pressão por padrões elevados</strong> de governança climática e integridade ambiental.</p>



<h2 id="h-consideracoes-finais" class="wp-block-heading"><strong>Considerações finais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os créditos de carbono são um instrumento econômico importante no enfrentamento das mudanças climáticas e na promoção do desenvolvimento sustentável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua eficácia depende de mecanismos que garantam a integridade ambiental dos projetos e a confiabilidade dos créditos comercializados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios jurídicos para as empresas envolvem <strong>regulação, governança, compliance, transparência</strong> e <strong>prevenção de práticas enganosas</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção de um mercado de carbono sólido exige <strong>atuação conjunta do Estado</strong>, <strong>do setor privado e da sociedade civi</strong>l, para assegurar que os créditos negociados correspondam à redução real das emissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão de requisitos legais é o primeiro passo para sua jornada de sustentabilidade: <a href="http://ius.com.br/contato">Entre em contato com nossos especialistas e veja como podemos apoiar a sua empresa a se manter em conformidade.</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/credito-de-carbono-integridade-ambiental/">Crédito de carbono e integridade ambiental: desafios jurídicos para empresas</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inteligência Artificial e Compliance: quais riscos jurídicos e ESG as empresas já precisam gerenciar</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/inteligencia-artificial-compliance/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabella Diniz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 18:31:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25254</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/106236-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Cientista da computação usando laptop em centro de dados atualizando IA" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Saiba quais riscos jurídicos, regulatórios e ESG o uso de inteligência artificial gera para empresas no Brasil e como estruturar uma governança mínima de IA.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/inteligencia-artificial-compliance/">Inteligência Artificial e Compliance: quais riscos jurídicos e ESG as empresas já precisam gerenciar</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/106236-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Cientista da computação usando laptop em centro de dados atualizando IA" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial já está presente no dia a dia corporativo. Ferramentas de IA são usadas em recrutamento, análise de dados, elaboração de documentos, automação operacional, atendimento ao cliente e tomada de decisão estratégica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/">A Ius é um ecossistema completo para o compliance interno e de terceiros. Conheça as nossas soluções.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que a tecnologia avança,<strong> cresce também a exposição das organizações a riscos jurídicos, regulatórios, reputacionais e de governança</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema central não é a tecnologia em si, mas a ausência de estruturas mínimas de controle sobre seu uso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas empresas adotaram ferramentas de inteligência artificial sem políticas internas, critérios de segurança, classificação de riscos ou mecanismos de supervisão humana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário vem<strong> preocupando órgãos reguladores, investidores e equipes de compliance </strong>no Brasil e no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo apresenta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>os principais riscos jurídicos e ESG associados ao uso corporativo de IA</li>



<li>o que as organizações já podem fazer para estruturar uma governança mínima sobre o tema.</li>
</ul>



<h2 id="h-o-uso-de-inteligencia-artificial-nas-empresas-ja-gera-riscos-juridicos-reais" class="wp-block-heading"><strong>O uso de inteligência artificial nas empresas já gera riscos jurídicos reais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a regulamentação específica sobre inteligência artificial ainda esteja em consolidação no Brasil, os<strong> riscos jurídicos relacionados ao uso da tecnologia já existem</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão avançou consideravelmente nos últimos meses, tanto no Congresso Nacional quanto nos órgãos reguladores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/dezembro/pl-do-governo-propoe-sistema-de-governanca-para-a-inteligencia-artificial-no-pais">PL 2.338/2023</a>, aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 e em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2025, propõe um<strong> regime regulatório baseado em risco para sistemas de IA no Brasil</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estabelece princípios de transparência, responsabilidade e proteção de direitos fundamentais</li>



<li>Prevê a ANPD como autoridade competente para regular setores sem regulador setorial específico</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da LGPD (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">Lei nº 13.709/2018</a>), os riscos já são imediatos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferramentas de <strong>IA frequentemente são alimentadas com dados pessoais</strong> de clientes, colaboradores e parceiros comerciais, o que gera obrigações diretas de tratamento, finalidade, segurança e rastreabilidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O não cumprimento da LGPD pode resultar em <strong>multas de até 2% do faturamento anual</strong>, limitadas a <strong>R$ 50 milhões por infração</strong>, além de sanções administrativas que incluem bloqueio e eliminação de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das obrigações de proteção de dados, as empresas começam a enfrentar <strong>riscos relacionados ao uso de conteúdos produzidos por IA</strong> sem validação técnica adequada, especialmente em atividades reguladas ou que envolvam decisões críticas.</p>



<h2 id="h-o-que-muda-quando-a-ia-passa-a-tomar-decisoes-automatizadas" class="wp-block-heading"><strong>O que muda quando a IA passa a tomar decisões automatizadas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos mais sensíveis envolve as decisões automatizadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A LGPD já garante ao titular de dados o <strong>direito de solicitar revisão de decisões tomadas exclusivamente por meios automatizados</strong>, quando essas decisões afetarem seus interesses (art. 20 da Lei nº 13.709/2018).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso abrange situações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>recrutamento e seleção por algoritmos</li>



<li>avaliações de desempenho automatizadas</li>



<li>análise de crédito</li>



<li>monitoramento de produtividade</li>



<li>atendimento ao cliente sem supervisão humana</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os critérios utilizados nesses processos não são transparentes, as <strong>organizações ficam expostas a questionamentos</strong> sobre discriminação indireta e violação de direitos fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em setembro de 2025, um caso de repercussão nacional envolveu um <strong>banco que utilizou sistema de monitoramento automatizado para fiscalizar a atividade de colaboradores sem comunicação prévia</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nesse monitoramento, cerca de <strong>mil trabalhadores foram desligados</strong>, gerando <strong>questionamentos sobre transparência, conformidade com a LGPD e proporcionalidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PL 2.338/2023 reforça essa tendência ao propor <strong>responsabilização judicial das empresas</strong> por danos causados por sistemas de IA e exigir identificação dos critérios utilizados em decisões automatizadas.</p>



<h2 id="h-como-a-governanca-de-ia-se-conecta-aos-programas-de-compliance" class="wp-block-heading"><strong>Como a governança de IA se conecta aos programas de compliance</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Até recentemente, programas de compliance estavam voltados principalmente à prevenção de fraudes, corrupção e conformidade regulatória tradicional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a governança tecnológica se tornou parte indissociável desse conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, as organizações precisam definir:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quais ferramentas de IA podem ser utilizadas</li>



<li>Quais tipos de dados podem ser compartilhados com essas ferramentas</li>



<li>Quais áreas têm autorização de uso</li>



<li>Quais controles de segurança precisam existir</li>



<li>Quais atividades exigem validação humana</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Normas como a ISO 37301 (Compliance), quando integradas à ISO 27001 (Segurança da Informação) e à ISO 27701 (Privacidade), oferecem uma<strong> base estruturada para lidar com os riscos digitais atuais</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que já operam com sistemas integrados de gestão têm mais condições de i<strong>ncorporar a governança de IA de forma organizada</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio não está apenas em criar políticas, mas em garantir que elas sejam operacionalizadas: monitoradas, auditadas e atualizadas conforme o ambiente regulatório evolui.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sistemas de gestão de requisitos legais facilitam esse processo ao centralizar obrigações normativas e alertar sobre mudanças regulatórias relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal"><strong>Conheça o CAL</strong></a>, solução para monitoramento de requisitos legais aplicáveis à sua empresa em tempo real, que inclui obrigações de proteção de dados e governança corporativa. </p>



<h2 id="h-ia-esg-e-governanca-corporativa-uma-relacao-que-ja-impacta-reputacao" class="wp-block-heading"><strong>IA, ESG e governança corporativa: uma relação que já impacta reputação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial ocupa hoje um espaço direto nas agendas ESG, especialmente no pilar de Governança (G).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investidores, clientes e stakeholders cobram das empresas transparência</strong> sobre como a tecnologia é utilizada, quais dados são tratados e quais controles existem para evitar uso indevido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<strong> risco reputacional é concreto </strong>e empresas que utilizam IA sem critérios claros podem enfrentar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Exposição de informações estratégicas</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Vazamentos de dados</li>



<li>Falhas de segurança</li>



<li>Perda de confiança por parte de clientes e parceiros comerciais </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de incidente afeta diretamente<strong> indicadores ESG relacionados à governança e à responsabilidade corporativa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para organizações que já estruturam sua agenda ESG, a governança de IA precisa ser tratada como parte do sistema de gestão de riscos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja como integrar ESG e compliance de forma prática: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/boas-praticas-esg/">Boas práticas ESG: como reduzir riscos e criar valor.</a></p>



<h2 id="h-o-avanco-regulatorio-da-ia-no-brasil-o-que-esperar" class="wp-block-heading"><strong>O avanço regulatório da IA no Brasil: o que esperar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil está entre os países que mais avançaram na discussão regulatória sobre inteligência artificial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PL 2.338/2023, aprovado pelo Senado em dezembro de 2024, propõe um sistema nacional de governança baseado em classificação de riscos, transparência e responsabilização.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2025, o Poder Executivo encaminhou projeto complementar para criar o <strong>Sistema Nacional para Desenvolvimento, Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA)</strong>, consolidando o papel da ANPD como autoridade regulatória para setores sem regulador próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, o <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/plano-brasileiro-de-inteligencia-artificial"><strong>Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA)</strong></a>, liderado pelo MCTI, prevê mais de<strong> R$ 23 bilhões em investimentos até 2028</strong> em pesquisa, infraestrutura digital e inclusão tecnológica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano apoia o processo regulatório em andamento e sinaliza que o tema terá desdobramentos relevantes nos próximos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência com a LGPD mostrou que empresas que se anteciparam ao processo regulatório enfrentaram menos dificuldades de adaptação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo padrão tende a se repetir com a regulamentação da IA: quanto antes as organizações estruturarem mecanismos de controle, menor o impacto durante a fase de conformidade obrigatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acompanhar como o ambiente de fiscalização está se intensificando no Brasil: <a href="https://blog.iusnatura.com.br/prepare-para-as-fiscalizacoes-de-2026/">2026 — o ano das fiscalizações: como evitar autuações.</a></p>



<h2 id="h-por-onde-comecar-estruturando-a-governanca-de-ia-na-pratica" class="wp-block-heading"><strong>Por onde começar: estruturando a governança de IA na prática</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida para a maioria das organizações não é sofisticado. Antes de qualquer outra medida, é necessário <strong>saber:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quais ferramentas de IA já estão sendo usadas pelas equipes </li>



<li>Em quais processos </li>



<li>Com quais dados</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse mapeamento, é possível estruturar controles básicos como:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Elaboração de política interna de uso de IA</li>



<li>Classificação dos riscos por tipo de ferramenta e dado envolvido</li>



<li>Definição de responsáveis por cada processo automatizado</li>



<li>Estabelecimento de critérios para supervisão humana em decisões críticas</li>



<li>Procedimentos para resposta a incidentes</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conjunto mínimo de controles não elimina riscos, mas <strong>torna as decisões defensáveis perante reguladores, auditores e stakeholders</strong> — o que, em termos de compliance, já representa uma vantagem concreta.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial já avança mais rápido do que os mecanismos internos de controle da maioria das organizações. O risco não está na tecnologia em si, mas na <strong>ausência de governança sobre seu uso</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que estruturam processos de controle, monitoramento regulatório e governança digital desde agora tendem a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reduzir vulnerabilidades jurídicas</li>



<li>Fortalecer suas posições ESG</li>



<li>Aumentar sua maturidade corporativa frente às exigências que estão por vir — tanto do PL 2.338/2023 quanto de regulações setoriais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho passa pela<strong> integração entre compliance, jurídico, segurança da informação, ESG e gestão de riscos</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ius apoia organizações na gestão integrada de compliance, requisitos legais e governança corporativa. <a href="https://www.iusnatura.com.br/experimente"><strong>Solicite uma proposta</strong></a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mercado Regulado de Carbono no Brasil: o Que o SBCE Exige da Sua Empresa até 2030</title>
		<link>https://blog.iusnatura.com.br/mercado-regulado-de-carbono-sbce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:28:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.iusnatura.com.br/?p=25251</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/120-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Chaminés de indústria" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" /><p>Entenda o que o mercado regulado de carbono (SBCE), criado pela Lei 15.042/2024, vai exigir da sua empresa e como se preparar antes de 2030.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/120-150x150.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Chaminés de indústria" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" />
<p class="wp-block-paragraph">Durante anos, “mercado de carbono” foi, para a maior parte dos gestores ambientais brasileiros, um assunto de conferência internacional (relevante, porém distante da rotina de licenças, condicionantes e relatórios).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário mudou de natureza jurídica: com a sanção da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l15042.htm">Lei nº 15.042, em 11 de dezembro de 2024</a>, o Brasil passou a ter um <strong>mercado regulado de carbono com força de lei</strong>,<strong> cronograma</strong> definido e<strong> obrigaçõe</strong>s que alcançarão diretamente as operações industriais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">Não sabe por onde começar a implementação de práticas ESG na sua organização? A Ius te apoia. Fale com um de nossos especialistas.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei instituiu o <strong>Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, o SBCE</strong>. Entender o que ele é, quem será alcançado e em que ritmo as obrigações chegam é, hoje, <strong>parte do trabalho de qualquer área ambiental </strong>o<strong>u de SGI</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo apresenta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O desenho do sistema</li>



<li>O cronograma de implementação em curso (inclusive a proposta de cobertura setorial apresentada pelo governo em 2026)&nbsp;</li>



<li>As providências que já fazem sentido agora</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://iusnaturaresiduos.typeform.com/to/W2Kq4KmE"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="536" src="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1-1024x536.jpg" alt="" class="wp-image-25289" srcset="https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1-1024x536.jpg 1024w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1-300x157.jpg 300w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1-768x402.jpg 768w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1-1536x804.jpg 1536w, https://spcdn.shortpixel.ai/spio/ret_img,q_cdnize,to_auto,s_webp:avif/blog.iusnatura.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Banner-diagnostico-de-maturidade-1-1-2048x1072.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 id="h-o-que-a-lei-nº-15-042-2024-criou" class="wp-block-heading">O Que a Lei nº 15.042/2024 Criou</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A norma estabelece as bases de um mercado do tipo<strong> </strong><strong><em>cap-and-trade</em></strong><strong>:</strong> o poder público fixará um<strong> teto de emissões de gases de efeito estufa </strong>(GEE) para os setores regulados e distribuirá (por alocação gratuita ou leilão)<strong> títulos que representam o direito de emitir</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem emite menos que sua cota pode negociar o excedente; quem emite mais precisa comprá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois pontos da arquitetura legal merecem atenção do gestor.</p>



<h3 id="h-o-sistema-convive-com-o-mercado-voluntario" class="wp-block-heading">O sistema convive com o mercado voluntário</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A lei organiza o mercado brasileiro em dois ambientes: o <strong>regulado</strong>, sob o SBCE, e o <strong>voluntário</strong>, no qual empresas seguem negociando créditos de projetos certificados por iniciativa própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem já participa do mercado voluntário não está, por isso, dispensado das futuras obrigações do mercado regulado.</p>



<h3 id="h-havera-um-orgao-gestor-com-poder-de-sancao" class="wp-block-heading">Haverá um órgão gestor com poder de sanção</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Caberá a ele:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Emitir e distribuir os ativos do sistema</li>



<li>Propor e implementar o Plano Nacional de Alocação</li>



<li>Credenciar metodologias de certificação de redução ou remoção de emissões,</li>



<li>Apurar infrações&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a estrutura definitiva não é criada, essas competências vêm sendo exercidas pela <a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/composicao/orgaos/mercado-de-carbono">Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC)</a>, instituída no Ministério da Fazenda pelo <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12677.htm">Decreto nº 12.677, de outubro de 2025</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A governança conta ainda com o <strong>Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM)</strong>, como órgão máximo deliberativo, e um <strong>Comitê Técnico Consultivo Permanente</strong>, que reúne setor privado, entes federativos e sociedade civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você precisa de uma leitura mais detalhada do texto legal e da sua relação com a agenda ESG, veja também nosso artigo sobre a <a href="https://blog.iusnatura.com.br/lei-federal-15-042-24/">Lei Federal 15.042/24 e o SBCE</a>.</p>



<h2 id="h-o-cronograma-implementacao-em-fases-ate-2031" class="wp-block-heading">O Cronograma: Implementação em Fases até 2031</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A própria lei determinou implementação gradual, organizada em fases sucessivas (da regulamentação inicial à plena operação do mercado).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenho geral prevê:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Primeira fase de 12 a 24 meses dedicada à regulamentação e à estruturação do órgão gestor;&nbsp;</li>



<li>Fase de cerca de 12 meses para operacionalizar o sistema de monitoramento, relato e verificação (MRV)</li>



<li>Período de aproximadamente 24 meses em que passa a valer a obrigação de reportar emissões e apresentar planos de monitoramento</li>



<li>Primeiro ciclo de alocação de cotas e os primeiros leilões, já sob o Plano Nacional de Alocação.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As <a href="https://blog.iusnatura.com.br/novo-mercado-de-carbono/">fases de implementação</a> já haviam sido detalhadas quando a lei foi sancionada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de calendário, o <a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/marco/ministerio-da-fazenda-instala-comite-da-sociedade-civil-e-governos-para-implementacao-do-mercado-regulado-de-carbono-no-brasil">horizonte hoje comunicado pelo governo federal</a> é o seguinte:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>As principais normas infralegais devem ser publicadas até dezembro de 2026</li>



<li>O relato de emissões começa em 2027</li>



<li>Entre 2028 e 2029, operadores com emissões acima de 10 mil toneladas de GEE por ano deverão submeter seus planos de monitoramento</li>



<li>A fase de transação plena (com teto de emissões e Plano Nacional de Alocação em vigor) está prevista para 2030, com a consolidação do sistema em 2031</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem lê esse cronograma da perspectiva da operação, a mensagem é direta: as <strong>obrigações de </strong><strong><em>relato</em></strong><strong> chegam bem antes das obrigações de </strong><strong><em>compensação</em></strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira exigência concreta que baterá à porta das empresas não é comprar crédito, mas <strong>medir e reportar emissões com método verificável</strong>.</p>



<h2 id="h-quem-deve-se-preocupar-primeiro" class="wp-block-heading">Quem Deve se Preocupar Primeiro</h2>



<h3 id="h-dois-limiares-duas-obrigacoes-diferentes" class="wp-block-heading">Dois limiares, duas obrigações diferentes</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A lei não trabalha com um único corte. O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l15042.htm">artigo 30 da Lei nº 15.042/2024</a> define dois patamares.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Operadores de fontes ou instalações <strong>que emitam acima de 10 mil toneladas de CO₂</strong> equivalente por ano ficam obrigados a submeter plano de monitoramento e a relatar emissões e remoções.&nbsp;</li>



<li><strong>Acima de 25 mil toneladas de CO₂ </strong>equivalente por ano, soma-se a obrigação de conciliação periódica: o operador terá de comprovar que possui ativos suficientes para cobrir suas emissões líquidas no período.&nbsp;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O li<strong>miar de 10 mil toneladas </strong>define quem <strong>precisa medir e reportar</strong></li>



<li>O <strong>limiar de 25 mil toneladas </strong>define quem, além disso, <strong>precisará compensar</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A produção agropecuária primária foi excluída do sistema pela própria lei, assim como bens, benfeitorias e infraestrutura ligados a essa atividade em imóveis rurais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não tira o agronegócio do debate:<strong> processadoras, indústrias e compradoras da cadeia continuam alcançadas.</strong></p>



<h3 id="h-a-proposta-de-cobertura-setorial-2027-a-2031" class="wp-block-heading">A proposta de cobertura setorial (2027 a 2031)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 2026, o Ministério da Fazenda apresentou ao Comitê Técnico Consultivo Permanente uma <a href="https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/maio/ministerio-da-fazenda-apresenta-proposta-preliminar-de-cobertura-setorial-do-mercado-regulado-de-carbono">proposta preliminar de cobertura setorial</a>, indicando quais setores entram primeiro e em que ordem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta prevê a entrada gradual de setores até 2031, em três etapas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Primeira etapa (a partir de 2027): </strong>papel e celulose, ferro e aço, cimento, alumínio primário, exploração e produção de petróleo e gás, refino e transporte aéreo.</li>



<li><strong>Segunda etapa (a partir de 2029): </strong>mineração, alumínio reciclado, setor elétrico, vidro, alimentos e bebidas, química, cerâmica e resíduos.</li>



<li><strong>Terceira etapa (a partir de 2031): </strong>transporte rodoviário, aquaviário e ferroviário.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o próprio Ministério da Fazenda, esse universo de grandes emissores representa menos de 0,1% das empresas brasileiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa fase inicial, a obrigação é de relato, sem cobrança financeira imediata nem exigência de redução.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta ainda passa por <strong>consulta pública</strong>, com versão final prevista para 2026, o que reduz a margem para deixar a preparação “para depois”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas seria um erro de leitura restringir a atenção a quem cruza o limiar ou a quem está nas primeiras etapas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas fora desse recorte serão puxadas indiretamente: <strong>grandes compradores regulados passarão a exigir dados de emissões da cadeia de fornecedores</strong>, e <strong>instituições financeiras já incorporam a exposição climática</strong> à análise de crédito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mercado regulado de carbono, como em outras agendas de conformidade, a obrigação legal de poucos vira requisito comercial de muitos.</p>



<h2 id="h-o-que-fazer-agora-enquanto-a-regulamentacao-avanca" class="wp-block-heading">O Que Fazer Agora, Enquanto a Regulamentação Avança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O período atual (depois da lei, antes das normas operacionais definitivas) é exatamente a janela em que a preparação custa menos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Três providências já podem ser tomadas desde já:</p>



<h3 id="h-estruturar-ou-amadurecer-o-inventario-de-emissoes" class="wp-block-heading">Estruturar (ou amadurecer) o inventário de emissões</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O relato previsto para 2027 pressupõe <strong>dado organizado</strong>, com fontes de emissão mapeadas e critérios documentados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem nunca fez um inventário de GEE tem, neste momento, <strong>tempo hábil para errar e corrigir sem penalidade</strong>.</p>



<h3 id="h-tratar-o-tema-dentro-do-sistema-de-gestao-nao-fora-dele" class="wp-block-heading">Tratar o tema dentro do sistema de gestão, não fora dele</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Emissões são, na essência, um requisito em formação: terão norma, prazo, evidência e fiscalização, como qualquer condicionante ambiental. Integrá-las desde já ao acompanhamento de requisitos legais do SGI evita que nasça mais uma planilha isolada (e mais um risco de prazo perdido).</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que uma ferramenta de gestão de requisitos legais faz diferença. O <a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">CAL</a>, software da Ius, <strong>identifica as normas aplicáveis à sua operação, organiza evidências e gera alertas de mudança legislativa</strong>, permitindo tratar as futuras obrigações de emissões no mesmo ambiente em que você já controla meio ambiente, SST e ESG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.iusnatura.com.br/cal">Conheça o CAL</a>.</p>



<h3 id="h-monitorar-a-regulamentacao-de-forma-sistematica" class="wp-block-heading">Monitorar a regulamentação de forma sistemática</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre <strong>2026 e 2027 sairão as definições que realmente afetam a operação</strong>: setores alcançados, metodologia de MRV, calendário de relato. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhar essa produção normativa de maneira estruturada (e não por notícias esparsas) é o que separa antecipação de improviso.</p>



<h2 id="h-conclusao" class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A conformidade legal é o primeiro passo de qualquer agenda ESG consistente, e o mercado regulado de carbono torna isso literal: antes de falar em crédito, precificação ou oportunidade, <strong>a empresa precisará demonstrar que mede, reporta e verifica</strong>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mercado regulado de carbono demanda um cronograma de ações, que é o que vai <strong>diferenciar as empresas que sofrerão com ele daquelas que o transformarão em vantagem</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você quer entender como sua operação está posicionada para essa transição (do inventário à gestão dos novos requisitos), <a href="https://www.iusnatura.com.br/servicos-esg">solicite um diagnóstico de maturidade ESG com os especialistas da Ius</a>.</p>
<p>O post <a href="https://blog.iusnatura.com.br/mercado-regulado-de-carbono-sbce/">Mercado Regulado de Carbono no Brasil: o Que o SBCE Exige da Sua Empresa até 2030</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.iusnatura.com.br">ESG em Dia</a>.</p>
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