O Dia do Combate à Poluição por Agrotóxicos, celebrado em 11 de janeiro, é uma data do calendário ambiental brasileiro que nos convida a refletir sobre os impactos e riscos do uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura, na saúde humana e no meio ambiente. Instituída pelo Decreto nº 98.816/1990, essa data não é uma celebração, mas um momento de conscientização e mobilização para práticas agrícolas mais responsáveis e sustentáveis.
Desvendando os riscos da poluição por agrotóxicos
Os agrotóxicos, também chamados de pesticidas ou defensivos agrícolas, são produtos químicos utilizados para controlar pragas e aumentar a produtividade agrícola. Eles têm papel significativo na produção de alimentos em escala global, mas o seu uso intensivo e nem sempre planejado pode causar uma série de danos ambientais e sociais:
- Contaminação dos solos e da água: Agrotóxicos podem infiltrar nas camadas do solo e alcançar lençóis freáticos, contaminando rios, aquíferos e ecossistemas aquáticos.
- Impactos sobre a biodiversidade: Além de eliminar pragas, essas substâncias podem matar espécies benéficas, como insetos polinizadores (abelhas, por exemplo), interferindo em serviços ecossistêmicos essenciais.
- Riscos à saúde humana: A exposição prolongada a pequenas quantidades pode causar efeitos graves, incluindo alterações hormonais, problemas respiratórios, doenças crônicas e até câncer.
- Resistência e desequilíbrio ambiental: O uso persistente de pesticidas pode levar ao surgimento de pragas resistentes e ao desequilíbrio natural dos sistemas agrícolas.
Segundo o artigo do MDPI, o Brasil figura entre os maiores usuários de agrotóxicos do mundo, com uso estimado em cerca de 719 mil toneladas em 2021 e uma concentração média de cerca de 10,9 kg por hectare de agricultura cultivada. números que ilustram a dependência dessa tecnologia para o modelo de produção agrícola predominante.
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Como o ESG se Conecta com o combate à poluição por agrotóxicos
ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) um conjunto de critérios utilizados para avaliar o desempenho e a responsabilidade socioambiental de empresas e organizações. Por isso, ao falarmos da poluição por agrotóxicos, nos voltarmos ao ESG é essencial para conseguirmos, de fato, minimizar riscos e danos ao meio ambiente e a sociedade. Vejamos a relação de cada âmbito do ESG ao combate da poluição por agrotóxicos.
E (Ambiental)
No contexto do combate à poluição por agrotóxicos, o aspecto ambiental do ESG envolve:
- Redução do uso de químicos poluentes: Empresas que promovem práticas de manejo sustentável reduzem a dependência de agrotóxicos tradicionais, diminuindo resíduos no solo e na água.
- Proteção da biodiversidade: Adoção de sistemas agrícolas que favoreçam polinizadores, rotação de culturas, integração lavoura-pecuária-floresta e uso de bioinsumos.
- Gestão de resíduos e embalagens: Programas de recolhimento, reciclagem e destinação adequada de embalagens e sobras de produtos.
- Monitoramento contínuo: Implementação de avaliações de impacto ambiental que tragam dados sobre contaminação e áreas vulneráveis.
Essas práticas ajudam as empresas a reduzir riscos ambientais e regulatórios, além de melhorar a reputação junto a consumidores e investidores comprometidos com a sustentabilidade.
S (Social)
Do ponto de vista social, o ESG promove:
- Saúde dos trabalhadores rurais: Treinamento, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e medidas que diminuam a exposição a substâncias tóxicas.
- Segurança alimentar: Incentivo à produção de alimentos com níveis reduzidos de resíduos de pesticidas, protegendo a saúde dos consumidores.
- Desenvolvimento comunitário: Ações que valorizem comunidades rurais por meio de práticas agrícolas sustentáveis e geração de renda baseada em métodos menos agressivos.
G (Governança)
No critério governança, o ESG se traduz em:
- Transparência e conformidade legal: Observância de leis e normas ambientais, relatórios públicos de desempenho e auditorias independentes.
- Políticas internas de sustentabilidade: Diretrizes claras que incentivem a redução do uso de agrotóxicos e a transição para tecnologias mais limpas.
Engajamento de stakeholders: Diálogo com agricultores, fornecedores, consumidores e entidades reguladoras para formar práticas colaborativas e sustentáveis.
ESG na Prática: exemplos de soluções sustentáveis na agricultura
A transição para práticas sustentáveis não significa abandonar a produtividade, mas inovar com inteligência:
- Manejo Integrado de Pragas (MIP): Técnicas que combinam monitoramento, barreiras físicas e biológicas para reduzir a dependência de pesticidas químicos.
- Uso de bioinsumos: Produtos biológicos e botânicos que substituem ou complementam defensivos químicos.
- Agricultura de precisão: Sensores e tecnologia de dados que aplicam insumos somente quando e onde necessário, minimizando excessos.
- Sistemas agroecológicos: Integração de práticas que promovem fertilidade do solo, rotação de culturas e biodiversidade.
Essas abordagens não só diminuem os impactos negativos dos agrotóxicos, como também fortalecem a resiliência das propriedades e a confiança dos mercados consumidores.
Como a Ius pode auxiliar sua empresa no ESG para evitar poluição por agrotóxicos
A Ius auxilia sua empresa a estruturar e fortalecer o ESG com foco direto na solução do CAL, promovendo uma gestão ambiental mais segura e estratégica para evitar a poluição por agrotóxicos.
Por meio de um diagnóstico aprofundado, a Ius avalia riscos ambientais, identifica não conformidades legais e oportunidades de melhoria relacionadas ao uso de insumos agrícolas, garantindo aderência às legislações vigentes. A partir desse mapeamento, desenvolve políticas ESG personalizadas, alinhadas às melhores práticas de mercado e às exigências de investidores e clientes, integrando aspectos ambientais, sociais e de governança.
Com o apoio do CAL, a empresa implementa planos de ação sustentáveis que envolvem a otimização do uso de agrotóxicos, adoção de práticas agrícolas mais responsáveis, monitoramento contínuo de indicadores ambientais e organização das informações para relatórios ESG consistentes.
Além disso, a Ius promove capacitação de colaboradores e fornecedores, reforçando boas práticas no campo, segurança dos trabalhadores e manejo adequado de insumos, e apoia a elaboração de relatórios, comunicação estratégica e processos de certificação, tornando o CAL uma ferramenta essencial para reduzir riscos, evitar passivos ambientais e fortalecer a sustentabilidade do negócio.
Combate a poluição por agrotóxicos uma data par a para caminhar rumo a sustentabilidade
O Dia do Combate à Poluição por Agrotóxicos (11 de janeiro) nos lembra que a sustentabilidade na agricultura e nas cadeias produtivas não é apenas uma tendência é uma necessidade urgente para proteger a saúde pública, o meio ambiente e o futuro das próximas gerações.
Ao integrar critérios ESG em sua estratégia, sua empresa não só reduz os impactos negativos dos agrotóxicos, mas também promove inovação, competitividade e reputação sustentável no mercado. Com o apoio da Ius, esse caminho se torna mais claro, estruturado e eficaz.
Quer transformar seus processos agrícolas com foco em ESG e reduzir a poluição por agrotóxicos? A Ius está aqui para caminhar com você rumo à sustentabilidade real e mensurável.